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September , 2010
Wednesday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Archive for October, 2009

Esfera Pública Contra-Cultural

Posted by revoluta On October - 30 - 2009 3 COMMENTS

esfera-publica-contracultural

Por Augusto Jr. *

…………Caríssimos e caríssimas, gostaria de tentar esboçar neste texto a forma pela qual interpreto e enxergo o meio underground, melhor dizendo, a esfera de sociabilidade na qual se formam redes comunicativas entre headbangers, punks, hippies, rappers, etc., devido à liberdade que me é dada neste espaço procurarei articular minha vivência acadêmica (enquanto estudante e pesquisador) com minha vivencia contra-cultural (enquanto guitarrista de uma banda de punk rock). Num primeiro momento esboçarei o conceito de Esfera Pública, construído por um dos mais célebres pensadores de nossa contemporaneidade: Jürgen Habermas. E por fim, a guisa de conclusão, procurarei demonstrar a minha forma de enxergar o meio underground emprestando o arcabouço teórico de Habermas, o qual creio ser de muita utilidade para este propósito.
…………Pois bem, vamos primeiramente à teoria. Jürgen Habermas desenvolveu suas considerações a partir da sua tese doutoral na qual analisa o surgimento de uma Esfera Pública burguesa na França, Alemanha e Inglaterra dos séculos XVIII e XIX. Esta esfera pública era caracterizada pela discussão livre de assuntos de interesse coletivo sendo que os Cafés, Pub’s e Salões eram as instituições deste mundo em que as pessoas “estranhas entre si” conversavam em pé de igualdade, como sujeitos livres e autônomos. Ao evocar a noção de esfera pública Habermas aponta para uma dimensão normativa da democracia que revela a necessidade de sujeitos críticos, capazes de fazer uso público da razão, numa sociedade de ideal iluminista. Ou seja, numa democracia entendida enquanto organização política de dominação consentida, as decisões precisam ser permanentemente justificadas e fundamentadas (COSTA, 1995).
…………Por esta perspectiva, podemos pensar o conceito de esfera pública como domínio daquilo que se pode falar sem reservas, uma arena pública e lócus de discussão e interação social. Cabe ressaltar que em seu primeiro momento ela se destaca pela crítica e consumo de obras artísticas e bens culturais, porém gradativamente a esfera pública burguesa literária adquire conotação e função política. Assim, tal noção diz respeito a um contexto difuso de relações no qual se concretizam e se condensam intercâmbios comunicativos gerados em diferentes campos da vida social. Esse contexto comunicativo constitui uma arena para a observação da maneira como as transformações sociais se processam, como o poder político se configura e como os atores da sociedade conquistam relevância na política contemporânea (AVRITZER & COSTA, 2004). O cientista político Wilson Gomes (2006) coloca o conceito habermasiano como uma condição de vida social na qual podemos tratar de idéias e assuntos de forma aberta, acessível, opondo-se àquilo que é ocluso e fechado. Ou seja, trata-se de uma conversação pública sobre cultura e política tal como ocorreu na sociedade burguesa em seus espaços de sociabilidade (os cafés, bares e salões). Evidencia-se uma relação entre a sociedade civil e a sociedade política, ou melhor, do controle cognitivo das relações sociais comunicativas sobre a esfera decisora da política.
…………Entretanto, a obra de Habermas (1962) aponta que a esfera pública burguesa dos séculos XIII e XIX acabou por ser “re-feudalizada” pelas técnicas de publicidade, no sentido de relações públicas, culminando na formatação e construção de um “público” acrítico, isto é, de aclamação e de uma opinião pública que se forma a partir de um consenso fabricado. Tal fato ocorreu devido a sua ampliação na qual adentraram os meios de comunicação de massa que tornaram os debates estilizados em forma de “show”. A razão crítica cultural e artística cedeu espaço para uma publicidade de função somente demonstrativa. Essa colonização provocada pelo mercado da publicidade comercial e pela razão instrumental do Estado retirou o livre debate de idéias e privilegiou a aclamação do “público” espectador (HABERMAS, 1962).
…………Contudo, a teoria habermasiana revela poder explicativo para alguns pesquisadores que aprofundaram o conceito de esfera pública e procuraram demonstrar que, mesmo sendo colonizada pelo mercado publicitário e pela razão instrumental, ela pode surgir em diferentes contextos e em diferentes formas de comunicação cultural. Desta forma, Cohen e Arato (1992) apresentam a noção de New Publics que reza que ao lado do crescimento da grande mídia e da penetração da cultura pelas lógicas do poder e consumo, há um processo de desprovincialização e modernização do mundo cotidiano dos atores sociais, ou seja, a criação e expansão de novos locais de comunicação crítica (subculturas, movimentos sociais, microespaços alternativos, etc..). Tais espaços são meios culturais de circulação de idéias e formas de vida pós-tradicionais que trazem inovação cultural e contestação dos padrões sociais, tal como o meio underground. Estes new publics pressionam por mudanças no padrão de comunicação pública e podem alterar a política institucionalizada e os paradigmas da sociedade. Assim, de uma esfera pública de núcleo fechado passamos para uma pluralidade de públicos alternativos que revivificam os processos e a qualidade da comunicação cultural e política. Outra autora relevante que utiliza o instrumental analítico de Habermas é Nancy Fraser, que constrói o conceito de Subaltern Counterpublics. Para a autora uma esfera pública única não considera as relações assimétricas de poder que marcam os processos de constituição das esferas públicas contemporâneas. O surgimento de Contra-públicos Subalternos (minorias étnicas, grupos discriminados, mulheres, etc.) denunciam os “vícios de origem” dos espaços públicos e constituem forças de democratização e ampliação política (AVRITZER e COSTA, 2004).
…………A esta altura do texto, você deve estar se perguntando o que todos esses conceitos têm a ver com o meio underground. As palavras ditas acima seriam apenas proselitismo acadêmico? Pois bem, a fim de começar a encaminhar o fim deste texto afirmo que aquilo que proponho a partir destes conceitos da Ciência Política e Sociologia é um debate a respeito do papel que o nosso meio – o meio underground – pode exercer na sociedade. Sem exageros, afirmo que formamos e fazemos parte de um tipo esfera pública (New Publics ou Subaltern Counterpublics), o que resta saber é se conseguimos fazer dela uma esfera pública com funções sociais e políticas. É importante reafirmar e relembrar, para a construção do meu argumento, que na sociedade burguesa dos séculos XVIII e XIX a esfera pública se constituiu primeiramente com funções culturais, de debates a respeito de peças teatrais, concertos musicais, obras de arte, etc. Havia entre os agentes daquela época uma solidariedade perante a publicização da subjetividade artística. Por meio da crítica artística o uso público da razão foi num primeiro momento destinado à esfera pública literária, que gradativamente deslocou seu foco para a política e para as questões sociais, tornando-se uma esfera pública política. É pouco provável que os burgueses daquela época tivessem a consciência daquilo que estavam construindo. Porém, o legado desta sociedade nos mostra hoje que é inegável que o nosso envolvimento com a arte e a cultura desperta-nos uma consciência crítica. Freqüentar atmosferas culturais (ou contra-culturais), seja ela um show musical, uma peça teatral, uma exposição fotográfica, etc., faz com que conheçamos sentimentos e visões de mundo diferentes, e muitas vezes, conflitantes com aquelas as quais fomos socializados. Isto é, o contato com a arte amplia nossa capacidade reflexiva e cognitiva. Uma esfera pública cultural desempenha, querendo ou não, conscientemente ou não, funções políticas e sociais e é essa a conexão que procuro fazer entre o conceito de Jürgen Habermas e o meio contra-cultural.
…………Deste modo, convido-os a fazer um exercício de abstração e transportar a noção de esfera pública para a atmosfera underground, na qual os sons das bandas de rock, dos rappers, os estúdios de tatuagens, os blogs, os bares, os fanzines, etc. são formas e espaços de sociabilidade em que interagimos, trocamos idéias e, acima de tudo, formamos opiniões (inclusive as nossas). Nossas redes de interações sociais também são (ou pelo menos deviam ser) capazes de gerar debates e discussões fundamentais que se encontram no seio da nossa sociedade e assim criar impulsos comunicativos alterando paradigmas, modos de comportamento, preconceitos e decisões políticas. Vamos pegar um exemplo: os movimentos Hippie e Punk a partir das suas músicas de contestação e estilo comportamental construíram um intercâmbio contra-cultural comunicativo (uma esfera pública contra-cultural) entre a juventude das suas respectivas épocas, estabelecendo laços de solidariedade devido ao mútuo reconhecimento entre si da realidade e dos problemas sócio-políticos que os cercavam, e que lhes eram comuns. Tais movimentos mudaram não apenas a história do rock, mas a própria história da sociedade. Pois, tal como ocorreu com a esfera pública do século XVIII e XIX, estes movimentos sociais que nascem a partir da arte adquirem, em maior ou menor medida, funções políticas de extrema relevância. Ou seja, os dizeres Flower Power (poder das flores) e Do it Yourself (faça você mesmo) não são apenas slogans sem sentido. Tomemos agora outro exemplo: sabendo que as decisões governamentais devem passar por um processo de discussão pública, qual o destino de uma política pública direcionada à juventude ou ao incentivo à cultura nas quais os mais afetados e supostamente interessados por elas são sujeitos que não possuem a clareza crítica de sua existência e papel social? Não é necessário raciocinar muito para responder essa questão, que obviamente nos revela um fim trágico. Temos responsabilidades com nossa rebeldia meus caros, aliás, muitas!
…………Nosso desafio está em termos em mente a consciência de que nossas músicas, poesias, pinturas, fotografias, grafite, etc., transparecem uma subjetividade que não é somente nossa, ao contrário, são reconhecidas em nossos iguais e que a partir disto formam-se redes sociais, influxos comunicativos, formação de opiniões e identidades coletivas. Desta forma, nosso espaço de sociabilidade, ou melhor, nossa esfera pública underground, também é formadora de opinião pública. O que nos resta fazer é assumir essa responsabilidade cidadã de utilizar os instrumentos que nos são dados, nossa arte contra-cultural, com muita responsabilidade e com um mínimo de consciência crítica. Somos agentes políticos numa arena de conflitos sociais na qual há sempre visões de mundo dominantes procurando nos impor um tipo de opinião pública de consenso fabricado, de “aclamação” do público tido como espectador e não de discussão e deliberação.
…………Caríssimos e caríssimas, encerro este texto com uma provocação: que tipo de agentes sociais e políticos do meio underground queremos/devemos ser? Pegando emprestado a genialidade de Stanley Kubrick, somos “laranjas mecânicas” controladas, manipuladas e reféns dos processos de racionalização instrumental do Estado e da comercialização publicitária do mercado? Ou, somos/podemos ser sujeitos que fazem uso público da razão, cientes de que as representações de mundo incorporadas em nossa subjetividade e que se refletem através do nosso visual, ilustrações e palavras são capazes de formar opiniões e construir uma esfera pública cultural (ou contra-cultural) com funções políticas? Eu já fiz minha escolha, faço e consumo arte engajada. E você?

…………* Bacharel em Ciência Política, especialista em Sociologia Política, Mestrando em Ciência Política, guitarrista da banda Cépticos e agitador contra-cultural.
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REFERÊNCIAS

AVRITZER, L. e COSTA, S. Teoria Crítica, Democracia e Esfera Pública: Concepções e Usos na América Latina. DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, Vol. 47, no 4, 2004, pp. 703 a 728.

COSTA, S. A Democracia e a Dinâmica da Esfera Pública. Lua nova. N 36. 1995. pp. 55-65.

GOMES, W. Apontamentos Sobre o Conceito de Esfera Pública. In: MAIA, R. e CASTRO, M. C. P. (orgs). Mídia, Esfera Pública e Identidades Coletivas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006.

HABERMAS, J. Mudança Estrutural da Esfera Pública: Investigações Quanto a uma Categoria da Sociedade Burguesa. 2ª ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003 [1962].

Underground no Rio de Janeiro = Torre de Babel

Posted by revoluta On October - 20 - 2009 22 COMMENTS

cenario1Preparar uma matéria que fale da cena underground do Rio de Janeiro é de certa forma uma pesquisa sociológica e antropológica. Nos deparamos com muitas histórias, caminhos a seguir e círculos viciosos. Reflexos de uma cidade que de herança cultural quase não tem nada, ao menos não há efervescência e ebulição como em outras capitais, e, além disso, vive do modismo imposto pelo verão…
Se os fenômenos naturais continuarem dando as cartas e as calotas polares continuarem a derreter, qual será o futuro dos cariocas e fluminenses?
Bandas novas estão surgindo, algumas antigas estão voltando e há muitas bandas que estão na estrada há mais de uma década levando o nome do Rio de Janeiro para tudo quanto é lugar.
A produção cultural sempre foi intensa e mesmo com a ofuscação provocada pelo verão e suas modas passageiras o Rio de Janeiro conseguiu seguir as tendências culturais. E foi assim que bandas como Taurus, Dorsal Atlântica, Extermínio, Pacto Social, Gangrena Gasosa, Sex Noise, Poindexter, Desordeiros do Brasil e muitas outras surgiram nos anos 80 e 90 e de lá para cá muitas outras surgiram. Atualmente muitas levam o nome do Rio de Janeiro para além das fronteiras brasileiras como é o caso do Confronto, Ataque Periférico e Jason que já pisaram no velho continente levando o hardcore carioca.
E, mesmo com o esforço de integrantes de bandas e amantes do rock e suas vertentes (punk, hardcore, metal, thrash, psycho, SxEx), não só a cidade, mas o estado do Rio de Janeiro vive uma realidade promissora, porém limitada.
Que linda e triste contradição…
Afinal, não basta ter bandas, e são muitas, espalhadas por todos os bairros e cidades, mas é preciso que o público compareça. Muito se fala sobre a cena, mas pouco se faz. O público do Rio de Janeiro é uma loteria. Nunca se sabe se um show do Bad Brains ou de uma banda cover, por exemplo, ficará vazio ou será sold out. Reclama-se muito das bandas grandes e gringas que não aportam na cidade maravilhosa para fazerem shows, mas quando vêm nem sempre o resultado é casa cheia, pessoas trocando idéias e materiais, sem contar na quantidade de “calotes” que algumas bandas já sofreram na cidade.
Faltam locais fixos para shows. Os poucos que existem correm o risco de fechar ou ficam pendurados pelo invisível fio da utopia, porque o público simplesmente não comparece e quando comparece não quer contribuir para a manutenção da casa, que todos sabemos, tem seus gastos e a casa continua aberta por ideologia, por amor ao underground. Mas se é um bar que foi “emprestado” é fato que a falta de público assina a ordem de despejo de bateria, estantes de pratos, amplificadores, microfones e cabos, dando lugar a um jukebox que tocará os “sucessos” do momento.
O fato é que, assim como falta força de vontade política para que a criminalidade seja combatida nos morros da cidade, falta vontade cultural do público, que prefere o conforto do seu lar, baixando vídeos e mp3’s no seu computador, a ter que encarar 30 minutos num ônibus (em alguns casos) para ver uma banda com trabalho autoral subir ao palco e dar o seu recado.
E então vem a pergunta que já atormentou muitas cabeças: existe uma cena no Rio de Janeiro?
E a resposta é sim. Existe. Existem bandas ensaiando e tocando em bares de graça (muitas vezes com seus próprios amplificadores de ensaio), colocando em prática o bom e velho faça-você-mesmo. Bandas que utilizam a internet para divulgar seus trabalhos, mas que querem mostrar a cara e ter contato com o público.
Infelizmente é comum acontecerem shows que o público é composto pelas bandas que tocarão na mesma noite. Onde estão os integrantes de outras bandas? Porque não comparecem para prestigiar e fortalecer o evento? Essa é uma incógnita que desafia os produtores e pessoas compromissadas com a cena underground no Rio de Janeiro.
Seria muita pretensão fazer o retrato com apenas um sorriso. Muitas pessoas compuseram e compõe a cena underground do Rio de Janeiro, observando, debatendo, acudindo-a quando ela está no CTI e por essa razão segue um bate-papo reto, com alguns “sorrisos” que compõem essa foto, pessoas que correm atrás e fazem barulho no cenário (algumas vezes cada um falando uma língua), tirando leite de pedra e mantendo a cena viva, cada um a seu modo.

Por Deise Santos

01 – Como era a cena underground carioca quando você começou a freqüentar os shows?

Boka: Há 12 anos quando comecei a freqüentar shows, o underground do Rio era basicamente o Garage, com apoio da Kachanga (Botafogo) e Casarão Amarelo (Copacabana).

Athos: Bom, quando eu comecei a freqüentar shows de rock em 2001 ou 2002, ficava na zona oeste, rolava um evento chamado Rato no Rio. Um evento independente, underground, que reunia de 700 a 1000 pessoas por edição. Muitas bandas boas tocavam lá.

Rafael: Era mais ou menos como é hoje, comecei em 1999.

Fábio: Poucas bandas, menos lugares ainda pra tocar e muito pouca gente interessada em conhecer bandas novas. O HC estava chegando por aqui, assim como o thrash metal e o crossover. As bandas que mais se destacavam na cena carioca eram o Soutien Xiita (que apostava no Pornô Punk), o Poindexter (e seu RAPcore), o Gangrena Gasosa (que apesar do termo “Saravá metal”, fazia um thrash metal personalíssimo), o Sex Noise (que investia numa mistura de Stooges com Sex Pistols, com muita personalidade) e o Piu Piu & Sua Banda (que ressuscitava o rock nacional dos anos 80, simples e direto, com letras escrachadas, bem a cara do carioca, isso antes da moda “revival ano 80″).

Alexandre Bolinho: Fins dos 80′s, era um amontoado de headbangers rasgados e punks malcheirosos! Me identifiquei com os malcheirosos e me tornei um deles. Os shows não eram muito freqüentes – tinha o Caverna em Botafogo e, raramente, Circo Voador. Público era “sempre as mesmas caras” e isso acabava aproximando – tenho amigos daquela época até hoje. Muitas bandas de thrash metal e algumas punks bacanas. No início dos 90′s a coisa começou a crescer – lembro que a gente ia pro recém inaugurado Garage pra ver vídeos do DRI. Trocávamos fitas k7 pra nos atualizar com as novidades. Era mais duro, lembro que quando a gente descobria uma banda foda e dividia com os amigos, era coisa pra um mês comentando (lembro de conhecer o Bad Religion na pista de sk8 do Arpoador em 89, o Operation Ivy durante um show no Garage em 92 e por aí vai…). Mas não sou nostálgico: AMO MP3 e free downloads!

Michael Meneses: Comecei a freqüentar a cenas e os shows do rock no Rio em 1991 com o Rock in Rio 2, shows do Ratos de Porão com Volkana na turnê do disco Anarkofobia no Circo Voador, muitos shows no Caverna II em Botafogo, DeFalla realizando o primeiro show do Garage em agosto de 1991 (antes a casa exibia vídeos de rock), os shows no Teatro de Arena de Campo Grande como o Memorável Arena Do Heavy que mesmo com esse nome abria espaço para bandas punks e alternativas. E vale lembrar que o Teatro de Arena de Campo Grande mais tarde passou a ser a primeira Lona Cultural do Rio, Bar do Paulinho em Realengo entre outros. Era uma época mágica onde as pessoas saíam de qualquer parte da capital, Grande Rio, Niterói para ver um show de rock com bandas autorais. O rock era unido e as subdivisões do Rock (Metal, Punk, HC, Progressivo…) eram praticamente uma coisa só, as pessoas podiam não gostar de uma banda ou outra, mas no final geral na sua maioria se respeitava.

Julio Longo: Acho que havia menos bandas e mais lugares pra show. Os shows eram piores, com equipamentos sofríveis, com muito pouco ou sem nenhuma organização etc. Em compensação, a cena era menos centralizada, geograficamente. Havia mais casas de show na Zonal Sul (Kachanga, Beco da Boemia, Casarão Amarelo), na Zona Norte havia o Garage que era um verdadeiro pólo de música pesada e na Zona Oeste havia festivais como o Rato no Rio, espaços como o 911 e tantos outros que atraíam a molecada.

Davi Baeta: Comecei a freqüentar na minha cidade Cabo frio, posteriormente adentrando aos eventos na capital, aqui a cena era sustentada por alguns membros das poucas bandas atuantes que se organizavam fazendo os shows, o público era diversificado dentro do alternativo, hardcoreanos, punks, metaleiros (aí eu à época incluso), grunges etc., poderíamos dizer positivamente que a cena era unificada e essa foi a primeira diferença que senti quando passei a ver shows na capital e nesta era claro a segmentação da cena em suas subdivisões sendo a interseção dos gêneros. A estrutura à época era precária, não havia a preocupação com equipamento e muito menos ouvia-se falar de dinheiro, cachê etc.

Perninha: O underground quando eu comecei a frequentá-lo tava numa fase mais analógica (risos), tempo de fitinha cassete. Todo mundo fala que aquele tempo que era bom coisa e tal, o foda é que naquela época não dava pra ter a mesma facilidade de contato de hoje em dia.

Kitia: Poucos shows, pouca gente e lugares de difícil acesso.

Mauk: Era um pouco diferente, os lugares em sua maioria não existem mais. Vi shows na Papagaio Disco Club onde rolava a festa “Papawave” que era do Zé Roberto Mahr, as Boates tinham sempre show e o público em geral acho que mais interessado em assistir.

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02 – Como você define a cena underground carioca atualmente?

Boka: Com o fim do Garage, o Casarão Amarelo segregou de vez a zona sul do resto da cidade. A aparição de novos picos trouxe consigo uma tendência quase bairrista de bandas. Como o 911, em Bento Ribeiro que foi o início das bandas Ataque Periférico, Pau de Sebo e Repúdio.

Athos: Posso citar inúmeros problemas que a cena está passando. Os principais a meu ver são: a cena não se renovou (e temos culpa por isso); faltam lugares de médio porte; acostumamos o público com shows gratuitos; somos demagogos, defendemos uma união, mas somos os primeiros a segmentar. Poucas são as pessoas que fazem as coisas acontecerem realmente. A movimentação da cena está restrita a um número muito reduzido de pessoas. O público, bandas, ninguém interage mais. Um empurra a responsabilidade pro outro e as coisas não andam.

Rafael: Bom a cena hardcore está muito esquisita, a galera não é muito fiel, pode ter o show que tiver, se for feriadão esquece, vai ficar vazio!! Tem a cena do metal que faz uns eventos grandes e atrai um público bem fiel que lota os lugares, tipo, a quadra do Bangu Atlético às vezes fica lotada de metaleiro.

Fábio: Não acompanho mais com a freqüência que acompanhava nos anos 90, em função de trabalho e vida pessoal, mas vejo, que o nível de hoje, é bem melhor no que se refere à qualidade musical e de recursos disponíveis. Hoje em dia, temos mais acesso às informações e os recursos para reproduzirmos o que é feito no restante do mundo. A internet democratizou o acesso às novas bandas, através de sites como MySpace e Purevolume, e facilitou a troca de informações, e por conseqüência a organização de shows. Os shows também estão mais numerosos, o que é altamente positivo, mas vejo que se consome menos pela cena em termos de compras de Demo, camisetas e demais produtos das bandas. O público presente nos mesmos também aumentou, mesmo que muitos estejam no local para verem e serem vistos, e baterem fotos para ilustrar fotologs, e poucos para conhecerem bandas novas.

Alexandre Bolinho: Tenho ido pouco aos shows. Vejo uma cena vegan/SxEx forte com shows cheios – talvez um dos poucos públicos que consegue colocar bons públicos hoje em dia nos seus shows; e, o que acho engraçado, um “revival” do crossover dos 80′s. Mas às vezes, quando vejo shows vazios e o pessoal reclamando de “desunião” da cena, parece que ainda estou em 1990. Uma coisa que era bacana e que, hoje, sinto falta era uma maior diversidade de estilos e bandas. Mas vejo muita molecada agitando, produzindo seus próprios shows e sons, e isso mostra que a coisa sempre será viva!

Michael Meneses: Muita coisa melhorou, temos vários meios para divulgar a cena, em sua maioria por conta da internet, mas não temos uma Rádio rock no Dial, a esperança agora é a filial da KISS FM no Rio previsto para o ano que vem. A falta de união no rock é o que mais me incomoda. Outra coisa que por incrível que pareça é um atraso é o grande número de shows acontecendo, e o pior em muitos casos todos no mesmo dia e hora. Os organizadores deveriam se comunicar e marcar datas livres, e nunca marcar eventos na mesma data de um outro evento. Às vezes chega a acontecer 3, 4 eventos só na capital e/ou em cidades vizinhas no mesmo dia e hora. Para mim o ideal é um show por dia, isso faria com que mais pessoas comparecessem no único evento daquele dia. Teve épocas nos anos 90 que sexta e sábado era dia de ir ao Garage, e domingo ao Caverna. E no final todo mundo se divertia.

Julio Longo: A cena carioca tem bandas importantes e de altíssimo nível, mas com um público pequeno e que ficou mal acostumado com shows gratuitos. Hoje existem muito mais bandas, muito mais informação, mas os espaços pra show em si são mais escassos. Em compensação, em outras cidades do estado como em São Gonçalo, Niterói, Barra Mansa e na Região dos Lagos, há um crescimento que permite a algumas bandas com um pouco mais de estrutura fugirem ao marasmo da capital. A cena fluminense, como um todo, é extremamente promissora, com excelentes bandas no interior do estado que estão buscando um merecido reconhecimento e festivais (principalmente em Cabo Frio e São Gonçalo).

Davi Baeta: Diria que dividida, parte modista com grande apelo jovem e desconexa às questões pertinentes, à que respondem bandas como Forfun, Dibob e emos diversas, outra de shows e festivais com quinhentas bandas cover que obviamente se sustentam só pela quantidade de gente naturalmente trazida pelos membros e por último a da velha guarda mais ou menos as mesmas pessoas de tempos atrás e público idem.

Perninha: Bicho… Tem banda boa pra caralho, e muita delas são bandas da época em que o pessoal amava ir nos shows, comprar demo-tape e se interar com a rapaziada. Acredito que estamos passando por uma fase de “reciclagem”, a rapaziada de uns cinco anos atrás que era mais ativa, agora tá casada, arrumou emprego, o pai cortou mesada, arrumou uma namorada(o) que não deixa ir pro rock sujo etc.

Kitia: Fraca, ninguém valoriza o rock em geral, os músicos tocam e não tem nem direito a um copo de água, cachê então, só em sonho… Sem contar que ninguém quer pagar pra entrar em shows, preferem beber do lado de fora do que pagar 1 real que seja em um ingresso. Reclamam de todo o pouco que ainda tem.

Mauk: Acho que hoje existem mais bandas e é mais fácil de se tocar com um bom equipamento, também é mais fácil divulgar.

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03 – Qual era/é sua colaboração para a cena underground carioca?

Boka: Há alguns anos, eu organizava eventos na Ilha do Governador, com bandas como Ataque Periférico, Solstício, FOMI, Defront, Social Chaos, Enciende e Horrificia; dentre outras. Hoje em dia, me limito a tocar com Uzômi e Satangoss.

Athos: Comecei a atuar de fato na cena quando entrei pro Ataque Periférico, em 2006. O pessoal da banda sempre foi correria. Comecei a fazer as coisas com eles e tomei gosto. Hoje em dia tenho uma produtora A&R Produções, fazemos um festival mensal, Creu Fest e às vezes, produzimos shows na Audio Rebel. Escrevi para o Portal Rock Press sempre sobre assuntos relevantes à cena, toquei no Ataque Periférico e agora toco na Against.

Rafael: De vez em quando eu organizo show com o Athos.

Fábio: Após anos de “batalha” pela cena underground, editando zines, tocando, organizando shows, ou fazendo programa de rádio, a gente chega num momento de nossa vida aonde nem tudo vale à pena, em função do pouco tempo que nos resta para as “não-obrigações”. Em função disso, apenas sigo ensaiando e fazendo alguns shows com a minha banda, o Fokismo, e pretendo em breve retornar ao menos à organização de eventos de pequeno porte.

Alexandre Bolinho: Porra, difícil essa hein!! Bem, let’s go. Quando era moleque, ia aos shows e tentava, na medida das minhas possibilidades, pagar a entrada (sempre odiei essa “cultura vip” do Rio, em que todos se acham no direito de ser “convidados da banda” ou coisa afim). Bem, claro que já teve vezes que completei a entrada do Garage com vale transporte (risos). Enquanto tive bandas – e tenho até hoje – tentei produzir meus próprios shows e agregar outras bandas nestes. Claro que você sempre acaba tomando pernada, tendo que tocar com neguinho que acha que é o Black Flag revivido, banda que chega, toca e sai fora, mas no fim das contas valeu a pena. Tem pequenas coisas que tentei com a galera das minhas bandas fazer que acho que, por menores que sejam, ajudam. Tipo: sempre chegamos aos shows nos quais fomos convidados com uma hora de antecedência – até pra ajudar em alguma coisa de montagem e tal. Sempre tentamos ficar vendo todas as bandas que tocariam conosco – da primeira até a de encerramento.

Hoje em dia, velho e senil, acostumo comprar CD’s de bandas nacionais – e só baixar as gringas – quando a preguiça permite.

Michael Meneses: Ainda em Aracaju, comecei a participar de Zines e a divulgar shows, bandas, lojas e toda cena de Sergipe. Vim ao Rio e continuei com o Other Side Zine que já não existe mais, e logo que fui me enturmando com a cena da Zona Oeste Carioca, eu fui fazendo o mesmo aqui. Colei muito cartaz pelas ruas promovendo shows na Lona Cultural de Campo Grande e do Lava Jato Bangu nos anos 90. Como fotógrafo, eu fiz muita foto de banda nova, algumas que nem existem mais e outras estão na cena até hoje como o Gangrena Gasosa e Sex Noise. Além disso, sempre que podia dava um jeito de ter algum espaço em jornais de bairro e em rádios comunitárias. Destaque para a Coluna West Rock News que circulou no Jornal Zona Oeste e para o Programa Music for Nation na Rádio Comunitária de Campo Grande, ambos em 1997. Em 2001/02 fiquei a frente da seleção de bandas que tocaram no Espaço Cultural 911. Atualmente sempre que possível divulgo shows, zines, programas de rádio, faço tudo o que possa ajudar os trabalhos que considero sério no mundo do rock e eventualmente eu organizo shows. O último foi o Parayba Rock Fest. Além disso, sou colaborador de sites e veículos alternativos, no geral fotografando ou escrevendo, destaco os sites Mistura Cultural e o Portal Rock Press, neste último faço resenha de shows e CD’s, escrevo notas diárias sobre rock.
No ano de 2008 coloquei em pratica o antigo sonho de ter um selo cultural e fazer lançamentos de discos (CDs, DVDs e LPs), Livros, Revistas… e no final do ano lancei o primeiro disco da banda carioca Repúdio, até o final de 2009 acredito que mais um disco vai estar na praça e até o final do ano de 2010 outros titulos serão lançados e espero que o meu livro sobre a Cena Rock Carioca da zona oeste. Quem quiser entrar em contato comigo é só escrever: michaelmeneses@portalrockopress.com.br

Julio Longo: Toco em banda desde 2001. Então acho que a colaboração se refere mais a criar músicas, compor, divulgar shows, comparecer a shows e, principalmente, tocar.

Davi Baeta: Participava organizando shows em Cabo Frio e Região dos Lagos, tocando com algumas bandas e gravando/produzindo demos e CD’s.

Perninha: Contribuía indo aos shows e comprando demos, zines. Viu? Vou pro céu.

Kitia: Organizar eventos e divulgar os já conhecidos, além de freqüentar e tocar muito.

Mauk: Cara, eu toco numa banda há 22 anos, pois é o que gosto de fazer. Discotequei por um tempo, entre 1990 e 1995, em algumas casas como Kitchnet & Dr. Smith e sempre que pude ajudei gravando bandas no estúdio de amigos, que é o que faço pra ganhar a vida, ou fazia, pois agora estou desempregado… (risos)

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04 – Qual foi a primeira banda carioca que você ouviu?

Boka: Uzômi e Gangrena Gasosa dividiam uma fita de 60min.

Athos: A primeira banda eu não lembro. As primeiras bandas foram as da minha região: Netinhos de D. Lázara, Cara de Porco, e por incrível que pareça a banda que me fez entrar de cabeça no hardcore e começar a ouvir as bandas e me interar foi o Ataque Periférico. Isso antes mesmo de ousar imaginar em conhecer os caras e tocar na banda.

Rafael: Na verdade foi a primeira que eu vi em ação, sem antes ter ouvido, que foi a Fokismo.

Fábio: Bom, a primeira banda independente que ouvi, se não me engano, foi a de uns amigos próximos, a Destroyer, eles faziam um Hard Rock (estilo em voga por aqui no final dos anos 80) com letras em português.

Alexandre Bolinho: Dorsal Atlântica

Michael Meneses: Não sei ao certo, mas acho que foram as bandas que se apresentavam no Programa do Chacrinha nos anos 80, gente como Barão Vermelho, Blitz… Já no cenário underground acho que foram a Karne Krua pelo cenário Sergipano, e o Taurus e a Dorsal Atlântica pelo cenário carioca e até mesmo nacional, já que ouvi todas essas bandas em Aracaju.

Julio Longo: Serial Killer e Planet Hemp.

Davi Baeta: Não recordo a banda que ouvi, mas a que primeiro me impressionou foi o Reajuste.

Perninha: Def3, banda que me impressionou e que eu sou fã até hoje.

Kitia: Não lembro (risos)

Mauk: 402 que era a banda do meu irmão Léo, no início de 1980 com o Fernando Magalhães & Carlos Maquiavel, eles não gravaram nada, mas duas das músicas eu sei tocar até hoje. Tinham como influência a cena Punk 77, bandas como Jam, Clash e Damned.

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05 – Um show inesquecível no Rio de Janeiro:

Boka: Slayer

Athos: Há um tempo atrás rolou cólera no Garage. Em 2004, eu acho. Eles começaram a tocar umas 3:30 da manhã e só terminaram quando o sol estava nascendo. Foi um show que ficou marcado para mim.

Rafael: Eu infelizmente não peguei aquela célebre série de shows fodas no Rio na década de 90, que só tem coisa memorável. Nego até chora de ter visto e quem não viu chora também (risos). Mas o Hatebreed e Agnostic Front foi memorável pra mim.

Fábio: Acho que o show do Vitamin X no Espaço 911 foi inesquecível, porque o estilo tocado pelos holandeses estava longe de estar na moda em nossa cena, e mesmo assim, o pico ficou cheio (o que, diga-se de passagem não era difícil pelo tamanho), e a molecada conheceu e adotou na hora o HC Old School feito pela banda, o que pra mim, foi muito importante, pela seqüência de bandas do estilo que surgiram na cena e pela oportunidade, que nós, que já tocávamos o estilo passamos a ter. Outros shows foram inesquecíveis, como a primeira vez que vi o DFC no Garage, o Mukeka Di Rato num abarrotado pico na Zona Sul, o Negative Control no Garage, o Agnostic Front no mesmo pico e o Sociedade Armada no Rato no Rio, em Bangu.

Alexandre Bolinho: Ramones no circo Voador, claro!! 4 de Novembro de 1994! Da cena under, teve um Kaos Urbano e Pornô Punks, em 93, que teve de tudo: strip, sexo oral no palco, sorteio de puta…

O Exploited em 92 foi engraçado e histórico, por todo o contexto da época – menos de 300 pessoas no Circo Voador, mais da metade skinheads paulistas. Porrada comendo solta e, pra finalizar, greve de ônibus depois do show e todo mundo voltando a pé pra casa…

Michael Meneses: Vi muita coisa legal. Um show inesquecível foi o Sepultura, no Hollywood Rock em 94, na Praça da Apoteose. A banda representou o Rock Brasileiro como nenhuma outra fez num festival no país. Os músicos vestindo camisas de bandas como Dorsal Atlântica, The Mist… João Gordo participando do show com “Crucificados pelo Sistema” e o Max do Sepultura anunciando a jam “Relembrando os velhos tempos de Ratos de Porão e Sepultura no Circo Voador…”. A turnê foi do álbum Caos A. D. (para mim o melhor). Tudo funcionou e acho que esse foi o momento mais bonito do rock nacional.

Julio Longo: Agnostic Front e Hatebreed no Circo Voador, Bad Brains no Circo Voador, Varukers e RDP na Lona de Realengo.

Davi Baeta: Vários foram inesquecíveis, mas posso destacar Hatebreed, Agnostic Front, Otra Salida e Ataque Periférico no Circo Voador.

Perninha: Ratos de porão no Circo Voador.

Kitia: Attaque 77 da Argentina no Garage…

Mauk: Tiveram vários: Stray Cats, Echo and the Bunnymen (1987) , Jesus and Mary Chain, Ramones, Morrissey, PIL, New Model Army, Bo Diddley, Chuck Berry, Little Richard , Jerry Lee Lewis. Tiveram vários nacionais que eu curti muito ver… O Legião, a Plebe Rude, O Kongo, Finis Africae, IRA! Tive a oportunidade de ver essas bandas tocando em lugares pequenos e outras mais…

Siouxsie (em 1987 no Clube Monte Líbano) e o do BAD (Big Audio Dynamite) banda do Mick Jones do Clash, que tocou uns 4 dias no Teatro João Caetano.

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06 – Que lugar você freqüentava quando começou a conhecer a cena carioca?

Boka: Garage!

Athos: Rato no Rio, Casa da Zorra, Praça de Rocha Miranda.

Rafael: Olha eu era bem ausente de cena, mas ia de vez em quando pro Garage e Rato no Rio, mas bem pouco.

Alexandre Bolinho: Caverna, Circo Voador.

Michael Meneses: No Geral os point’s da Zona Oeste, em especial o Largo do Cassino Bangu. Era lá que os punks e os heavys trocavam idéias depois dos shows no Caverna, ou dos ensaios de bandas como Gangrena Gasosa, Sex Noise, Blastd, Blockhead, entre outras. Em agosto de 1991, o Garage começou a funcionar e esse era o point dos sábados e sempre que tinha algo legal estava no Circo Voador.

Julio Longo: Garage e Black Night (Tijuca).

Davi Baeta: Freqüentei mais o Garage no RJ e a Arena /Eclipse em Cabo frio, hoje, apesar de fugir um pouco ao foco, recomendo o Circo Voador.

Perninha: MHS Skate Park.

Kitia: Rua Ceará.

Mauk: Papagaio Disco Club “festa Papa Wave”, Crepúsculo de Cubatão, Circo Voador, Robin Hood Pub, Suburban Dreams, Noites Cariocas, são os que me lembro agora.

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07 – Que lugar você freqüenta e/ou indica hoje na cena carioca?

Boka: Indico qualquer show nas lonas culturais. Todas possuem uma estrutura de shows muito foda. A Audio Rebel, apesar de pequena e quente pra caralho já teve bons shows. Rafael e Athos do AP têm feito um trabalho muito foda em Realengo, trazendo sempre boas bandas e dando oportunidade às novas.

Athos: Hoje os lugares para mim são: Circo Voador e Audio Rebel.

Rafael: Hoje em dia está bem fraco de referência de um lugar onde tenha identificação de cena, tem a Audio Rebel.Tem também o Parada Obrigatória em Realengo, que era em Bangu, não tem aquela aura q tinha o Garage, por mais sujo e podre que fosse, era o Garage!!

Fábio: Acho que os barzinhos vem tendo um papel importante na manutenção de uma cena ativa, pena que muitas vezes o objetivo do dono do espaço seja apenas lucrar com o que julgam ser a moda, o que leva aos mesmos fecharem suas portas para o rock com a mesma facilidade com que surgem outros com o mesmo propósito. Atualmente não vejo nenhum pico ou evento fixo, que estejam se mostrando de grande valia para a cena carioca, não ao menos que estejam consolidados.

Alexandre Bolinho: Cine Lapa, Audio Rebel, Lonas Culturais, extinto Léo’s bar.

Michael Meneses: Acho que os melhores lugares são: O Clube Mackenzie no Méier e os eventos da Rio Metal Works, além do Fullmetal, em Campo Grande, e quando fazem shows autorais não tem para ninguém e são exemplos para serem seguidos por qualquer organizador. Também destaco o Creu-Fest em Realengo, e ainda as Lonas Culturais que sempre que dão espaço a eventos undergrounds (com bandas autorais). Outro bom espaço, mas que não tem a mesma magia que o consagrou como um símbolo do rock nacional é o Circo Voador.

Julio Longo: Audio Rebel, Cine Lapa e Circo Voador.

Perninha: Elam, lugar muito foda!

Kitia: Rua ceará e Lapa.

Mauk: Recomendo as festas do DJ Edinho “Paradiso” ,”Inferninho” a que ele fizer, O Riobilly Fest ou Party, A festa Lick it up,

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08 – Top 5 bandas cariocas:

Boka: Uzômi, Satangoss, Halé, Ataque Periférico e Ted Palhaço.

Athos: Confronto, Ataque Periférico, Norte Cartel, Halé e Liberpensulo.

Rafael: Confronto, Norte Cartel, Liberpensulo, Alarme e Halé.

Fábio: Norte Cartel, Cervical, Naira, Nuestro Sangre e Fokismo.

Alexandre Bolinho: de todos os tempos? pode ser? I.M.L. (insubordinados, mortos e libertários): a melhor banda de hardcore dos 90′s, Serial Killer, Ack, Dorsal Atlântica e Gangrena Gasosa (os shows mais divertidos, ever!)

Michael Meneses: Mustang, Netinhos de Dona Lazara, Libepensulo, Crime Passional e Statik Majik.

Julio Longo: Confronto, Cervical, Naira, La Santa Máfia e Autoramas.

Davi Baeta: Confronto, Itsari, Norte Cartel, Agohry e Deluxe Trio. (atemporal incluiria no lugar dos últimos o Solstício, o Reajuste e o Noção de Nada).

Perninha: Ataque Periférico, Def3, Estudantes, Jason e Plastic Fire

Kitia: Lacrau, Vilipêndio, Guerrilha, DDC e Repressão social.

Mauk: Canastra, Os Carburadores, As Doidivinas, Filhos da Judith e Os Estudantes.

Quem é quem nesse bate-papo:

  • Mauk (Bigtrep ou A GRANDE TREPADA), 37 anos, Sonoplasta.
  • Michael Meneses, 35 anos, fotojornalista, colaborador do Portal Rock Press, do Programa de Rock na Rádio Aperipe FM em Aracaju/SE, criador do Selo Parayba Records e agitador cultural.
  • Fabio Oliveira Azevedo (Fokismo), 31 anos, Supervisor de Distribuidor Geral da Oi (Telefonia Fixa).
  • Davi Baeta (Cervical e Solstício), 27 anos, produtor e técnico de som.
  • Boka (Satangoss), 28, designer multimidia
  • Perninha (Halé)
  • Kitia (Lacrau), 26
  • Julio Longo (Norte Cartel e Os Pazuzus), 26
  • Athos Moura (Against/ Ataque Periférico), 22, estudante de Jornalismo
  • Rafael (Against/ Ataque Periférico), 27, analista de suporte
  • Alexandre Bolinho (Kopos Sujus), 36, Psicólogo

Living Colour no Brasil

Posted by revoluta On October - 15 - 2009 ADD COMMENTS

livingcolour263A banda americana Living Colour aterrissou no Brasil com a turnê “The Chair In The Doorway”, seu novo e aguardado álbum de estúdio após uma lacuna de cinco anos. O lançamento mundial aconteceu nos Estados Unidos no dia 15 de setembro e em seguida seguiram para a terra brasilis onde farão seis apresentações.
Com shows marcados em Belo Horizonte, São Paulo,  entre outras cidades, a banda tocará no Rio de Janeiro no dia 16 de outubro no Circo Voador.
A primeira apresentação do grupo no Brasil, foi em 1992, quando vieram participar da terceira edição do Hollywood Rock. Apesar de não ser tratado pela organização do evento como a maior atração, roubou totalmente a cena, atraiu a atenção do público e, sem muita firula e munido de competência e som contagiante, fez de sua apresentação vibrante e barulhenta o melhor show do festival. Platéia e crítica se juntaram em rasgados elogios para o que, até hoje, é considerado um dos mais memoráveis shows de rock realizados em nosso país.
O quartetovoltou mais algumas vezes. Em 2004 e 2007 fez apresentações contagiantes e cheias de empatia com seu público fiel.
Em mais de duas décadas de carreira o Living Colour continua a todo vapor, com uma trajetória marcada muito mais pela preocupação com a qualidade e coerência artística do que com modismos comerciais. Mistura musical e racial, fusões ricas de ritmos e sons que acabam se transformando em sucesso de público e crítica.

Serviço:
Circo Voador apresenta:
LIVING COLOUR
Data: 16/10/2009
Horário: 22h
Ingressos: R$ 50 Estudante | 1kg de Alimento ou 1 Livro (antecipados)/ R$ 60 Estudante | 1kg de Alimento ou 1 Livro (no dia)
Classificação: 18 anos (12 a 17 anos somente acompanhado dos pais).

Compra de ingressos via internet: www.INGRESSO.com.br

GBH no Inferno Club

Posted by revoluta On October - 13 - 2009 ADD COMMENTS

GBH, Grinders e Gritando HC
(Inferno Club/SP – 09/10/2009)

Texto por Marcos Abreu
Fotos por Fernanda Terra

7O Inferno Club recebeu um bom público, para mais uma passagem dos ingleses do GBH pelo Brasil. Formada nos subúrbios de Birminghan em 1978, a banda poucos anos depois já se consolidara como um dos maiores nomes do Punk Rock britânico, angariando uma legião de fãs por todo o mundo.
Em uma breve turnê pela América do Sul, a Capital Paulista teve mais uma vez o privilégio de sediar a passagem da banda pelo Brasil, e com ótimo som e boa organização, a festa promovida pela parceria Ataque Frontal Booking e Inferno Club transcorreu de forma praticamente perfeita.
Por volta das 22:50 a banda Gritando HC foi a primeira a subir ao palco e não decepcionou seus fãs com um set pequeno, porém vibrante. O Gritando parece estar se reecontrando cada vez mais após a tragédia ocorrida com seu ex-vocalista Marcelo, falecido há alguns anos atrás. O fato é que, embora o carisma de Donald (como era conhecido) seja insubstituível e seja difícil evitar comparações, a formação atual está mais madura, e com ativa presença no circuito underground, está trilhando o caminho para voltar a ocupar um lugar de destaque no Punk Rock nacional.
Os veteranos do Grinders foram a segunda banda da noite e fizeram um show à altura do que se esperava. O grupo formado em 1984, é desde então o mais renomado representante do estilo “Skate Punk” e após diversas mudanças em sua formação, há algum tempo encontrou através de um quinteto, um line-up de qualidade, sempre liderado pelo sempre carismático vocalista Ronaldo “Pobreza”.
O Grinders fez uma apresentação de aproximadamente 30 minutos e na típica formula rápida e direta, deixou o público preparado para a tão esperada atração internacional.
Já passava da meia noite quando o grande GBH subiu ao palco e não demorou nada para que as cerca de 600 pessoas que estavam no local fossem totalmente contagiadas pela incrível energia da banda.
O GBH demonstrou estar em plena forma, talvez por ter se mantido sempre ativo e realizando turnês e shows por todo mundo. Parece que a formato das composições da banda, se já é muito bom quando gravado, funciona com perfeição ao vivo, e a precisão de seus integrantes, bem como sua postura de palco, trazem um resultado excelente.
O fato é que, as mais de 3 décadas de história do grupo, não lhe trouxeram qualquer aspecto negativo. O show não perde vibração em nenhum momento e as músicas jamais soam datadas, o que permite arriscar que um show do GBH em 2009 não deve perder em qualidade para as apresentações da banda há 20 anos atrás.
Como não poderia deixar de ser, os pontos altos da noite, foram as clássicas “Sickboy“, “Time Bomb“, “Alcohol” e “City Baby Attacked by Rats“, que dentre tantas outras, foram uma viagem no tempo para os mais velhos e uma verdadeira aula para a nova escola do Punk Rock.
O GBH deixou o palco do Inferno com o dever absolutamente cumprindo, deixando a certeza de que o vocalista Colin e seus companheiros de banda ainda têm muita lenha pra queimar e tomara que ainda o façam por aqui por muitas outras vezes.

Confira as fotos feitas por Fernanda Terra:

See You in Hell em turnê pelo Brasil

Posted by revoluta On October - 13 - 2009 ADD COMMENTS

A banda See you in Hell, da República Tcheca, desembarcou no Brasil para mais um turnê pela terra brasilis, com shows no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Confira a agenda da banda crust/hardcore e programe-se para ver um dos shows:

Ataque Brasileiro 2009
15/10 São Paulo – Estudio Noise Terror (+ DISKONTROLL, SOCIAL CHAOS)
16/10 Rio de Janeiro – Audio Rebel (+ DISKONTROLL, CURCIO CORSI, SONIC SOUNDS)
17/10 Divinopolis, MG – Muraski (+ DISKONTROLL, MALESPERO, HUMAN HATE)
18/10 Belo Horizonte – Viaduto Santa Tereza (+ DISKONTROLL, ATACK EPILEPTICO)
19/10 day off
20/10 São Bernardo do Campo, SP – Princípios Bar (+ FORKA, MOLLOTOV ATTACK, SILENCE TEMPEST)
21/10 Sorocaba, SP – Jose Trujiliano (+ RETALIACAO, DJERIJA)
22/10 Pirituba, SP – Covil III 6 Zero (+ SOCIAL CHAOS, TOTAL TERROR DK)
26/10 São Paulo (+ LOBOTOMIA, ATROZ, ARMAGEDOM, BANDANOS)

Para conhecer mais sobre a banda, acesse o myspace!

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Las Palabras Queman fará mini-turnê em São Paulo

Posted by revoluta On October - 8 - 2009 ADD COMMENTS

lpq-tour1A banda argentina de hardcore straight edge Las Palabras Queman, lançou recentemente o seu primeiro trabalho, o ep “A punto de estallar” via Seven Eight Life e, como parte da divulgação, a banda começa amanhã em São Paulo uma mini-turnê.  Serão seis shows em cinco dias, na capital e no interior paulistano.
Entre os concertos, está o tradicional evento “Sudamerica Hardcore Fest”, que acontecerá no domingo (11/10), em novo local (Inferno Club). Com participação da banda argentina e nomes do cenário hardcore de São Paulo, este show será registrado para ser lançado em DVD, no formato digital e estará disponível para download gratuito.
O quarteto tem entre suas maiores influências musicais, Shelter, Youth Of Today, Better Than A Thousand, além de se assemelharem a Gorilla Biscuits e Ignite. A promessa é de que os shows vão agradar todos aqueles que gostam e curtem agressividade positiva e energia intensa no palco.

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lapalabras
Las Palabras Queman / Brasil Edge Tour 2009
08/10 – São Paulo -Caffeine Sound Studio – 19hs
09/10 – São Paulo -Espaço Impróprio – 19hs
10/10 – Jundiaí – Hallbar – 16hs*
10/10 – Santo Amaro – Baracão do Gil – 20hs*
10/10 – Piracicaba – Benjamim Rock Bar – 00hs*
*Devido a agenda corrida desse dia, a banda se apresenta rigorosamente no horário marcado.*
11/10 – São Paulo – Inferno Club – Seven Eight Life Hardcore Fest(Gravação do DVD do Festival) – 16hs
12/10 – Programa Sem Saída – Web TV

Para saber detalhes da mini-turnê acompanhe aqui!

Andreas Kisser na TV Trama!

Posted by revoluta On October - 6 - 2009 ADD COMMENTS

andreas_profile2Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, aceitou o convite da equipe do Radiola para gravar e mixar uma faixa em 10 horas. Nesta terça-feira (6), a partir das 10h da manhã, a TV Trama exibe a gravação, ao vivo e sem corte, do quadro 10 Horas no Estúdio. Kisser irá gravar uma faixa inédita. O nome da música e detalhes da composição serão decididos ao vivo.
Misturando riffs matadores, levadas percussivas e timbres carregados, Andreas Kisser criou um estilo particular, que ficou conhecido como root guitar e, nos anos 1990, ajudou a moldar o new metal. Integrante do Sepultura desde o final da década de 80, kisser acaba de lançar Hubris I & II, seu primeiro álbum solo. “Esse é um disco de guitarra com tratamento nos timbres. Apesar de ter alguns solos, preferi trabalhar os climas, quase como uma trilha de filme”. Além da usual sonoridade, o trabalho traz as principais influências do músico, metal, rock, música erudita, MPB e até um repente em homenagem ao futebol.

SERVIÇO:
TV Trama: transmissão ao vivo do “10 Horas no Estúdio” com Andreas Kisser
Data: 06 de outubro
Horário: de 10h às 20 horas
Canal: www.trama.com.br/tvtrama

Fonte: Trama Comunicação

Ciclo de Cinema Independente Brasileiro no Cine Olido

Posted by revoluta On October - 1 - 2009 ADD COMMENTS

Em São Paulo, o mês de outubro é o mês da Cultura Independente e o Cine Olido oferece aos espectadores uma programação radical e variada, com diversas produções nacionais no Ciclo de Cinema Independente Brasileiro, entre os filmes da programação está a estreia do documentário “Pelos Escombros”, da banda punk/hardcore Agrotóxico, no dia 14 de outubro, mas a programação do ciclo de cinema começa no dia 13.
A idéia do mês da Cultura Independente surgiu em 2006, quando resolveram fazer no mês de dezembro – primeiro ano primeiro ano do Centro Cultural da Juventude – com o nome de “CCJ Independente”. Como houve uma grande procura no ano seguinte e o mês de dezembro é curto, a organização resolveu mudar para o evento para o mês de outubro e abriram espaços para várias linguagens: música, cinema, literatura, artes plásticas.
Em 2009, outros equipamentos da Secretaria de Cultura (e fora dele como o Centro de Cultura da Espanha) se interessaram em aderir ao festival e, além de acontecer no Cine Olido, haverá uma programação diferenciada em vários equipamentos como: CCSP, Bibliotecas Temáticas (Poesia, Literatura Fantástica e Cinema) e CCJ.
Confira a programação completa do Cine Olido:

CICLO DE CINEMA INDEPENDENTE BRASILEIRO
DE 13 A 18/10
IDADE RECOMENDADA: 16 ANOS
INGRESSO: R$ 1,00 (INTEIRA) E R$ 0,50 (MEIA)
LOCAL: CINE OLIDO – Av. São João, 473. Centro/SP

Dia 13/10 – Terça-feira

15h
ESPECIAL: CANIBAL FILMES 1

zombioZOMBIO
(Santa Catarina, 1999, vídeo, 45’, cor, exibição em dvd)
Direção: Petter Baiestorf
Elenco: Coffin Souza, Denise V, Rose de Andrade, Cláudia de Sordi
Um casal chega a uma ilha paradisíaca e logo descobre que o lugar não é tão deserto quanto imaginavam. Hordas de mortos-vivos sedentos de sangue partem para cima dos namorados.

ELES COMEM SUA CARNE
(Santa Catarina, 1996, vídeo, 73’, exibição em dvd)
Direção: Petter Baiestorf
Elenco: EB Toniolli, Coffin Souza
Grupo de canibais que se diverte comendo fiscais da prefeitura.

17h
ESPECIAL: CULTURA URBANA 1

SKATE OR DIE
(São Paulo, 2008, vídeo, 8′, cor, exibição em dvd)
Direção: Victor Ribeiro
Elenco: Victor Ribeiro
Em tempos de adolescência, Alexandre reencontra sua ex-namorada enquanto anda de skate pelas ruas de São Paulo, fazendo com que ele tenha de entender um jargão muito usado no universo do skatista: skate or die.

SNEAKERS — ENTRANDO DE SOLA NA CULTURA URBANA
(São Paulo, 2008, vídeo, 48’, cor, exibição em miniDV)
Direção: Edson Soares
A explosão das séries limitadas e releituras de modelos antigos de tênis e a mudança no status do calçado, que passou a ser visto por muitos como peça de luxo ou mesmo plataforma artística.

Dia 14/10 – quarta-feira

15h
ESPECIAL: CANIBAL FILMES 2

O MONSTRO LEGUME DO ESPAÇO 1
(Santa Catarina, 1995, vídeo, 77`, cor, exibição em dvd)
Direção: Petter Baiestorf
Elenco: Caquinha, Jorjão Timm, Marcelo Severo, César Coffin Souza
Cientista captura um ser extraterrestre constituído de tecido vegetal. A criatura se rebela e espalha terror e morte numa pacata cidadezinha do oeste de Santa Catarina.

O MONSTRO LEGUME DO ESPAÇO 2
(Santa Catarna, 2006, vídeo, 60’, cor, exibição em dvd)
Direção: Petter Baiestorf
Elenco: Elio Copinni, Jorge Timm
No dia seguinte ao ataque do ser extraterrestres, os colonos da região oeste de Santa Catarina barbarizam com o Monstro Legume.

17h
ESPECIAL: CULTURA URBANA 2

O DESAFIO DE ZEZÃO
(São Paulo, 2006, 35mm, 13’, 35mm)
Direção: Patrícia Cornils
No vasto mundo escuro das galerias que formam os 37 mil quilômetros de esgotos e córregos subterrâneos de São Paulo, um artista cria uma arte secreta entre água suja, baratas e humores insalubres, retomando a mística primitiva da arte rupestre do início da civilização humana.

NO TRAÇO DO INVISÍVEL
(São Paulo, 2007, vídeo, 52’, cor, exibição em dvd)
Direção: Laura Faerman e Marília Scharlach
Percorrendo os lugares escolhidos pelo grafiteiro Zezão para pintar, o documentário desvenda uma São Paulo completamente desconhecida. Galerias de escoamento de águas pluviais, o Rio Tietê visto de dentro, construções abandonadas, são algumas das locações por onde ele transita.

agrotoxico19h30
SESSÃO ESTRÉIA
PELOS ESCOMBROS

(São Paulo, 2009, vídeo, 90’, exibição em dvd)
Direção: Ivan 13 P
Registro da trajetória de uma das bandas mais ativas da cena punk brasileira, o Agrotóxico. O documentário conta com depoimentos de personagens fundamentais do punk nacional: Fábio (Olho Seco), Jão (Ratos de Porão), Ariel (Invasores de Cérebro) e Markon (Lobotomia).

Dia 15/10 – quinta-feira

15h
PELOS ESCOMBROS

17h
ESPECIAL: CULTURA URBANA 3

FREESTYLE: UM ESTILO DE VIDA…
(São Paulo, 2008, vídeo, 15′, cor, exibição em dvd)
Direção: Pedro Gomes
A rima de improviso, o verso feito na hora, um momento transformado em música. Os artistas traçam um panorama do que é o freestyle na cultura hip-hop.

FAVELA NO AR
(São Paulo, 2007, vídeo, 52’, exibição em dvd)
Direção: Ivan 13 P
Favela no Ar é um retrata do rap nacional na voz de seus principais expoentes: Dexter, Afro-X, Sabotage, KL Jay e RZO.

19h30
ESPECIAL: SAMBA

OSVALDINHO DA CUÍCA – CIDADÃO SAMBA
(São Paulo, 2009, vídeo, 20’, cor, exibição em DVD)
Direção: Ana Paula Quintino
Diogo é integrante de uma família que preserva a memória da cultura africana por meio do toque, canto e dança do samba de lenço.

OSVALDINHO DA CUÍCA – CIDADÃO SAMBA
(São Paulo, 2008, vídeo, 50’, cor, exibição em dvd)
Direção: Toni Nogueira, Simone Sou e Osvaldinho da Cuíca
Osvaldinho da Cuica, um ás do samba, demonstra seus conhecimentos em impressionantes performances, dançando e tocando vários instrumentos enquanto apresenta personagens e fatos marcantes da história do samba paulista.

Dia 16/10 – sexta-feira

15h
PELOS ESCOMBROS

17h
ESPECIAL: CANIBAL FILMES 1

19h30
SESSÃO DE ESTRÉIA
NIMGUÉM DEVE MORRER

(Santa Catarina, 2009, vídeo, 30’, cor, exibição em dvd)
Direção: Petter Baiestorf
Elenco: Gurcius Gewdner, Elio Copinni, Ljana Carrion, André Luiz, Coffin Souza, Jorge Timm, Alejandro Gutierrez, Lane ABC, Insekto
O pistoleiro Nimguém decide largar tudo o que sempre considerou importante para mudar de vida: sua mulher amada, um grupo de amigos cineastas assassinos de aluguel e seu boi de estimação. No entanto, antes de se redimir, precisará enfrentar a fúria de seus antigos comparsas em um faroeste musical que reúne o maior elenco de astros do underground brasileiro jamais filmado.

Dia 17/10 – sábado

15h
DEBATE SOBRE A PRODUÇÃO DE CINEMA INDEPENDENTE NO BRASIL COM A PRESENÇA DE PETTER BAIESTORF, FERNANDO RICK, IVAN 13P E GURCIUS GEWDNER.

Dia 18/10 – domingo

15h
ESPECIAL: CANIBAL FILMES 2

17h
PELOS ESCOMBROS

Cólera – Show de 30 anos gratuito!

Posted by revoluta On October - 1 - 2009 ADD COMMENTS

colera30anosA festa de 30 anos da banda Cólera acontecerá neste sábado, 03 de outubro, no Centro de Cultura da Juventude da Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. As músicas serão tocadas em ordem cronológica, mostrando a história da banda em paralelo com a evolução do cenário nacional do “faça-você-mesmo” e chegando às composições atuais que farão parte do próximo álbum, intitulado “Acorde! Acorde! Acorde!”. Durante a apresentação a banda receberá Helinho para um blues e um country punk, além de uma jam session com a família Cólera, onde roadies, técnicos, fotógrafos cantarão músicas de suas preferências junto com o trio.
Para comemorar essas três décadas, a banda contará com a participação da lendária Restos de Nada, primeira banda de punk rock do Brasil, para uma apresentação histórica e uma apresentação dos versos do “Caderno da Sarjeta” do vocalista e inquieto Ariel. E, começando a festa, duas bandas de gerações recentes farão as honras no palco do CCJ: Hellsakura, lançando seu CD “Sakura Fubuki” e Sociedade sem Hino, lançando a terceira demo “Assim Caminha o Mundo Moderno”.
A comemoração conta ainda com exposição de materiais que contam os 30 anos de estrada e exibição de vídeos da banda na Europa em 2008 durante a abertura e os intervalos.
A festa terá entrada gratuita e os ingressos serão limitados, então chegue com 90 minutos de antecedência para garantir seu ingresso.

Serviço:
Festa de 30 Anos da Banda Cólera no CCJ
Com as bandas:
CÓLERA
Restos de Nada
Hellsakura
Sociedade Sem Hino
Data:
03/10/2009
Horário: 16h às 22h
Local: CENTRO DE CULTURA DA JUVENTUDE – Av Deputado Emilio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte, São Paulo.
Como chegar: Ônibus – 9501-10 – Terminal Vila Nova Cachoeirinha, sai do Largo do Paissandu, em frente a Galeria do Rock (direção terminal vila nova cachoeirinha).

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