9
September , 2010
Thursday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Dead Fish e Matanza – Juicebox apresentou e fez bonito!

Posted by revoluta On February - 14 - 2010

Texto por Deise Santos
Fotos por Paulo Vitor e Roberth Trindade

box2_menorExistem alguns shows que devem ser assistidos despidos de qualquer preconceito ou expectativa, às vezes por terem nomes desconhecidos no cast, por misturar estilos ou pelo local onde serão realizados. O Juicebox Apresenta era um caso desses, o local escolhido não ajudava acusticamente, quadra de esportes não são apropriados para apresentações musicais, mas a atitude e iniciativa de fazer o evento fizeram valer a pena a saída de casa para ver o espetáculo. Nada de no final da noite reclamar, dizer que o show estava com um som razoável ou tava calor demais, o evento mereceu a presença de cada um presente e não foram poucos, pela já citada iniciativa de levar a São Gonçalo um evento independente do porte que foi.
A estréia do novo formato da festa Juicebox, no Clube Tamoio, como Juicebox Apresenta levou para o palco do clube cinco bandas representantes do rock, numa verdadeira mistura sonora, regada aos sons de DJs que fizeram a festa para os ouvidos mais atentos, tocando desde Dead Kennedys e Ramones até Metallica. O evento teve alguns atrasos, nada que tirasse o ânimo das mais 2500 pessoas presentes ao evento.
Os trabalhos foram abertos pela banda de São Gonçalo Ematoma, o local ainda estava pouco cheio, muita gente do lado de fora, se refrescando com goles de cerveja, enquanto enfrentavam a gigantesca fila para entrar, a banda foi um pouco prejudicada pelo som que ainda estav sendo regulado, mas isso não tirou a energia da banda que tem presença de palco e uma sonoridade pesada e agressiva, entre os sons rolou: “Guerra” e “Corrupção”.
Na sequencia veio a turma d’A Kombi que pega Crianças, com seu vocalista desfilando vários modelitos de peruca e disparando seu set list irreverente, a começar pela primeira música: “Chorando se foi”, gravada nos idos aons 80 pelo grupo Kaoma e contou até com “Hatuma matata” (musica-tema das aventuras de Timão e Pumba), entre outras pérolas.
Uma pequena pausa para o publico retomar o fôlego ao som de muito punk rock e metal, e logo a banda Madame Machado subiu ao palco, para oferecer ao público um show divertido e muito profissional, com músicas próprias e releituras de muúisca como “Take on Me” do A-ha e “Livin’la Vida Loca”, do Ricky Martin. O naipe de metais é um capítulo à parte na apresentação da banda, que tinha até um de seus integrantes com uma fantasia de esqueleto (prévia do carnaval? ) que deu um “que” especial na apresentação.
Findada a bateria de apresentações das bandas de abertura e o publico se preparou para ver Matanza e Dead Fish. Alta madrugada, o teor et[ilico no talo para alguns, o sono batendo em outros, mas nada foi motivo para desânimo e apatia.
O show do Matanza começa e o público responde à altura. Quem já foi a um show dos caras sabe como é a sequência de hits e interação com o público. dead-fish-1-foto-roberth-trindade_menorShow divertido, com boas execuções, mas sem muitas novidades.
O show do Dead Fish fechou a noite, literalmente, tocando altas horas da madrugada, ou melhor, nas primeiras horas de comemoração do aniversário de Rodrigo Lima, que antes de subir ao palco falou: “ao subir nesse palco estarei completando 37 anos de vida”. Abriram com “Asfalto”. Perfeito. Público acompanhando, o ritmo frenético de Marcos, Alyand, Phil e Rodrigo. Em seguida “Sonho Médio”, “Bem vindo ao clube” e o público cada vez mais insano, subindo ao palco, querendo cantar e dar moshs.
Na metade do show, quando começava a cantar “Canção para amigos” um fã mais “ousado” subiu ao palco e roubou o protetor auricular do vocalista, Rodrigo não perdoou… Proferiu algumas palavras más sobre a progenitora do cidadão e pulou atrás dele, pra recuperar o protetor auricular, e, enquanto a caça acontecia, outros fãs aproveitaram para subir ao palco e assumiram o microfone cantando mais da metade da música e, ao retornar ao palco, Rodrigo falou: “se eu uso é porque eu preciso!”. Capítulo hilário e autêntico, como sempre tem em shows do Dead Fish.
O show seguiu com músicas do último álbum, Contra Todos, e hits que não são esquecidos pelo público que acompanhou a banda o tempo inteiro. A noite terminou com a execução de “Contra Todos”.
E, chega-se à conclusão que, ir a um show desses é uma boa forma de se começa o final de semana.

Confira as fotos:

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Sobre a editora Carioca de nascimento, moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cidadã do mundo por opção. Deise Santos é amante da cultura em todas as suas vertentes e responsável pela Revoluta Produções e Assessoria de Imprensa.

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