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September , 2010
Wednesday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Archive for June, 2009

Rapidinhas: Dead Fish e Julgamento

Posted by revoluta On June - 24 - 2009 ADD COMMENTS

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“Autonomia” foi a primeira música do álbum Contra Todos (Deckdisc), da banda de hardcore Dead Fish, a ser brindada com um vídeo-clipe.
Dirigido por Flavio Ba e Tagori Mazzoni, o vídeo, segue os mesmos traços da arte da capa do álbum recém-lançado.

Numa sequência de recortes, cenários caótico e imagens de publicidade da primeira metade do século XX, os diretores conseguiram traduzir a visão de controle versus autonomia versada na letra da música.

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A estreia no canal da gravadora no youtube aconteceu nesta quarta-feira, 24 de junho e o vídeo também pode ser visto na TV Revoluta,  no Portal Revoluta.

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julgamentoParticipe da votação para a escolha do video-clipe da banda Julgamento. Para participar é só entrar na comunidade da banda e votar entre as músicas do seu primeiro álbum, lançado pela Pride Conviction Recs.

Rapidinhas: Agrotóxico e Autoramas

Posted by revoluta On June - 17 - 2009 ADD COMMENTS

arthurAgrotóxico libera trailer do DVD “Pelos Escombros”

A banda de hardcore paulistana Agrotóxico acaba de liberar o trailer do DVD “Pelos Escombros”. O DVD tem previsão de sair no início do segundo semestre. Nele há entrevista com integrantes da banda, depoimento de pessoas envolvidas na cena underground, imagen de turnê e o show gravado no Hangar110. A produção está a cargo da 13 Produções e o material sairá em DVD e CD pelo selo da banda, Red Star Recordings. No site do selo já é possível fazer a reserva.
O trailer pode er visto na TV Revoluta ou no youtube.

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Autoramas lança EP com músicas de bandas portuguesas

autoramas_jpgA banda carioca de rock Autoramas acaba de lançar um EP, intitulado “Brasil na CEE”, especialmente para Portugal, Optimus Discos.
As músicas são de bandas portuguesas, entre elas Salada de Frutas, GNR, Daniel Bacelar e Os Gentlemen, o EP foi produzido por Fausto, é o trabalho de estreia da baixista Flávia Couri na banda e a capa foi feita por Bady Cartier. Uma das músicas já é conhecida, ao menos do público punk brasileiro, “Grândola, Vila Morena” já foi gravada pela banda 365 e é sempre tocada nos shows da banda Cólera.
No site da Optimus Discos é possível ouvir o EP e, cadastrando-se, pode-se fazer o download.

Ataque Periférico deu até logo!

Posted by revoluta On June - 17 - 2009 2 COMMENTS

Ataque Periférico + Norte Cartel + Nodora + Netinhos de Dona Lázara
(Parada Alternativa/RJ – 14/06/2009)

Por Deise Santos
Fotos Michael Meneses

despedida-do-ataque-foto-michael-meneses-2751Depois de quase uma década de atividades, a banda carioca Ataque Periférico encerrou suas atividades e para o show de despedida o quarteto convidou os amigos das bandas Netinhos de Dona Lázara, Nodora e Norte Cartel para dividir o palco com eles no bar Parada Alternativa, no bairro de Sulacap.
Os Netinhos de Dona Lázara abriram a noite com um show empolgante, com uma boa dinâmica no palco, onde tocaram músicas como “Eu odeio Daniel Azulay”, “Sessão Cine Band” e um cover do Wander Wildner “Eu tenho uma camiseta escrita Eu Te Amo”.
Na sequência, Nodora subiu ao palco e fez um show brutal, com o local um pouco mais cheio e o público mais envolvido no clima da festa. Quase no final do show, o vocalista Anderson foi surpreendido com uma homenagem. Valcimar (vocal do Ataque Periférico) puxou um “Parabéns a você”, para o vocalista aniversariante do Nodora. No set list, músicas do EP Um novo começo (disponível para download no myspace da banda), entre elas  “Do pó ao pó” e “Câmara Morta”.
Após uma pausa, foi a hora do Norte Cartel subir ao palco e preparar o público para o Ataque Periférico. Show recheado de energia e de sons novos, com direito a uma salva de palmas para a banda que está se despedindo do cenário. Circle pits e muita interação entre público e banda, deixou o local no clima para que a banda Ataque Periférico subisse ao palco.
Dessa vez a pausa foi maior. Clima de ansiedade entre os integrantes e o público, o palco foi preparado com muito cuidado para que a banda fizesse um show impecável e assim aconteceu. Mais de 40 músicas foram tocadas, naquele esquema power violence que a marcou toda a trajetória da banda.

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O show inteiro foi uma grande confraternização, integrantes das bandas que dividiram o palco e também integrantes de outras bandas, cantaram junto com o vocalista Valcimar. O guitarrista Rafael foi levantado pelos amigos presentes e o Thiago (ex-Uzômi), que em alguns shows tocou no lugar do Ricardo, fez uma participação especial, comandando as baquetas nas músicas mais rápidas da banda.
A banda também brindou o público com algumas das músicas novas, como “Pele de Cordeiro”, “Gotan City Big Field” e “Samba Rubro Negro” (versão de uma música do João Nogueira). Pra fechar, a música “Ataque Periférico”, que foi cantada por todos que estavam presentes.
Show bruto e cheio de energia. No final, o sentimento já era de saudade e espera-se que isso tudo tenha sido somente um Até logo e que em breve a banda volta aos palcos, com seu hardcore direto do inferno, ou como eles preferem, o power violence da favela!

Dr. Living Dead: tóxico e contagiante

Posted by revoluta On June - 10 - 2009 ADD COMMENTS

012Caveiras com bandanas, caixas com símbolos radioativos no palco e um médico mal, muito mal.  Misture tudo isso e tenha como resultado uma das bandas que virou referência do crossover europeu. Com cerca de 5 anos de estrada, Dr. Living Dead bebeu na fonte do metal, a Suécia e além disso tem como referências bandas importantes do cenário mundial como Suicidal Tendencies e Slayer. Às vésperas da Death Fuckin Tour, turnê da banda pelo Brasil, que passará pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Joinville, Brasília e Goiânia, o vocalista Dr. Ape contou a história da banda e se revelou um amante incondicional do metal.

Por Deise Santos
Fotos de divulgação

01 – Quando e como a banda começou?
Dr. Ape: Drº Living Dead começou como um projeto muito engraçado há uns 5 anos, mais ou menos, eu não me lembro . Eu e o Dr. Toxic que começamos com a banda. Basicamente estávamos entediados de ouvir música ruim e queríamos tocar músicas que não eram mais tocada. Há muitas bandas fora daqui, mas realmente eu não conheço nenhuma que misture Anthrax, Slayer and Suicidal ao mesmo tempo. Então basicamente fizemos isso para ficarmos felizes.

02 – como os integrantes da banda se conheceram?
Dr. Ape: Dr.toxic e eu somos amigos desde que éramos pequenos. Portanto, temos uma longa história de show do Slayer e assim por diante ….. Tocamos juntos por muito tempo e somos bons amigos… Nosso baixista surgiu quando a banda começou. Fizemos como um monte de bandas faz, colocamos anúncios em lojas de música dizendo que estávamos procurando um baixista, foi difícil escolher o cara certo, mas finalmente conseguimos. O nosso primeiro baterista foi encontrado da mesma forma, colocamos flyers em lojas de música e outro baterista do mesmo jeito.

03 – Como foi a escolha do nome?
Dr. Ape: O nome da banda é uma história engraçada. Eu falei em ter o personagem mais malvado do universo. O mais mal do mais mal dos vilões… Então doutor é o nome da banda ou você pode dizer que somos os escravos do thrash (thrashslaves) do médico mal, algo como o Eddie no Iron Maiden, mas com uma história atrás dele, uma longa história (risos).
O médico é a prova viva dos mortos vivos …. Ele tem mais resíduos tóxicos no sangue do que qualquer planta tóxica no mundo.

02304 – o uso de máscaras faz parte dessa brincadeira também ou é uma forma de preservarem suas identidades verdadeiras? Algo como super-heróis às avessas?
Dr. Ape: Não realmente, a máscara com bandanas e tudo é realmente uma grande homenagem à cena de Venice na década de 80 ….. Você sabe, Suicidal, No Mercy, Evol, Beowulf etc . Se você olhar para todos os antigos artworks, você vê esqueletos com bandanas e pensamos que seria uma coisa muito legal a fazer, é como uma homenagem.

05- Nos últimos anos vem surgindo muitas bandas com influências do crossover dos anos 80, vocês enxergam isso muito mais como um tributo ou assim como outras manifestações culturais vocês acham que música tem um ciclo e a volta do crossover é vista como parte disso?
Dr. Ape: A máscara é uma homenagem visual … Bem, você poderia dizer que a música é uma homenagem também. Mas, para ser honesto eu acho que essa é a única maneira de tocar metal ou é a única forma de realmente se divertir. Eu não sei sobre as outras bandas, mas para nós isso é realmente do fundo do coração. Não somos um revival anos 80, retrô, banda tributo ou algo assim. Conheço um monte de gravadoras e revistas aqui na Europa e nos E.U.A. gosta de chamar as coisas de anos 80.
Eles promovem uma série de banda como se fossem algo a partir da década de 80, mas eu acho que essa música nunca foi embora, ela sempre esteve lá.
Crossover e thrash nunca foram embora. Eu não parei de ouvir Slayer & Suicidal, só porque Nirvana e Korn foram a grande coisa na década de 90 …. Thrash é thrash é e será sempre aqui.
Acho triste que as suas tendências vêm e vão …… Espero que isto vá durar para sempre …. Acho que metal em geral é aqui, agora para ficar para sempre

06 – Você diz que não parou de ouvir Slayer e Suicidal, mas da década de 80 para cá, você e os outros integrantes ouviram outras bandas e sonoridades?
Dr. Ape: Sim, eu ouço um monte de outras coisas, mas o principal é metal. Eu acho que 90% da música que entra nos meus ouvidos nessa vida é Maiden, Maiden Maiden Maiden.

07 – Os outros integrantes também?

Dr. Ape: Eu acho que eu e o nosso baixista (Dr. Rad) somos maiden maníacos. Eu acho que ele é mais maluco pelo Maiden. Todos os integrantes são da velha escola do death metal também.
Principalmente bandas suecas da velha escola do Death Metal. Eu amo Dismember e Entombed.

03108 – Como é a cena na Suécia? Tem aparecido muitas bandas novas por aí?
Dr. Ape: Bem, para ser honesto, eu não conheço muitas bandas novas. Eu gosto um pouco. Undergång, são nossos amigos, Undergång é muito divertida ao vivo, eles tem a melhor atuação ao vivo na Suécia. Shows loooooucos e In Solitude é uma grande banda de heavy metal da Suécia, Confiram.

09 – Muita gente considera a Suécia o berço das melhores bandas de metal do mundo. Como você explica um local como este, que deu origem a tantas bandas, estar com uma cena tão devagar?
Dr. Ape: Eu sei que há um monte de grandes bandas da Suécia, talvez só eu acho que a maioria das bandas são entediantes… Eu não posso falar por outras bandas, mas se você olhar para todas as grandes bandas daqui você pode ver que a maioria delas raramente tocam na Suécia, mas a maior parte toca fora da Suécia.
Existe um pequeno número de pessoas que são verdadeiras, que gostam e se diverte… Eu não sei , eu não tenho uma boa resposta para isso.
Uma coisa positiva é que está chegando agora uma nova geração, eles são inteligentes o suficiente para não ouvir música ruim.

10 – Quais as expectativas de vocês para a turnê pelo Brasil?
Dr. Ape: Acho que posso falar por todos os integrantes da banda. Nós vamos nos divertir! Ouvi dizer que o público é muito louco. Bom, eu vi alguns vídeos na internet. Nós amamos o Brasil.

11 – O que você sabe sobre o Brasil? E quais bandas você conhece?
Dr. Ape: Eu cresci ouvindo Sepultura…. Sepultura chamou minha atenção para o Brasil. Violator. Eu me lembro que ouvi Violator alguns anos atrás e pensei comigo mesmo WOW!!! Das novas bandas, a que eu realmente gosto é Bandanos e gosto muito de Hate Your Fate, é muito muito boa. Hate Your Fate atualmente é a minha banda nova favorita.

12- Como você vê a internet como ferramenta de divulgação das bandas?
Dr. Ape: Internet é realmente ótima. Eu acho que nunca teria ouvido muitas bandas se não fosse a internet. Eu acho que o Brasil não conheceria a Doctor se não fosse a internet.

13 – Você falou sobre o visual ser um tributo. Se vocês fossem convidados a fazer um CD Tributo ao metal/crossover, quais músicas e bandas você escolheria?
Dr. Ape: Essa escolha é difícil… Eu não posso realmente escolher 10 bandas agora, mas se eu fosse gravar um cover de alguém seria definitivamente uma música do Slayer ou uma do Suicidal. Estamos planejando, talvez, gravar um cover no futuro, mas ainda não decidimos… Mas se você me perguntar, eu gostaria de tocar “Feel like shit deja-vu” do Suicidal ou “Chemical Warfare” do Slayer. Mas temos que manter em segredo até nós fazermos. Eu não sei sobre os outros caras da banda.

14 – Dr. Ape, muito obrigada e deixo o espaço aberto para você deixar um recado para o público brasileiro:
Dr. Ape: Minha mensagem é simples: stay cyco, coma milhões de batatas fritas tóxicas, ouçam Slayer, ouçam Maiden… e ouçam Doctor (risos). Digam a todos os seus amigos que o “Doutor” está chegando na sua cidade em julho. Nos vemos!

Dr. Living Dead é:
Dr. Ape – vocal
Dr. Toxic – guitarra
Dr. Rade – Baixo
Dr. Doink – Bateria

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Confira as datas e locais dos shows no Brasil em: www.myspace.com/doctorlivingdead

Skatalites enchem Circo Voador numa noite fria

Posted by revoluta On June - 10 - 2009 ADD COMMENTS

Textos e Fotos por Mauro Pimentel


011Dub, reggae e ska. Uma veio em subsequência da segunda que por sua vez
é prima da terceira e no meio desse teorema musical aparece numa sexta-feira fria no Circo Voador os jamaicanos do Skatalistes que podem ser definidos como o resultado da mixagem entre essas vertentes  num caldeirão que acendeu sua chama ainda nos anos 60 e continua nos  palcos com uma mistura de novos e antigos integrantes.

Os jamaicanos começaram com um set de músicas instrumentais que deram
lugar a presença da voz de Doreen Shaffer alternando com vocais de um
dos jovens trompetistas e vez ou outra de um dos “old school”  saxofonistas.

O clima do Circo era de paz e diversão. O grande público presente  dançou, cantou e namorou por mais de uma hora ao som do grupo.
Confesso que apesar do meu pequeno conhecimento prévio do grupo pude
desfrutar do show e ao mesmo tempo entender as reações de êxtase estampados nos fãs do grupo. Entre os fãs inclui-se a banda de abertura, os cariocas do Canastra que vi por mais de uma vez cantando e dançando ao som da atração principal.

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Falando em Canastra. O show dos caras foi seguro, muito melhor do que o último que havia visto na última semana em Barra Mansa. Com o público na mão os cariocas entreteram e se divertiram no palco em meio ao seu papo sobre Chevettes, conhaque e suas blusas floridas.

O Skatalites está promovendo um DVD ao vivo gravado na última turnê brasileira. Se você não foi em um dos show e quer o DVD acesse o site oficial e saiba como adquirir.

E que venha a próxima passagem do SKATALITES no Brasil!!

Rapidinhas: Extreme Noise Terror, Nerds Attack! e Dr. Living Dead

Posted by revoluta On June - 9 - 2009 ADD COMMENTS

Extreme Noise Terror com Facebook falso

A banda Extreme Noise Terror publicou em seu blog do myspace uma nota sobre a criação de uma página falsa no facebook. A banda diz que a página criada no facebook não é oficial e que já entraram em contato com as pessoas responsáveis. Eles também dizem que acham a atitude de quem fez a página uma forma desvergonhada de alimentar o ego.
A banda aproveitou para informar que existem dois myspaces com seus nomes relacionados ao ENT, mas que também nsão são oficiais .

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Nerds Attack! lança seu primeiro videoclipe

A banda paulistana Nerds Attack! acaba de lançar seu primeiro videoclipe, acesse o link http://www.vimeo.com/4956263 e confira!

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Drº Living Dead chegará ao Brasil em julho

A Death Fucking Tour, da banda sueca de crossover Drº Living Dead, começará dia 17 de julho. No total serão 7 shows, que passarão por São Paulo, Joinville, Goiânia e Brasilia.
Confira as datas:

Motosierra: cada vez mais suja e agressiva

Posted by revoluta On June - 8 - 2009 ADD COMMENTS

A cena rock and roll uruguaia tem uma representante que não é devidamente reconhecida por lá. Mas aqui no Brasil,a banda mais rock and roll do planeta terra tem público fiel e, de tanto vir a terra brasilis, um de seus integrantes acabou se casando com uma brasileira.  Pronto para receber os seus três amigos uruguaios, que com ele formam a Motosierra, para uma série de shows em São Paulo, o vocalista da banda, Marcos conversou com o Porta Revoluta, pra contar um pouco da história da banda, que está completando dez anos, e sobre a expectativa para os shows da mini-turnê.

Por Deise Santos
Fotos de divulgação


01. Como e quando a banda Motosierra banda começou?
Marcos:
Hum… Tá difícil viu… Em novembro já faz 10 anos e eu ainda não acredito, está parecendo que tudo passou muito depressa.

02. Então, conte um pouco como começou, como foi a idéia de montar uma banda?
Marcos: A banda foi na verdade um produto de uma história de bandas que já estavam rolando no Uruguai, nos anos 90. Produto do underground uruguaio dos 90, que foi muito foda, e muito incompreendido na época, mas foi o que a gente bebeu quando moleques. Nos anos 90 no Uruguai tinham duas bandas muito fodas: Chicos Electricos e Cross.
Chicos Electricos era mais Stooges, MC5, Dead Boys e Cross, mais Black Sabbath, Sicodelia…
A gente era muito fã, assistia a todos os shows dessas bandas. O Walo (baterista) e eu, a gente é do mesmo bairro no Uruguai, El Prado, e tinha banda junto. Daí aconteceu que o Walo foi chamado pra tocar na bateria do Cross. Foi foda, tipo… meu amigo, o cara da banda, tá tocando com os nossos ídolos!!
E lá foi ele… Gravaram um disco juntos, a banda acabou… Tudo acaba lá no Uruguai, daí a outra banda foda de lá, Chicos Electricos, também acabou no ano de 1999 e aí que foi o lance. No ultimo show dos Chicos Electricos, a gente foi junto, o  Walo e eu. Assim que acabou o show, o Walo pegou o baixista dos Electricos, Gabriel Barbieri, e falou pra ele: “isso tudo não pode ficar assim, a gente tem que fazer uma outra banda”. E o Gabriel; “Eu já tenho um guitarrista, o Luis (que se tornou o guitarrista do Motosierra). Vamos lá, fazer um som.
Daí eles começaram a ensaiar, mas não me chamaram!!
Não me deixaram fazer um teste de vocalista, pois eles estavam precisando era de um vocalista, até que 2 meses depois fui chamado (pela minha insistência) pra fazer um teste. Cheguei e tocamos Are you ready? do Turbonegro…  Acho que foi a primeira vez que uma banda tocou Turbonegro lá no Uruguay…  Novembro de 1999… Acabou o ensaio e o Gabriel me falou: “Você está na banda.”. E foi isso.

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03. Então nasce a Motosierra em 1999. Como foi a escolha do nome da banda?
Marcos: Foi muito engraçado, porque olha…  A gente estava lá, no porão, ensaiando essa nova banda. Daí a gente nem ligava, só tocava e procurava o nosso som. Coisas que nunca tinham rolado lá no Uruguay e mais, acho que não tinha rolado muito disso na América Latina, olhando pra trás…
The Dwarves, Motörhead, Turbonegro, Zeke, Stooges, Black Flag… Tudo misturado.
A gente tinha a consciência de que ninguém ia sacar porra nenhuma do que a gente ia fazer. então, foi tipo: FODA-SE!!
A nossa cabeça (e a gente não tava tão errada assim…) foi tipo, ninguém vai gostar do que a gente faz. É muito pesado, muito rápido, muito cru. Então vamos nos divertir.
A gente arrumou um show com uma banda que (agora) é muito grande no uruguay, Buenos Muchachos, amigos nossos de muitos, muito anos e o primeiro nome da banda foi: SATANAZIS, ou seja, SATAN + NAZIS (satanistas e nazistas). Uma piada, sacou?? A gente tava tentando chocar e olha que a gente conseguiu! Porque não tem nada pior que misturar hitler com satã. Imagina…nada pior!!
Mas o problema é que a manager dos Buenos Muchachos era judia e ela não gostou nada, mas nada, da piada. Falou pra gente: “olha, vocês com esse senso de humor aí, nao vai dar em nada, faz um favor, e muda de nome, porque com esse nome vocês não vão tocar com a gente”.
Imagina… A gente voltou pro estúdio dando risada. Aí pensamos, vamos procurar um nome…
O que é que a banda parece?? Qual é o som da banda?? Uma motoserra. Pronto: MOTOSIERRA. Três dias antes do primeiro show e assim foi, um acidente, o nome da banda na verdade é SATANAZIS.
04. Já não gosto mais da banda…
Marcos: Dá pra entender, mas no começo, a idéia e que ninguém gostasse da banda, só nós. Mas o que é importa é o que acontece no palco, o que se transmite de lá pra fora, do público pra o palco.

05. Sonoramente vocês são muito bons…
Marcos: Sim, a banda tem bons músicos… Bons músicos fazendo música básica, mas bem forte, o mais forte que a gente pode tocar, isso sempre foi assim, a gente tem orgulho disso.

06. Então a banda fez seu primeiro show… E como chegaram ao primeiro material gravado?
Marcos: A banda tocou um ano… Foi um ano incrível, fazendo qualquer merda, tem muita coisa bizarra lá… Mas com 6 meses de banda, falamos em gravar alguma coisa, pra testar o som da banda, gravamos 4 músicas, em julho ou agosto de 2000, daí continuamos tocando e
já desde o começo, o Motoiserra teve uma característica de tocar com bandas de fora do Uruguay, porque a gente pensava que lá, no Uruguai, ninguém ia gostar da banda, então, a alternativa lógica foi procurar uma saída fora. E já no nosso segundo show tocamos com Killer Dolls, da Argentina.
Bom, no final do ano estávamos procurando uma letra do Turbonegro na iternet, pra fazer um cover, só porque a gente é fã. Daí caímos num site alemão do Turbonegro, de um selo da Alemanha, eles estavam procurando bandas do mundo inteiro pra fazer parte do tributo a banda Turbonegro e era pra enviar material gravado. E o melhor, já tinha participação de bandas fodas que a gente e fã, tipo Supersuckers, Nashville Pussy, Dwarves, Zeke, Queens of the Stone Age e Ratos de Porão!!
Aí a gente pensou, vamos enviar alguma coisa, fomos no estúdio e gravamos um cover do Turbonegro. A gravação deu uns 40 reais, enviamos pra Alemanha… e ficou!! Ficou entre as bandas que a gente curtia, sacou?? Um ano depois da banda começar a ensaiar….
Cara, foi uma coisa mágica. Daí enviamos o cover pro guitarrista e vocalista do Killer Dolls, Chary Lonrenzi, argentino. Ele tem um selo que se chama No Fun Records. Quando ele escutou a gravação, falou: “se vocês conseguem fazer um disco assim, eu edito”. E a gente fez.

07. E então saiu o primeiro álbum…
Marcos: A gente começou a fazer músicas pro disco em fevereiro. Tínhamos um monte de músicas, mas a cada ensaio, cada dia, saíam idéias melhores. Foi um bom momento da banda.
Então em março a banda foi no estúdio, com 4 músicas novas. Gravamos e achamos foda, daí voltamos a ensaiar, criamos 4 músicas mais e gravamos.
Voltamos a ensaiar e gravamos de novo
No total foram 3 meses em blocos e 4 músicas novas por mês, assim foi feito o primeiro disco: XXX.
Logo depois, saiu pela No Fun Records, e vendeu muito bem no underground argentino e europeu, ajudado pela participação no disco Tributo ao Turbonegro. Daí o pessoal do selo alemão Incongnito Records ficou com a idéia de editar o nosso disco em vinil, e a gente fez o nosso primeiro LP, 2 anos depois da banda começar. Foi inacreditável…

motosierra208. O que esse álbum trouxe de retorno pra vocês? Aconteceram shows? tour? por conta desse álbum?
Marcos: Lá no Uruguai nunca tivemos uma resposta do público e nunca vamos ter. Começamos com shows pra 50 pessoas, depois do disco e tal, foram 30… ninguém ligava. Aliás, a gente cantava em inglês… Por que?? Porque sempre achamos que a nossa praia era fora do Uruguai. Lá no Uruguai, é o cemitério…
Só agora, depois de 10 anos, que tem uma molecada nova que liga para o que o Motosierra é e o que o motosierra tentou fazer.
Olha aqui no Brasil é diferente, não estou falando que é melhor, mas é diferente. O Uruguai tem 3 milhões de pessoas. A metade está na capital, Montevideo, que é de onde a banda é… Imagina… é o interior… Aqui é uma outra coisa, tem público, tem mídia, tem grana, tem clubes… Mas não tem rock and roll e só fiquei sabendo disso quando vim morar aqui., isso faz 2 anos.

09. Como foi o contato com o Mozine e a Läjä Rakords?
Marcos: Bom, o Mozine… Como foi que a gente se conheceu?? Eu não sei como foi, na verdade, o lance todo do Brasil é que a gente acabou tocando tanto aqui e editando discos, e eu fiquei casado com uma brasileira…
É muito esquisito, bizarro… Acho que era pra acontecer.
Pensando direito (e olha que estou estou na breja…), foi por causa do Charly Lorenzi, (Killer Dolls) mais uma vez…
Porque ele tinha morado 2 anos em São Paulo, em 19999 e 2000, e tinha tido um contato com Forgotten Boys, Butchers, todas essas bandas daqui… e falou pra gente fazer uma turnê juntos no Brasil. Daí ele nos apresentou selos e bandas. Acho que daí a gente conheceu o Patron(Mozine, Läjä Rakords). Além do Evil Idolls, Forgotten, Butchers… A coisa toda.
O Charly foi um grande catalisador da idéia de fazer um circuito entre São Paulo e Buenos Aires. Isso sempre foi idéia dele e foi feito num momento em que ninguém pensava nisso. Quando a gente começou a fazer tours no Brasil, ninguém aqui tinha conhecimento do que acontecia fora do Brasil, na América Latina e vice-versa. Agora, é uma realidade. Mas o cara leva o crédito e o Motosierra foi o cobaia da história.
A gente faz rock and roll fora de fronteiras, fora dos países, procurando sempre quem gosta do nosso som, seja na Argentina, Uruguai, Brasil ou na puta que pariu.

10. Desde o inicio da banda, tiveram mudanças na formação, o que aconteceu? Quem saiu, quem entrou?
Marcos: Bom… Motosierra tem uma coisa engraçada, porque eu e o pessoal da banda, acabou achando que a banda tem vida própria. Sabe, como o carro, o christine, do filme, sabe o filme?
Bom, então… A banda é maior que os integrantes do Motosierra, é um mostro… é um fuckin monstro.
Virou uma coisa que é maior que nós, não pode parar, sacou?
Aconteceu que saiu o primeiro baixista, o Gabriel Barbieri, que tinha feito todo o esquema da banda, o que a banda é, como funciona, como é o som, a imagem da banda….
Bom, ele saiu em 2006 e a banda não acabou, e mais, o Motosierra pediu mais um disco e a gente fez um disco pro Motosierra. Daí eu conheci a minha esposa, fiquei no Brasil…
E a banda me chamava pra tocar lá, e eu ia, tudo em 2007. Daí o guitarrista, Luis Machado, foi morar na Espanha e o fim, né??
Não!!
O Motosierra continuava a pedir o sangue da gente. Aí a banda arrumou mais um outro guitarrista (já tinha entrado o baixista Leonardo em 2006), entrou pra fazer shows o leroy, irmão menor do Luis e guitarrista da melhor banda uruguaia, Silverados. E daí, a gente continuo a fazer shows. Agora, a banda sou eu nos vocais, o Walo na bateria, o Leo no baixo e o Leroy na guitarra. É isso… A máquina não está a fim de parar…

11. E agora você recebe seus amigos uruguaios no Brasil, na próxima semana, para uma série de shows…
Marcos: Você viu? Coisa louca… O pior é que tenho feito uma reforma na cozinha e no banheiro. Então, estou preocupado, porque eles vão cagar o banheiro novo e a cozinha, minha esposa vai ficar puta. (risos)

motosierra412. E como está a expectativa da banda para esses shows? Para leroy e leo será a primeira vez por aqui?
Marcos: Cara, o Leroy estava nos nossos primeiros ensaios, ele era um moleque cabeludo fã do Nirvana… Sentado num canto, bebendo vinho e virou um puto guitarrista.
Tocou muita vez com a gente, no Uruguai e Argentina, junto com o Luis. Cara, Leroy e o Luis juntos… Isso é pra história!! Uma dupla du c******!!
Mas daí, cada vez que o Luis fazia uma música pra a banda, antes mesmo de apresentar no ensaio, ja ensinava pro Leroy, ou seja, ele conhece as músicas do Motosierra antes que a banda mesmo. Daí quando a gente foi chamada pra tocar no ano passado, em agosto, no MADA Festival, em Natal… O Luis já estava lá, na Espanha, mas não tive dúvidas não… Chamamos o Leroy e eles ensaiaram lá no Uruguay, e a gente em Natal, 2 dias antes do festival, antes de abrir pra O Rappa. E, acredita em mim, a gente acabou com O Rappa. Daí, tocamos no Uruguai também, e na Argentina, com o Leroy, agora vamos repetir em São Paulo

12. Marcos, deixa uma mensagem para as pessoas que irão ler essa entrevista:
Marcos: MARACANÃ 50!! Lembrem-se do Uruguay (risos).

13. O que podemos esperar desses shows do Motosierra?
Marcos: Bom, a gente vai fazer duas músicas de bandas argentinas, só pra tirar sarro: uma música da Sumo, grande banda dos 80 da Argentina, que eu vi no ano de 1986 no Uruguai num festival, junto com o Renatão, ou seja ,a Legião Urbana. Eu vi a legião ao vivo, man!!
E uma música da grande Pappo’s Blues, da Argentina, chama-se Fiesta Cervezal, mas vai ser em português e diz assim:
“eu quero beber um gole de loura gelada pra minha sede
faz muito calor, nesta festa
eu quer beber um gole do licor mó fino
com os meus amigos
faz muito calor, e ainda não tem bebido
(solo de guitarra)”

Agenda dos shows em São Paulo

Dia 11/06 – São Paulo – CB Bar
Dia 12/06 – Santos – Fiesta
Dia 13/06 – Campinas – Bar do Zé
Dia 14/06 – São Jose dos Campos – Hocus Pocus
Discografia

7″

- “Give Me The Money” (7″ single vinilo – Bad Attitude Rcds – 2003 – Finlândia)
- “Son of a Bitch” (7″ single – Bad Attitude Rcds – 2005 – Finlândia).


Split’s

- MOTOSIERRA / EVIL IDOLS – Split CD ( Cd – Laja Rcds – 2003 – Brasil).
- “Hot Music for Hot Chicks split” CD MOTOSIERRA / CULPABLES (Rastrillo Rcds – 2004 – Argentina)
- MOTOSIERRA / FORGOTTEN BOYS – Split CD ( 13 Rcds – 2004 – Brasil)
- “The Battle of Rio de la Plata” split CD MOTOSIERRA/ DOBLE FUERZA (Jimmy Jazz Rcds – 2005 – Polonia)
Álbuns (CDs / LPs)

- XXX (CD – No Fun Records, 2002, NFCD004)
- Rules (CD -Myrmecoleo Rcds, 2003, Japon/ CD – Läjä Rakords, 2003 – Brasil)
- Directo desde el W.C. (CD – Rastrillo Rcds – Argentina)
- Kick Asss RockNRoll (LP – No Brains Records, 2003, NB003)
- XXX (3ª reedição – CD – Laja Rcds – 2004- Brasil)


Coletâneas

- “Alpha Motherfuckers” CD (Hopeless Records, 2001, HR 656) Hobbit Motherfuckers (Turbonegro).
- “A Collection Of Great Dance Tunes” – Vol 3 10″ (HDP Records, 2002, shaw 10.001), Hell Drunkards & Pretty Tattooed Hookers.
- “Rawk ‘N’ Roll Revolution” CD (Myrmecoleo Records, 2002, MLR-006), Hell Drunkards & Pretty Tattooed

Mais sobre a banda em:

www.myspace.com/motosierra

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O Portal Revoluta foi criado pela jornalista, produtora cultural e inquieta por natureza, Deise Santos. Começou como um blog, o Informativo Revoluta, que agora ganha o formato de site, com domínio próprio.
O objetivo continua o mesmo, veicular informações sobre a cena independente através de entrevistas, resenhas, matérias e artigos para o maior número de pessoas possível, ao redor do mundo.

Sobre a editora Carioca de nascimento, moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cidadã do mundo por opção. Deise Santos é amante da cultura em todas as suas vertentes e responsável pela Revoluta Produções e Assessoria de Imprensa.

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