Archive for November, 2009
Meinhof em São Paulo
05/12/2009 – Punks And The Living Dead!
com as bandas:
Meinhof – Direito da Inglaterra pela primeira vez no Brasil!
Agrotóxico
Armagedom
Presto?
Hellsakura
Horário: 17h
Local: INFERNO CLUB – Rua Augusta, 501 Consolação.
Ingressos: R$ 10,00 (antecipado com nome na lista)*/ R$15 (na porta)
*Para colocar o seu nome na lista escreva para: cospefogohc@uol.com.br, colocando Nome e RG.

AC/DC em 100 click’s
Meinhof: banda desembarcará no Brasil em dezembro para série de shows
A banda inglesa de crust/d-beat Meinhof chega à terra brasilis no início de dezembro para fazer uma série de shows nas principais capitais brasileiras.
Com uma postura engajada dentro do cenário independente, a banda se considera não-profissional, apóia o faça-você-mesmo – a famosa máxima do underground – e não apóia a concorrência entre bandas. Para os integrantes da Meinhof, a cena punk iguala todas as bandas.
Em suas letras protestam contra o racismo, o fascismo, o nacionalismo, a brutalidade policial, a exploração, preconceito, abuso sexual, guerras e conflitos. E acreditam que o punk é o escudo deles contra a mentira e a hipocrisia, além de significar amizade, lealdade e honestidade.
Com todo esse engajamento dá pra se imaginar como serão as apresentações. A “Extreme Punk Terror Tour ‘09”, organizada pela Cospe Gravações e com apoio da Extreme Noise Discos, loja 255 e Portal Revoluta, passará por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Confira as datas e locais dos shows e programe-se:
05/12 (sábado/tarde) @ Santo André / SP
05/12 (sábado/noite) @ Inferno Club / SP
06/12 (domingo) @ Rio de Janeiro / RJ
10/12 (quinta) @ TBA / SP
11/12 (sexta) @ Osasco / SP
12/12 (sábado) @ Indaiatuba / SP
13/12 (domingo) @ Ourinhos / SP
18/12 (Sexta) @ Combate Hardcore / SP
19/12 (Sábado) @ Belo Horizonte / BH
O pontapé da turnê será no evento “Punk and The Living Dead”, que acontecerá no dia 05 de dezembro, no Inferno Club, em São Paulo. Organizado pela Cospe Fogo Gravações, o show começará às 17h e conta ainda com as bandas Agrotóxico, Armagedom, Presto? e Hellsakura, além de discotecagem com o melhor do punk rock, a exibição do documentário “Pelos Escombros” que conta a história da banda Agrotóxico e, os 50 primeiros que entrarem, ganharão um CD lançado pela Cospe Fogo Gravações.
É possível ainda garantir o ingresso com o valor de antecipado, colocando o nome na lista amiga, através do e-mail: cospefogohc@uol.com.br.
.

Serviço:
Punks And The Living Dead!
com as bandas:
Meinhof - Direito da Inglaterra pela primeira vez no Brasil! www.myspace.com/dhcmeinhof
Agrotóxico – www.myspace.com/agrotoxicohc
Armagedom -www.myspace.com/armagedom
Presto? – www.myspace.com/paunasualontra
Hellsakura – www.myspace.com/hellsakura
Data: 05/12/2009
Horário: 17h
Local: INFERNO CLUB – Rua Augusta, 501 Consolação.
Ingressos: R$ 10,00 (antecipado com nome na lista)*/ R$15 (na porta)
*Para colocar o seu nome na lista escreva para: cospefogohc@uol.com.br, colocando Nome e RG.
Para mais informações sobre a tour, acesse:
www.cospefogo.com
Para ouvir a banda, acesse:
www.myspace.com/dhcmeinhof
Supersuckers não virá mais ao Brasil
Hoje, em seu site oficial, a banda Supersuckers comunicou que não virá mais ao Brasil. O motivo é que dois integrantes tiveram problemas com seus passaportes e não conseguiram tirar o visto a tempo.
Ainda não há notícias se a banda remarcará os shows.
Eddie Spaghetti, lídar da banda que assinou o comunicado, lamentou o fato e se mostrou surpreso ao dizer que o público não imagina o quanto é dificil conseguir um visto para vir para o Brasil.
Os fãs terão que aguardar mais um pouco para ver os homens do deserto e seu rock and roll irreverente.
The Exploited + Agrotóxico + Busscops
The Exploited + Agrotóxico + Busscops
(Inferno Club/SP – 14/11/2009)
Texto por Deise Santos
Fotos por Flávio El Loco
A invasão punk continua. Depois da passagem de Sham 69 e GBH, agora foi a vez da lendária banda The Exploited tocar em São Paulo. A tríade Ataque Frontal, Sick Mind e Inferno Club vem dando certo e a prova disso foi o show dos ingleses da banda The Exploited. Tudo bem que poderiam ser dois dias de show, com casa lotada com toda certeza, mas ok, os ingressos esgotados transformaram o numero 501 da Rua Augusta num inferno, literalmente. Por conta de atrasos na passagem de som, o show começou um pouco depois do horário marcado. Nada que desanimasse o público que prestigiou o evento desde o início, presenciando um show brutal do trio Busscops. O som visceral do trio chamou a atenção de quem já estava dentro da casa e a oportunidade de tocar para um público tão variado e numa noite tão memorável, com certeza, abrirá portas pra essa banda paulistana de punk e hardcore, que tocou sons do split recém-lançado com os norte-amercianos da banda Defect Defect.
Na sequência, a banda Agrotóxico invadiu o palco e deu o tom de como seria o resto da noite: brutalidade e energia sem limites. No set list, músicas do álbum Libertação, como “Eles não vão parar”, “Fim do Mundo” – que teve a participação do Makon (Lobotomia) -, “Ateus em Trincheiras”, além de “G7”, “Crime Ambiental Corporativo”, “À Beira do Caos” e “Marcas da Revolta”. A banda estava empolgada, interagindo com o público, que entrou no espírito da festa e devolveu em forma de rodas de pogo agradecimento à banda. E, para consagrar a noite e presentear o público, a banda levou covers da banda Olho Seco, entre elas “Sinto”. Motivo para comentários e sorrisos de satisfação de quem presenciou um dos shows mais brutais que essa banda já fez na capital paulista. Pausa para se hidratar e tomar um ar. A essa altura a casa já comportava mais de 700 pessoas e logo subiram ao palco os quatro conterrâneos da rainha. Depois de uma “checada” no microfone feita por Wattie, batendo com ele em sua própria cabeça, o Inferno foi ali!
“Start a war” abriu o show e o público respondeu à altura, pogo e coros deram o tom da noite. A sequência de músicas clássicas da trajetória da banda seguia com energia e brutalidade, enquanto alguns se preocupavam em se divertir de outra forma – partindo pra agressão – e muitos procuravam o carimbo de fumante – mesmo não sendo – para poder pegar um ar na Rua Augusta e, assim, conseguir ver mais um pedaço do show. Entre os sons “UK 82”, “Fuck the System”, “Beat the Bastards” e “Sex and Violence”. Foi um show para entrar para a história com banda e público em sintonia. E nessa noite ficou comprovado e aqui registrado, mesmo correndo o risco de se cair na mesmice: Punk’s not dead!
Confira algumas fotos do show:
.
Set List:
Manguaça – Regado a suor, cachaça e… roquenrou
Manguaça – Regado a suor, cachaça e… roquenrou
(Independente – 2009)
O EP de estreia da banda carioca Manguaça é uma amostra do que um bom rock and roll pode fazer pelos tímpanos de amantes deste estilo musical. Despretensioso e divertido, o som que esse quarteto faz irá conquistar quem curte doses – usando a linguagem de “manguaceiros” – de Motorhead e demais bandas de rock. Cerveja, mulheres e estrada, tudo isso está nas quatro músicas que fazem parte dessa pequena bolachinha. A “Saideira”, abre o álbum entrando de sola, com aquela receita das bebedeiras de final de semana que tornam a segunda-feira longa, mas cheia de histórias pra contar. Na sequência: “Rock de estrada”, “Sem Destino” e “Massacre em Jalisco”, completam o EP desta banda que tem um ano de estrada e, parece que ficará nela por muito tempo.
Deise Santos
————————————————————–
Quer ganhar um EP e adesivo da banda Manguaça? Clique aqui e saiba como!
Supersuckers comemorará maioridade no Brasil
A banda Supersuckers formada em Tucson, no Arizona, precisou alcançar a maioridade para carimbar o passaporte para invadir a terra brasilis. Considerada pelos próprios integrantes a maior banda de rock and roll do mundo, a Supersuckers surgiu na poeira do deserto, onde a country music comanda e, da mistura deste som com punk rock e o rock dos idos anos 70, conseguiu tirar um som novo e irreverente.
Talvez a aridez do deserto seja a responsável pelas letras que falam de estrada, mulheres e cerveja, esta para hidratar quem se propõe a colocar o pé na estrada com as músicas da banda.
Sem medo de arriscar, a banda escreveu uma biografia misturando sonoridades e agora o publico brasileiro poderá conferir tudo isso ao vivo, na série de shows que farão por aqui, passando pela já tradicional festival Goiânia Noise e também no Clash Club, em São Paulo.
FESTIVAL DOSOL 2009
Uma resenha vagabunda por Adelvan Kenobi, que viajou ao todo (ida e volta) + de 1500 km de Aracaju a Natal de carro com quatro amigos por uma BR 101 cheia de insuportáveis obras de duplicação inacabadas para ver, basicamente, 1 hora de show (ok, com um monte de bandas excelentes de bônus, mas a verdade é que o grande motivo da viagem foi mesmo ver o Exploited ) e voltou achando que valeu MUITO a pena.
Texto por Adelvan Kenobi
Fotos por Jomar Dantas e Diego Marcel
————————
Foi fácil chegar ao local do evento (Deus abençoe a internet e o Google Maps). Se não fosse teríamos chegado pelo cheiro – fica próximo ao porto, do lado de um galpão de armazenamento de pescados que fedia muito. Devido a um imprevisto não pudemos sair na sexta, como combinado, e por conta disso já chegamos com o festival em andamento, mas ainda a tempo, felizmente, de assistir a uma das atrações que eu mais queria ver, o Sick Sick Sinners. E foi uma recepção em grande estilo. Vlad e Cox, respectivamente guitarra e vocal e baixo (acústico, daqueles grandões) e vocal, são duas lendas do psychobilly brasileiro, tendo participado (e participando) de pelo menos duas outras formações seminais, Os Cervejas e Os Catalépticos. Tocaram no Centro Cultural DoSol, um dos dois locais onde ocorriam os shows, e o mais apertado. Sem frescuras passaram o som e partiram para o ataque, conquistando logo de cara a audiência com sua pegada despojada. O Sick Sick Sinners é um pouco menos punk que o Catalépticos, têm uma pegada mais tradicional e, ao mesmo tempo, mais descompromissada, o que talvez explique a energia positiva que emana de seu show, muito energético e participativo, não se deixando abalar nem mesmo pelas insistentes falhas no microfone que inviabilizaram os vocais de Vlad em boa parte das primeiras musicas. Para mim foi especialmente gratificante vê-los, pois praticamente não existe uma movimentação psycho/rockabilly aqui pelos lados do nordeste, o que torna praticamente inviável uma turnê de bandas do estilo por aqui. Mesmo em festivais é bastante raro, portanto parabéns à produção do DoSol pela escolha na escalação.
Terminada a primeira pedrada já nos dirigimos ao galpão maior, ao lado, onde ocorriam os shows dos “headliners”. Retrofoguetes no palco, que dizer? Muita diversão e musica instrumental de primeiríssima qualidade executada por 3 excelentes músicos, com um excelente humor e uma performance arrebatadora. Além de várias excelentes composições próprias, que vão da surf music tradicional (a base do som da banda) a ritmos os mais diversos, como bolero e “ tcha tcha tcha “ (não por acaso o título de seu segundo disco), divertidíssimos covers, com especial destaque para aquela musiquinha escrota com a qual Silvio Santos apresentava os jurados de seu show de calouros, que sempre levanta a audiência. O mesmo excelente show que já tive o prazer de ver 3 vezes este ano, com a única diferença de que trocaram os macacões vermelhos por um figurino branco. Morotó Slim é Deus, Rex e CH são seus profetas.
Os Baggios foram a segunda banda sergipana a se apresentar na noite, que contou também com a Plástico Lunar. Já os havíamos encontrado, plásticos e Baggios, de rolê pela Rua Chile, felizes da vida pelo excelente show, pela vibrante receptividade e hospitalidade (estavam “de cara” com o hotel onde estavam hospedados). Preocupante o fato de que Perninha, o baterista, não estava presente, mas o mesmo foi substituído satisfatoriamente pelo cabeludo baterista da Elisa. Fizeram um bom show, mas devo dizer que já vi melhores. O entrosamento de Julico com Perninha vinha sendo lapidado à perfeição nos últimos tempos e ele pareceu sentir um pouco a falta de seu companheiro de jornada, mas nada que degringolasse para um fim trágico – muito pelo contrário, fizeram uma apresentação pra lá de decente, embora não o suficiente para manter o publico em peso no recinto, já que aos poucos o local foi se esvaziando, algo que eu credito mais à falta de informação da molecada em si do que à apresentação da banda. Aquele povo ali não parece estar acostumado a sentir o gosto das raízes do rock, a chafurdar na lama dos blues, mas os que entraram no espírito da coisa (e não foram assim tão poucos) pareciam se divertir muito. Inclusive algumas garotinhas que dançaram e cantaram junto o tempo inteiro, e afinal foi pra isso mesmo que o rock and roll foi inventado, segundo as palavras do próprio Chuck Berry no palco de umas de suas ultimas apresentações no Brasil, ao se ver rodeado de deliciosas deusas remexendo as cadeiras e se enroscando em sua guitarra.
O rock não para e entra no palco maior o Danko Jones, do Canadá. Grande show, muito energético. É um performer e tanto, o senhor Jones, com sua língua nervosa e muito bate-papo com a platéia, que respondia a contento apesar da barreira da língua. Entre um e outro discurso sobre sexo, rock e mais sexo (especialmente sexo oral, o cara parece mesmo obcecado com a coisa), riffs certeiros num som de guitarra cristalino. Ressaltando que, segundo o próprio informou no palco, era a primeira vez que ele tocava não apenas no Brasil, mas na America do Sul, não perdendo a oportunidade de desdenhar dos argentinos, para o delírio da galera (Senhor Jones, o senhor é um fanfarrão).
E deu pra nós. Queria muito ver o Eddie, que não vejo ao vivo desde antes do lançamento do “ Original Olinda Style “, mas seriam a última banda a se apresentar, a noite já avançava rumo à sua metade e ainda faltavam três bandas antes – lembrando que tínhamos chegado por volta das 20:00 e estávamos, evidentemente, cansados da viagem. Um baile muito chato que tava rolando na Rua Chile também contribuiu para a decisão de pegar o rumo da praia em busca de um hotel bom e barato, ou que fosse barato e não fosse extremamente deprimente, algo que conseguimos facinho e na orla de Ponta Negra, supostamente uma das mais valorizadas da cidade.
Um delicioso churrasquinho na orla antes de dormir, uma boa noite de sono (sentindo a falta de um certo alguém, mas nem tudo é perfeito), um café da manhã satisfatório, um rolê até o Morro do Careca e um rango reforçado na Via costeira. Depois, eis-nos de volta à Rua Chile para a grande noite. Esperávamos dar de cara com uma turba de punks e carecas alucinados se digladiando na porta do evento, mas não foi nada disso, o publico era basicamente o mesmo “leitinho com Nescau” da noite anterior – o que não é, necessariamente, ruim, especialmente no quesito “fêmeas bem vestidas”, mas para uma primeira apresentação do Exploited em terras nordestinas, foi inusitado. Realmente tínhamos a expectativa de uma platéia mais “das antigas” e “casca-grossa”.
Entramos a tempo de ver os veteranos do Nervochaos, uma banda que toca “sem a presença de Deus”, nas palavras do grande Marcos Bragatto, jornalista carioca de grandes serviços prestados ao rock, presente na noite. No outro palco Deadly Fate, local – metal tradicional, com aqueles vocais afetados insuportáveis. Não curti. Não vi a Distro, pois o Centro Cultural DoSol estava lotado e eu não tava com saco de entrar naquele calor infernal. Vi um pouco de uma banda norueguesa chamada Pulverhund. Ruinzinha, e destoando totalmente, com um som mais pra Coldplay que pra Extreme Noise Terror. Bragatto achou o vocalista parecido (fisicamente) com Josh Homme do Queens Of The Stone Age e deu a entender que isso é um mérito, o que eu acho questionável. O DoSol continuava lotado mas eu resolvi encarar por curiosidade pra ver o Comando Etílico e não me arrependi. Excelente banda, emulando totalmente o metal que era feito no Brasil nos anos 80, a la Dorsal Atlântica, Taurus, Overdose e afins, com direito a letras épicas e coreografias ensaiadas no frontline. Muito legal, excelente para lembrar de como aquilo pode ser divertido (e eu não estou falando no sentido pejorativo).
O Confronto, do Rio de Janeiro, foi a banda seguinte, no galpão principal. E foi monstruoso. Foi muito, mas muito, muito pesado mesmo. O guitarrista é muito bom, conduzindo a banda com riffs matadores na linha do que de melhor é feito nas searas do metal extremo para servir de camada para um ritmo cadenciado e vocais vociferados com mensagens de revolta social autentica. O publico curtiu muito, creio inclusive que foi a banda mais aclamada pela galera presente, mais até que o Exploited, como vermos adiante. Excelente show. Realmente MUITO pesado, fiquei impressionado.
Calistoga no DoSol. Meio emo, com uma presença de palco meio exagerada, meio Mars Volta. Curti não. Curti o Devotos, nunca mais tinha visto ao vivo. Só estranhei o péssimo som de guitarra, um contraste total com o que tinha ouvido antes, com o Confronto.
E eis que chega o grande momento em que veríamos finalmente ao vivo, e relativamente (bem relativamente, na verdade) perto de nossa casa (na verdade o nordeste é nossa grande casa, há uma identificação cultural muito forte entre todos os estados nordestinos que nos faz sentir em casa em qualquer um deles), uma das maiores e mais influentes bandas da historia do rock, o Exploited. Ainda iria rolar uma tal de Mugo no palco menor, mas dispensamos completamente e fincamos o pé por ali mesmo, a tempo de ver a lenda viva em pessoa, Wattie, passar por nós com seu pra lá de icônico visual de moicano cor de rosa e camiseta preta com a clássica caveira desenhada por Pushead em vermelho. O pano de fundo da banda foi erguido por cima da imagem do festival e logo ele estava lá, no palco, do alto de seus 53 anos muito bem vividos, com aquele velho olhar psicótico, batendo o microfone na cabeça e saudando a todos antes de anunciar a primeira musica que foi, puta que pariu, “let´s start a war” !!! Melhor impossível.
O caos se instaurou – na verdade nem tanto, esperava muito mais. Esperava mais gente e um publico muito mais ensandecido, mais fã da banda. A impressão que tive é de que 80% dos que estavam lá só tinham ouvido falar por alto da banda, no máximo baixado um ou dois discos e ouvido sem muita atenção antes de deletar de seus eternamente abarrotados HDs. Foram muito menos aclamados do que mereciam entre uma musica e outra, e o pogo foi aquela cirandinha punk que já costumo ver sempre nos Abril pro rock da vida – acho meio ridículo, prefiro o pogo mais caótico e desarticulado que rola mais por aqui (Aracaju), talvez por influencia de Salvador, onde o bicho pega pra valer (nunca consegui permanecer por muito tempo numa roda de pogo por lá, é uma carnificina incrível, nas poucas vezes que me arrisquei – em shows do Ratos e do Destruction – saí todo arrebentado). Isso, no entanto, é apenas uma observação meio tola, pois o que realmente importa aconteceu: a banda fez um apresentação devastadora, recheada de clássicos e com um pique incrível. Wattie segue sendo um grande frontman, e muito simpático e carismático, ao contrario do que seu olhar carrancudo dá a entender. O volume foi ensurdecedor, reverberou em meus ouvidos zunindo pelo resto da noite. O show foi curto mas pra lá de satisfatório, com direito a um bis iniciado com “sex and violence” cantada por uma garotada (garotada mesmo, tudo novinho) que foi convidada ao palco. Da parte da platéia ( e a platéia é sempre importante em shows de punk rock ) vai ficar em minha memória o surf de Camilo Maia, dos Subversivos de Recife, nos braços do povo.
Memorável.
Confira as fotos feitas por Jomar Dantas e Diego Marcel
A ultima grande banda de rock
Por Michael Meneses!
Fotos: Divulgação
O AC/DC é umas das ultimas grandes bandas de rock em atividade que se mantiveram fieis ao seu estilo. Revelaram-se numa época onde o rock progressivo, o punk rock ou a disco-music eram o “desbunde” ou seja os anos 70, continuaram sendo uma “Nova Onda” no auge da New Wave dos anos 80 e quando o movimento grunge “inovou” o visual da geração anos 90 com suas “bermudinhas” os australianos do AC/DC mantinha o mesmo visual “inovado” de sempre, ou seja, “bermudinhas”. Enfim sem aderi às modas dessas quatro décadas -sejam elas passageiras ou não -, o AC/DC conseguiu ao longo de sua historia agradar fãs de rock de em todos os estilos, não importando que seja: Punk, Heavy, Grunge, Prog… sempre haverá fãs do AC/DC. Prova disso é todo o alvoroço que vem acontecendo por conta do retorno da banda ao Brasil para promover o aclamado álbum “Black Ice”, primeiro album de ineditas em oito anos gravado pela banda.
Essa é a terceira vinda do AC/DC ao Brasil, a primeira foi no Rock in Rio I para promover o disco “Flick of The Switch”, de 1983, foram duas apresentações, nos dias 15 e 19 de Janeiro de 1985, onde a banda dividiu o palco da Cidade do Rock em Jacarepaguá com bandas como Whitesnake, Ozzy Osbourne e Scorpions, entre outras.
A banda retonou em 1996 para shows em São Paulo e Curitiba na turnê do álbum “Ballbreaker”.
Agora a banda volta ao Brasil com a “Black Ice World Tour” para uma unica apresentação em São Paulo no Estadio do Morumbi, onde são esperados mais de 60 mil pessoas que terão contato com um palco de 78m de comprimento por 21m de profundidade e dividirá a cena com uma locomotiva real de seis toneladas que será movimentada durante o show. Todo o equipamento de palco será transportado em 55 carretas o que faz desse mega show, um evento superior a muitos dos shows que passaram recentemente pelo Brasil.
A “Black Ice World Tour”, que estreou em 28 de outubro de 2008, e vem sendo destaque e premiado por critica e pubico em todo mundo, a exemplo do álbum “Black Ice” que no final do ano passado foi eleito como melhor album do ano em varios veiculos especializados pelo mundo.
A turnê passou por EUA, Noruega, Suécia, França, Bélgica, Alemanha, Holanda, Itália, Hungria, Espanha, Inglaterra, Portugal, Canadá e Austrália e teve ingressos esgotados em varios shows. Levando o AC/DC a vender algo perto de 2 milhões de ingressos pelo mundo.
Todos esses numeros em vendas e em equipamentos renderam o prêmio de maior turnê do ano na 20th Annual Pollstar Concert Industry Awards, premiação organizada pela principal publicação mundial do mercado de shows.
DISCOGRAFIA
2008 – Black Ice
2000 – Stiff Upper Lip
1997 – Live From the Atlantic Studios (Gravado em 1977)
1995 – Ballbreaker
1992 – AC/DC Live (Ao Vivo)
1990 – The Razor’s Edge
1988 – Blow Up Your Video
1986 – Who Made Who
1985 – Fly On the Wall
1984 – 74 Jailbreak
1983 – Flick Of The Switch
1981 – For Those About To Rock We Salute You
1980 – Back In Black
1979 – Highway To Hell
1978 – If You Want Blood (You’ve Got It) (Ao Vivo)
1978 – Powerage
1977 – Let There Be Rock
1976 – Dirty Deeds Done Dirt Cheap
1976 – High Voltage
1975 – T.N.T.
Recent Comments
O Portal Revoluta foi criado pela jornalista, produtora cultural e inquieta por natureza, Deise Santos. Começou como um blog, o Informativo Revoluta, que agora ganha o formato de site, com domínio próprio.
O objetivo continua o mesmo, veicular informações sobre a cena independente através de entrevistas, resenhas, matérias e artigos para o maior número de pessoas possível, ao redor do mundo.
Sobre a editora
Carioca de nascimento, moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cidadã do mundo por opção. Deise Santos é amante da cultura em todas as suas vertentes e responsável pela Revoluta Produções e Assessoria de Imprensa.


























