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September , 2010
Wednesday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Archive for July, 2009

Kurt Cobain nas telonas

Posted by revoluta On July - 29 - 2009 ADD COMMENTS

Estréia na próxima sexta-feira, 31/7, Kurt Cobain – Retrato de uma Ausência, com direção de AJ Schnack. O documentário foi baseado no livro Come As You Are: The Story of Nirvana do jornalista Michael Azerrad. O filme  é justamente o que o Nirvana oferecia em sua música, ou seja, arte no melhor da essência. Afinal para muitos quando o Nirvana não nos leva à arte, a arte nos leva ao Nirvana.

Por Michael Meneses*
Fotos de divulgação

Kurt Cobain About a Son Image 2A Narrativa – O longa é totalmente recomendado aos fãs da banda que virou símbolo dos anos 90. Kurt Cobain – Retrato de uma Ausência, é todo narrado pelo próprio Cobain a partir do áudio de mais de 25 horas de entrevistas realizadas entre 1992 e 1993 por Michael Azerrad, jornalista, e que já escreveu em renomadas publicações como a Rolling Stones e Spin. O filme não tem declarações dos outros músicos do Nirvana, ou da esposa de Kurt Cobain, Courtney Love, nem da filha do casal (hoje adolescente) Frances Bean Cobain que era um bebê com quem Kurt falou por telefone quando esteve no Brasil para os shows no Hollywood Rock em 1993, num raro momento de contato com alguns poucos e sortudos jornalistas brasileiros.

No filme não existe “achismos” de fãs, músicos, empresários, família, imprensa e de pessoas que aparecem em documentários sobre mitos dizendo: “ele era assim”, “ele era assado”, mas quase sempre não transmitindo segurança suficiente para fazer acreditar no “Assim ou no Assado”. Em Kurt Cobain – Retrato de uma Ausência é o Kurt quem diz, e isso transmite a segurança necessária para entender melhor o que se passava na cabeça de um dos últimos românticos do rock. Somente algumas risadas e intervenções jornalísticas por parte de Michael Azerrad são ouvidas, e só ao final se escuta a voz de Courtney Love pedindo a Cobain uma mamadeira. Kurt Cobain conta sua vida quase que por inteiro em pouco mais de 90 minutos, onde expõe pensamentos e memórias sobre sua infância, adolescência, família, drogas, esposa, filha, ou seja, narrar o fato de também ser um humano que pensa, sofre e sorri. E vale destacar seus questionamentos em como o rock estaria em 20 anos e para ser mais exato, mais ou menos nos dias de hoje.

Imagens – Mas se você acha que o diferencial do filme está no fato dele ser narrado pelo próprio Kurt Cobain, calma que tem mais! Apenas em raros momentos fotos do Nirvana ou do Kurt são apresentadas no filme e não tem nenhuma declaração em vídeo, clipes, imagens de bastidores, ou qualquer imagem rara da banda ou do Kurt e que tanto provocam o contentamento nos fãs. Como disse é só o áudio do Kurt. Em todo o filme as declarações de Cobain são acompanhadas por imagens do cotidiano da gelada Seattle, com crianças nas escolas, gente nas ruas, trabalhadores, jovens, lojas de discos, livrarias, algumas imagens de outras bandas e belas animações.

kurt-cobain-retrato-de-uma-ausencia-02Trilha Sonora – Você deve estar pensando que como qualquer documentário sobre uma banda de rock o mesmo deve fazer uso de alguns sucessos da banda na trilha, em especial se o mesmo for de uma banda como o Nirvana, o que renderia mais uma coletânea talvez até com alguma faixa bônus inédita! Mas esse também é outro diferencial! Não que essa trilha sonora não venha ser lançada, mas em todo o filme nenhuma música do Nirvana é tocada, o que ouvimos são sons de bandas de total influencia na formação musical do Kurt Cobain e do Nirvana. Tem pra todos os gostos: Queen, Credence Clearwater Revival (esta última que o Kurt revelou tirar uns sons com o baixista Krist Novoselic no início da parceria), Iggy Pop, R.E.M. entre outros nomes, alguns mais undergrounds. Das canções presentes a mais próxima do Nirvana é “The Man Who Sold The World”, mas essa na versão original assinada por David Bowie e não o cover feito pelo Nirvana no álbum MTV Unplugged in New York de 1994.

Smells Like Teen Spirit?

Então se o filme não tem declarações de pessoas ligadas ao músico, não tem imagens do músico e não tem músicas da banda como Kurt Cobain – Retrato de uma Ausência funciona? A resposta está na arte da soma da trilha sonora, das imagens, e nas veracidades das declarações de Cobain. O filme funciona como rica obra de arte, como foi o Nirvana. Mas vale o alerta aos fãs comerciais: o bonito experimentalismo do filme pode não agradar alguns fãs podendo provocar decepções, sobretudo naqueles que esperam encontrar mais do mesmo, algo inexistente no filme, pois mesmices artísticas passam longe desse filme.

kurt-cobain-retrato-de-uma-ausenciaFicha Técnica
Titulo original: Kurt Cobain: About a Son) EUA, 2006, cor e p/b, 96 min., 14 anos.
Direção: AJ Schnack**
Roteiro: Wyatt Troll
Música: Steve Fisk e Benjamin Gibbard.
Produção: Shirley Moyers, Noah Khoshbin e Chris Green.
Elenco: Com as vozes de Michael Azerrad, Kurt Cobain e Courtney Love.

**Sobre AJ Schnack - O cineasta nasceu em 1968, em Illinois/EUA é um dos fundadores da Bonfire Films of América. Seu primeiro documentário, foi Gigantic (A Tale of Two Johns), sobre a banda They Might Be Giants em 2002. Dirigiu videoclipes e os curtas-metragens Might as Well Be Swing (2000) e The Heir Apparent (2005). Com Kurt Cobain – Retrato de Uma Ausência indicado ao Spirits Award 2007 para o prêmio Mais Verdadeiro que a Ficção.

* Matéria cedida pelo site Mistura Cultura.

Clipe de Santuário das Almas no ar

Posted by revoluta On July - 29 - 2009 ADD COMMENTS

Primeira música do álbum Sanctuarium, da banda Confronto, a ganhar uma versão audiovisual, “Santuário das Almas” é a música de trabalho do álbum lançado em agosto de 2008, via Seven Eight Life Recordings e com produção de Davi Baeta, é a prova da maturidade e crescimento da banda, tendo sido lançado em vinil na Itália (Refoundation) e Rússia (SelfxTrue) e, agora em CD na Bélgica, via Reality Records.
Com direção de Eduardo Souza (Duda) da Pavê Gastronomia Visual – produtora responsável pelo novo vídeo-clipe dos Paralamas do Sucesso, além da abertura do programa Casseta e Planeta e trabalhos para o Canal Futura, Pato Fu, entre outros clientes– o vídeo traduz em imagens, a letra de Santuário das Almas, com toda sua força, angústia e dor.
Acesse agora e assista:
http://www.youtube.com/confrontotv

clipe

Novos programas nas ondas da internet

Posted by revoluta On July - 20 - 2009 ADD COMMENTS

O Espaço Cultural Cidadão do Mundo, em São Caetano do Sul (SP),  vem recebendo bandas de várias partes de São Paulo, Brasil e do mundo para shows que tem feitos história e agora, com o Projeto ABC Do Som, patrocinado pela Petrobras, o Espaço está investindo na produção radiofonica para web.
Com a Oficina de Criação e Produção de Rádio, o Espaço está proporcionando aos seus alunos a oportunidade de criar spots, jingles e até criar seus programa de rádio online, que estão no ar em caráter experimental na grade de Programação da Radio Cidadão Do Mundo.
No momento dois programas estão prontos, além de outros em elaboração. Os que já estão prontos são:

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COMBAT ROCK
Comandado pelos alunos André Stuchi e Barata, das bandas IMMINENT CHAOS e DZK respectivamente. O programa é voltado para a produção hardcore, punk, heavy, trash metal dos lados do ABC e do mundo também. Combat Rock é semanal e vai ao ar sempre as Segundas Feiras às 18h.

ANTI/RECEITUARIO SONORO
Apresentado por Marcelo Mendez, o programa,  oriundo da coluna do blog do Cidadão do Mundo chamada BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES, traz dicas de grandes discos clássicos de todos os gêneros e todos os tempos. Vai ao ar todas as terças feira a partir das 14h.

Para conhecer os programas acesse o site do Cidadão do Mundo.

Para sugestões, envie um e-mail: radiocidadaodomundo@hotmail.com

Música nova do Bandanos estreia no myspace

Posted by revoluta On July - 10 - 2009 ADD COMMENTS

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A música Stay Cyco, que fará parte do split com a banda Violator (Brasília), intitulado “Trashing the Tirantes”, estreará no myspace da Bandanos às 00h de sexta-feira (11/07).
Além deste split, a banda também está gravando temas para um split com os norte-americanos da banda Toe tag.
Os splits contam com participações especiais como a de Marcelo Fonseca (Constrito, L’Enfer e Cúmplice) e Thiago (DER).
Então, nessa sexta-feira, acesse o myspace da banda: www.myspace.com/bandanos e à meia-noite confira o novo som: Stay Cyco!

Ação Direta: álbum de inéditas + best of

Posted by revoluta On July - 10 - 2009 ADD COMMENTS

dsc01955A banda paulistana Ação Direta está trabalhando no processo de composição das músicas que farão parte do próximo álbum de inéditas, sucessor do aclamado “Massacre Humano”. O álbum tem previsão de lançamento para 2010.
Enquanto o novo álbum não sai, o “Best Of”  que tem previsão de sair na América do Sul, México e Espanha, sairá pelo selo Barricada Discos do Peru no segundo semestre.

Agrotóxico – Breaking the Silence Tour

Posted by revoluta On July - 9 - 2009 ADD COMMENTS

europeantour_2009A banda de punk/hardcore paulistana Agrotóxico embarcou para mais uma turnê européia. Eles aproveitarão o verão no velho continente para divulgar o DVD recém-lançado “Pelos Escombros”, que conta os 13 anos de estrada da banda, e farão shows nos principais festivais ao lado de nomes importantes da cena underground mundial como D.O.A., Varukers, Anti-Nowhere League, Ratos de Porão, Rawside, Rasta Knast, entre outros.
Para saber tudo o que acontece durante a turnê, siga a banda no twitter: www.twitter.com/agrotoxico
Seguem abaixo as datas da Breaking the Silence Tour:
10/07 @ Schweinfurth – Alter Stadtbahnhof
11/07 @ Giessen – Juz Jokus
12/07 @ Augsburg – Kantine
13/07 @ Rennes – Vive Le punk Festivale
14/07 @ Nancy – Chaos Club
1607 @ Wien, Wien – Arena
17/07 @ Pabneukirchen – Club Lava
18/07 @ Luzern
19/07 @ Friburg – Café Atlantik with Rawside+Bambix
20/07 @ Antwerpen – Squat Café
22/07 @ Dresden – Chemiefabrik with Rawside+Rasta Knast+Bambix+Atonal
23/07 @ Osnabrück – Bastard Club with Rawside+Bambix
24/07 @ Muhlheim – AZ with Rawside+Rasta Knast+Bambix+Vladimir Harkonnen
25/07 @ Kiel – Alte meierei with Rasta Knast+Rawside+Bambix+Vladimir Harkonnen
26/07 @ Hamburg – Lobusch with Bambix
29/07 @ Malmo
30/07 @ Aalbourg – 1000 Fryd
31/07 @ Berlin – Kopi
01/08 @ Rostok – Force Attack Festival

Plastic Fire comemora três anos de carreira

Posted by revoluta On July - 8 - 2009 ADD COMMENTS

Até outro dia não passavam de garotos. Jovens que liam sobre turnês e discos de suas bandas preferidas até que três anos atrás se inicia a história. Primeiramente com duas guitarras e agora numa versão mais enxuta e agressiva, o Plastic Fire, banda carioca que além de lançar seus discos e organizar shows na cidade, vem percorrendo o país promovendo seu primeiro registro chamado “E.XISTÊNCIA P.ARCIAL” que esbanja na sua contra-capa um símbolo do empreendorismo da banda: os oito selos que lançam o disco!
Você já havia ouvido falar de uma banda brasileira que tenha sido lançada por um selo peruano? Nem eu, antes de conhecer o trabalho desse grupo, que se auto-intitula: “Cota racial invertida”.
Confira esse rápido bate-bola feito com o guitarrista, Daniel Avelar sobre os três anos de muita inquietação do Plastic Fire e entenda o lance da cota através das fotos.

Por Mauro Pimentel
Fotos por Mauro Pimentel


pf11 – Conte um pouco do início do grupo. Como se encontraram? O que os fez se unir?
Primeiramente, três dos integrantes da primeira formação estudavam juntos e moravam (moramos ainda) perto um do outro junto do fato de nos encontrarmos diariamente para ouvir música, tocar um violão e beber uma cachaça. Essas coisas de rockeiro jovem sabe? A partir daí montamos o PF no intuito de tocar o que a gente gostava de ouvir. A união veio da amizade que ainda funciona como uma “filosofia”, um pré-requisito para integrar a banda até hoje.

2 – Vocês tiveram seu disco lançado em diferentes lugares, incluindo outros países. O contato, é claro, foi feito através da Internet. A ferramenta é utilizada por todos mas como fazer um bom uso da mesma?
Nosso CD está sendo lançado no Peru, Argentina e Portugal. Para conseguirmos os selos de fora do Brasil foi tudo pelo MySpace, entrando toda hora, mandando vários mensagens as quais aguardávamos ansiosamente as respostas.  O processo é bem chato mas vale apena. Falando nisso estamos para sair em mais duas coletâneas, uma no Peru (JONDOGO REC.) e outra na Argentina (SAP PUNK).

3 – Qual a maior roubada e a viagem inesquecível?
Roubada fora do estado ainda não teve não. Felizmente todos os shows pelo sudeste até agora foram legais com destaque para o do festival em Uberlândia, que tinha casa cheia e no qual conseguimos nossa primeira grande ajuda financeira, a qual auxiliou na viagem para os shows de São Paulo. O último show em Vitória (ES), em Abril ou Março desse ano, foi ótimo devido ao fato de reencontrarmos amigos que estavam na primeira passagem da banda pelo estado em meados de 2007. Em São Paulo tivemos a honra de ver o Rodrigo (Dead Fish) em um show ”nosso” junto dos amigos do AURIA(ES) e PRELUDIO(SP).

pf24 – 4 – Através da alcunha CHC Produções, vocês do PF vem fazendo shows em diferentes lugares do Rio de Janeiro. Como é estar do outro lado “da força”, ser o produtor do show? Ainda temos oportunistas que se intitulam “produtores culturais” pela cidade? E o bons exemplos? Poucos, muitos? Se puderem citem.
Particularmente acho bem legal produzir um show. Todo o processo desde de fechar o local para e/ou descobrir um novo local, chamar as bandas sejam cariocas ou de fora do estado ou municipio, fazer flyer, divulgar massimvente pela Internet e nas ruas através das filipetas (que ainda ajudam muito). Todo o processo traz um trabalho pesado mas que nos enche orgulho. Adoramos fazer isso!
Prefiro pegar meu dinheiro e fazer um evento. Infelizmente ainda acontece muito na cidade organizadores que obrigam os grupos a fazer venda ingresso, que é o mesmo que pagar para tocar.
Uma boa galera vem tentando reverter essa cultura nociva, agitando bons e honesto eventos. Posso citar o Vivenciar, Halé, Cervical, Frontal, Nuestro Sangre, Uzomi, Pés Descalços, a banda Os Estudantes e o falecido Ataque Periférico que sem dúvida é a banda na qual mais espelhei-me para fazer os corres da CHC.

5 – Contem sobre o processo de gravação do disco.
Processo bem desgastante, desde a gravação da bateria, passando por guitarras, baixo e voz. Apesar de sempre sentir que ”poderia ser melhor” ou ”que poderia mudar aqui ou ali”, foi o que conseguimos realizar na época, talvez se entrássemos no estúdio hoje ,as musicas estariam diferentes mas estamos felizes com o resultando e isso que realmente importa.

6 – O show de lançamento do disco é o último da atual formação, a
mesma que gravou o álbum, Como a banda lidou com essa repentina saída do baterista Erick Ligneu? Já tem como adiantar alguma informação sobre o novo nome para as baquetas?

Foi um choque. Após conversarmos tivemos que aceitar que não seria possível contar mais com o Erick. Pensei em dar um tempo com a banda mas não tenho direito de fazer isso pois ainda restariam duas pessoas que gostam tanto da banda quanto eu.
As duas semanas que sucederam a conversar com o Erick foram bem delicadas. Pensamos e conversamos muito. Chegamos a ficar bem desanimados pois só no mês de Junho desmarcamos quatro ou cinco apresentações o que dez interromper uma boa rotina de shows, que vinhamos imprimindo. É muito chato mas respeitamos a opinião dele e procuramos entender que não seria mais possível continuar como estava. Já fizemos testes com dois amigos. Tenho fé que em duas semanas estaremos anunciando o novo baterista.

7 – Agradeço pelo rápido bate-papo e fica aberto o espaço para banda:
Obrigado Mauro pelo espaço e continuem com o bom trabalho na Revoluta!

Para saber mais sobre a banda:
E-mail para contato:
bandaplasticfire@gmail.com
parmameister@gmail.com (Daniel)
Músicas: www.myspace.com/plasticfire
Fotos e agenda: www.fotolog.com/plasticfire
Telefone: +55 21 86944869

Voodoo Stompers: sangue novo no psychobilly nacional

Posted by revoluta On July - 2 - 2009 1 COMMENT

Voodoo Stompers é uma jovem banda Psychobilly, que em pouco tempo de estrada vem conquistando seu espaço dentro da cena com seu som clássico, influenciado pelos grandes nomes dos anos ’80.
Confira na entrevista um pouco mais sobre a banda, e procure ouvir eles, você com certeza não vai se decepcionar!

Por Márcio*

voodoo-sompers-foto-11. Vamos começar com a pergunta clássica: Quando surgiu a banda? É a mesma formação até hoje?
Bom, é uma história um pouco longa. Léo e o Adriano sempre tocaram juntos, ficamos um bom tempo procurando baixista para tocar conosco, chegamos a convidar o Marcial (na época em que ele tocava no Haunted Boys), mas ele já estava envolvido nesse projeto e foi quando conhecemos o Biffs em um show do Chibuku que teve em São Paulo, estávamos jogando sinuca e o assunto surgiu, trocamos contatos e começamos a ensaiar. No final de 2007, o Biffs saiu da banda por motivos de divergências de gostos, foi quando se juntou a nós o Marcial (aquele mesmo que recusou há 3 anos risos…) e hoje a formação é: Léo (guitarra / vocal), Adriano (bateria) e Marcial (Baixo acústico).

2. Gravaram algo? Ainda está disponível?
Em Setembro de 2005 gravamos uma demo intitulada “Mad Rock” com 6 músicas, de lá pra cá estamos só trabalhando em músicas novas, e juntando dinheiro para uma gravação oficial. Chegamos a gravar algumas músicas mais novas que estão disponíveis no nosso myspace, mas a gravação não nos agradou por completo e estamos trabalhando em uma nova gravação.

3. E porque optaram em tocar Psychobilly?
Bom todos nós gostamos de diversas coisas diferentes, que variam de Jazz, Blues, e principalmente o Rockabilly e o Punk Rock, passando também por Hardcore e Thrash Metal. Acreditamos que no Psychobilly é capaz de misturar vários desses estilos sem perder a característica do som, embora achemos que Psychobilly seja mais um desses estilos que gostamos e nos influencia do que termos esse rótulo mesmo.
4. Vocês acham que esse estilo tem espaço dentro da nossa cena underground como os outros estilos (punk, metal, hc…) ou as dificuldades são maiores?
Acreditamos que sim, embora existam pessoas que “torcem o nariz” quando sabem que se trata de uma banda de Psychobilly ou que tem influências… Principalmente em algumas casas de shows, porém na maioria das vezes que tocamos para um público diferente, o som é bem recebido e muitas vezes recebemos elogios de pessoas que não fazem parte da cena.

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5. O Psychobilly vem crescendo e isso é fato. Desde que surgiu nos anos 80 por aqui, a cena nunca foi tão forte como agora. A que vocês atribuem isso? E o que falta para ela se consolidar de vez?
Com certeza aos festivais que são realizados todos os anos pelo país, principalmente em Curitiba, São Paulo e Londrina, onde as principais bandas do estilo já tocaram e onde a maior parte das bandas do Brasil já tocou. Além destes festivais serem muito bem divulgados na mídia, a qualidade das bandas e da organização está se superando à cada ano, tendo público de todos os estilos e lugares do país, e até do exterior. Para que se consolide de vez, os festivais devem continuar no mesmo nível ou para melhor. E é uma questão de tempo para que isso aconteça. A internet também tem ajudado bastante: orkut, fórum psychobilly, myspace, blogs, enfim… Hoje basta procurar “Psychobilly” no google para se interar do que esta rolando.

6. Dentro do Psychobilly existem várias “vertentes” (mais pro lado rockabilly, punk, metal, ska…), onde o Voodoo Stompers se enquadra? Quais as influências de vocês?
Com certeza estamos mais para o Rockabilly do que para o Hardcore ou Metal apesar de serem fortes influências para nós assim como Jazz, Blues e Country. Nossas maiores influências são o Rockabilly e o Punk Rock. Meteors, Sharks, ES Feiv, Eddie Cochran, Stray Cats, Morrissey, T.S.O.L e uma porrada mais… Imaginem uma mistura de um pouco disso tudo e ouça nosso som (risos).

7. E essa variedade de vertentes dentro do Psycho é algo saudável ou acaba deturpando o estilo? É necessário ter esses “crossovers” para o Psycho não ficar estagnado?
Acreditamos ser saudável sim, para que existam bandas “para todos os gostos”, em um festival de Psychobilly hoje em dia, dificilmente você assistirá shows de bandas parecidas ou que soem parecidas. Não achamos “necessário”, mas ajuda para que cada um encontre a vertente que mais lhe agrada dentro do estilo, apesar de muitas vezes confundir o público e existirem milhares de nomes para essas vertentes como: Power Psycho, Neo-Rockabilly, Traditional Psychobilly, Psycho Metal, Voodoo Rockabilly e etc… Por outro lado uma pessoa “leiga” que assiste o show de uma banda que é rotulada como Psychobilly, pode sair entendendo que aquele tipo de música é o Psychobilly e que todas as bandas soam assim ou que sejam parecidas… O que acaba se tornando um grande equívoco. As pessoas tem de conhecer cada vez mais bandas do estilo para que formem uma opinião própria e encontre aquela mistura de som que lhe agrada. Isso vale pra qualquer estilo, sempre haverá vertentes!

voodoo-sompers-foto-2

8. Vocês já tiveram a honra de tocarem juntos com grandes nomes do Psychobilly que vieram para o Brasil como The Meteors, Batmobile, Mad Sin e outros.Como foi essa experiência? Qual foi a mais interessante pra banda?
Ficamos mais ansiosos para ver os shows do que para tocar mesmo (risos). Mas com certeza foram experiências incríveis que no começo não imaginávamos que pudesse acontecer! Principalmente por termos um público novo, que não estavam ali para nos ver em especial, mas acabaram conhecendo nosso som. Acreditamos que a mais interessante foi com o The Meteors por se tratar de uma das bandas preferidas e que criaram um estilo que nos influencia tanto. Batmobile também foi sem palavras!

9. E com quais bandas vocês gostariam de tocarem juntos um dia (vale até bandas que já acabaram…rs ).
Se formos citarmos bandas e artistas que já acabaram ou morreram encheríamos esta página, mas em especial gostaríamos de tocar com os The Quakes, Guana Batz e com certeza o Stray Cats ou o projeto solo do Brian Setzer, e tocarmos com o The Meteors ou Batmobile de novo seria um imenso prazer.

10. E os temas abordados nas letras? São os tópicos geralmente abordados no estilo ou tem outras inspirações?
Tentamos diversificar um pouco, mas resumindo, os temas que abordamos são horror, quadrinhos, filmes, histórias estranhas, como a letra da nossa música nova ‘Ghost Car’, que fala sobre uma história real vivida pelo Marcial! Procuramos colocar em nossas letras o que achamos conveniente, sem nos preocupar se vai ter “cara de Psychobilly”… Um bom exemplo é música “Pretty Girl” que o Léo fez para a namorada dele, que não é uma letra do mal e que teve uma ótima recepção! Outra é a “When I Look Into The Mirror” que é uma história bem legal sobre um cara que jura não ter matado a namorada! E basicamente é isso, às vezes alguém fica vivo e às vezes alguém morre! (risos).

11. Qual é o equipamento da banda (guitarra, baixo, bateria, amplificador, pedais…), estão felizes ou precisam investir ainda mais?
Léo: Eu tenho uma Ibanez Artcore AFS 75T, geralmente uso cordas D’ADDARIO EXL110 – light .010-.046, cabos Santo Ângelo e Planet Waves, meus pedais são: Boss CS-3 Compressor/Sustainer, Boss EQ-7 Equalizer, Boss DD-3 Digital Delay e um Reverb (Corned Beef) da Ibanez. Tenho um Amplificador Marshall AVT 50 – Valvestate que uso em apenas alguns shows, na maioria são amplificadores da própria casa.
Marcial: Tenho um baixo Palatino com cordas LaBella Supernil.
E uso um captador feito pelo Sonny (baixista do Crazy Legs ), segura, mas ainda sonho em conseguir um K&K…
Adriano: Eu tenho um kit de batera Peace com ferragens da Bauer – Pedal de bumbo simples Mapex – Peles Remo – Caixa Bauer Maple de 14” – Pratos Orion, Ride 20”, Chimbal 14”, Crash 16” e outro Crash 16” de umasérie inferior. Normalmente baquetas Liverpool B5.

12. E os planos para o futuro? Quando sai o primeiro disco?
Bom, estamos fazendo shows para levantar grana para a gravação do primeiro disco oficial. Finalmente! Assim que lançarmos o disco, investiremos mais em divulgação, merchandising e shows. Enquanto isso vamos trabalhar em músicas novas para diversificar os shows.
voodoo-sompers-foto-313. Obrigado pela entrevista! Deixem um recado para os leitores / internautas!
Gostaríamos de agradecer a você, Márcio, pela entrevista, que por sinal muito bacana de responder, com perguntas diferentes do que estamos acostumados a ler! A todos aqueles que de alguma forma nos ajudam, seja nos shows ou em um simples gesto de sinceridade, elogiando ou criticando nosso trabalho! Isso é bem motivador.

14. Mais uma questão! Quais são os 5 discos que vocês mais estão ouvindo no momento?
Léo:
1 – Big Sandy & His Fly-Rite Boys – “On The Go”
2 – T.S.O.L. – “Change Today?”
3 – Desperate Rock’n'Roll – “Coletâneas Vol.1 à Vol.19”
4 – Di Maggio Brothers – “Di Maggio Brothers”
5 – Chet Atkins – “Guitar Legend (RCA Years)”

Marcial
1 – T.S.O.L. – “Change Today?”
2 – The Meteors – “Meteors Vs The World”
3 – Bad Religion – “The Process of Belief”
4 – Guana Batz – “Loan Sharks”
5 – Frenzy – “The is the Fire”

Adriano:
1 – Slayer – Divine Intervention
2 – Rusty and The Dragstrip Trio – “I Ain’t Ready”
3 – Questions – “Fight For What You Belive”
4 – Street Dogs – “Back To The World”
5 – Gorilla – “Flamenco Death”

Mais infos no Myspace da banda

* Márcio edita o Alternar Zine e é um dos donos da Loja Combat Rock.

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Sobre a editora Carioca de nascimento, moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cidadã do mundo por opção. Deise Santos é amante da cultura em todas as suas vertentes e responsável pela Revoluta Produções e Assessoria de Imprensa.

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