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September , 2010
Wednesday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Archive for May, 2009

Limpe as praias!

Posted by revoluta On May - 29 - 2009 ADD COMMENTS

limpezaNeste sábado, 30 de maio, das 10h às 13h, acontecerá no Rio de Janeiro a sexta edição do evento Limpando & Reciclando, que está inserido no Projeto Limpeza na Praia e é organizado pelo Instituto Aqualung. O projeto já conquistou a simpatia e o apoio de diversas empresas, além de contar com a ajuda de voluntários, entre eles alunos da rede de ensino (universidades, cursos de idiomas, de mergulho, informática, entre outros). O evento que inicialmente acontecia somente em algumas praias, agora acontece, simultaneamente nas praias de Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca, Recreio, Grumari e também nas praias de Sepetiba, Ilha de Paquetá e Saquarema.
O evento acontecerá em comemoração à Semana Mundial do Meio Ambiente e será uma ação de conscientização de limpeza e reaproveitamento do lixo coletado nas praias e em outras localidades.
Ao término do mutirão, o lixo coletado em duplas será catalogado e, ao término da ação, reaproveitado pelas cooperativas e instituições de reciclagem, servindo como exemplo para as demais ações e campanhas ecológicas. Serão distribuídos um total de 20.000 sacolas plásticas biodegradáveis e compostáveis – feitas a base de milho – e luvas a todos que desejarem participar da campanha.
O evento pretende conscientizar as pessoas que os detritos sólidos despejados nas praias, além de deixá-las sujas, são responsáveis pela mortandade de inocentes animais marinhos.
Esse tipo de ação ajuda a minimizar em um prazo curto o impacto dos resíduos sólidos e suas conseqüências danosas para o ambiente e para a fauna marinha.
Nos cinco anos em que o evento é realizado, foi constatado que mais da metade dos resíduos sólidos encontrados não são degradáveis a curto prazo, como canudinhos, pontas de cigarro, tampinhas, cotonetes, sacos plásticos, chinelos, representando assim o maior percentual de materiais ambientalmente perigosos para a fauna marinha.

Quer participar?
Confira os pontos de encontro e faça algo diferente no seu final de semana:

Praia de Copacabana:
A) No Posto Seis, onde os voluntários seguirão em arrastão até a rua Santa Clara, com os grupos da SuperVia, Prefeitura do Rio de Janeiro e Greenpeace Brasil;
B) Em frente à Rua Rodolfo Dantas, com o grupo do Metrô Rio e da Prefeitura do Rio de Janeiro;

Praia de Ipanema:
- Na Pedra do Arpoador (Posto 7), os voluntários estarão caminhando na coleta em direção à rua Garcia D?Avila, com o grupo da Luisa Parente, OI FM, e de banhistas e surfistas;

Praia da Barra da Tijuca:
- No Quebra-Mar em direção à Barraca do Pepê, com grupos de universitários, Ong Lagoa Viva, Prefeitura do Rio de Janeiro e CEA Marapendi;

Praia do Recreio:
- Na Praça TIM MAIA, com os grupos da UFRJ Surf e professores e alunos da UCB (Universidade Castelo Branco);

Praia de Grumari:
- no canto direito da praia de grumari, na direção do quiosque do Russo, com a Associação de Surfista e Amigo do Grumari – ASAG.

Praia de Sepetiba:
- No “Coreto”, com o grupo da Magali Jordão, com colégios e a Guarda Municipal;

Ilha de Paquetá:
- Na Praia da Moreninha, com o grupo da Guarda Municipal e moradores e turistas;

Saquarema (Região dos Lagos / RJ):
- Na praia do Pontal, com moradores e surfistas;

Acordem!!! SOS Nordeste!

Posted by revoluta On May - 29 - 2009 1 COMMENT

enchente1As fortes chuvas na região Nordeste do Brasil tem causado muitos danos à população daquela região. As enchentes fizeram com que bairros inteiros fossem evacuados, alguns sofrem com essa realidade ao menos uma vez no ano, com a chegada da temporada de chuvas na região. Famílias inteiras estão desalojadas, somando cerca de 55 mil pessoas somente no Ceará.
Infelizmente esse é um panorama que vem se tornando comum no Brasil e vem acentuando-se por conta das mudanças climáticas intermitentes.
No final do ano acompanhamos a tragédia na Região Sul do país, onde muitas pessoas perderam seus parentes, além dos bens materiais. Naquele momento, o país inteiro se mobilizou para ajudar as vítimas das chuvas daquela região.
Agora, em mais um momento em que vidas estão em risco, não se pode cruzar os braços e não fazer nada. É necessário que haja uma movimentação em favor das vítimas, com doações e até mesmo prestação de serviço voluntário para ajudar o povo nordestino.
É sabido que, infelizmente, algumas pessoas aproveitam dessa solidariedade e desviam alimentos, roupas, materiais de limpeza e de higiene pessoal, mas é preciso acreditar que toda e qualquer doação irá para as vítimas dessa tragédia.
Quem quiser ajudar, procure a Cruz Vermelha ou a Defesa Civil na sua região para fazer sua doação ou ajude financeiramente depositando qualquer quantia na conta aberta no Banco do Brasil*:  Conta Nº 31.000-X, na Agência 0242-9.

Existem também alguns sites de voluntariado que estão fazendo campanhas:
Força Solidária
Portal do Voluntário

* Fonte: Site do Tribunal de Justiça do Maranhão

Halé faz 7 anos e comemora em show na Lona de Jacarepaguá!

Posted by revoluta On May - 23 - 2009 ADD COMMENTS

Numa parceria inédita com a Lona Cultural de Jacarepaguá e a Tamborete Entertainment a banda Halé comemora seus sete anos de estrada num show beneficiente numa das mais modernas Lonas Culturais do Rio de Janeiro. Situada em Jacarepaguá, bairro de onde vem o grupo, a Lona Jacob do Bandolim receberá antigos filhos da região como o Kuela e DEF3, novos rebentos como Plastic Fire e consagrados nomes na cena independente já que Zumbi do Mato e Uzômi fecham ao lado do aniversariante Halé o line-up da noite.
Será dia 29 de maio. Sexta-feira com rock de qualidade a um preço mínimo para seu bolso. Um quilo de alimento não-perecível que será entregue a comunidades carentes locais.

hale_flyer

SERVIÇO:
Lona Jacob do Bandolim
LONA DE JACAREPAGUA APRESENTA:
ANIVERSÁRIO DE 7 ANOS DO HALÉ!
HALÉ
UZÔMI
ZUMBI DO MATO
DEF3
PLASTIC FIRE
KUELA
DIA 29 DE MAIO DE 2009
Horário: 18h
Endereço: Praça Geraldo Simonard, s/nº (Pça do Barro Vermelho) Jacarepaguá (Próx. ao Posto Ipiranga, Escola de música ELAM).
Entrada: 01 kg de Alimento não-perecivel (exceto açucar, fubá, sal, farinha e óleo)

Mais sobre a banda:
www.myspace.com/hardcorehale

Sepultura e Angra juntas!

Posted by revoluta On May - 20 - 2009 ADD COMMENTS

sepangraNo início de maio, começou uma turnê inédita! Dois grandes nomes do metal resolveram se unir para fazer a maior turnê brasileira que o cenário nacional já viu. Sepultura e Angra se dispuseram a ir às capitais e algumas cidades do interior, para levar a sonoridade brutal e autêntica que fez com que esses dois ícones escrevessem seus nomes nas páginas da história do rock.
Para quem ainda não conferiu, seguem as próximas datas da turnê:

23/05 – Ourinhos/SP – Metal Warrior (www.metalwarrior.com.br)
24/05 – Porto Alegre/RS – Casa do Gaúcho (www.necprodutora.com.br)
29/05 – Rio de Janeiro/RJ – Canecão (www.canecao.com.br)
30/05 – Vitória/ES – Ginásio Dom Bosco (www.hotshows.com.br)
31/05 – Gov. Valadares/MG – Pq. de Exposição Agropecuária (www.avernusrecords.net)
08/08 – Recife/PE – Mais informações em breve
09/08 – João Pessoa/PB – Mais informações em breve
21/08 – Jundiaí/SP – San Remo (www.sanremojundiai.com.br)

Para mais informações sobre as bandas:
Angra
Sepultura

The Queers fará mini-turnê pelo Brasil

Posted by revoluta On May - 20 - 2009 ADD COMMENTS

thequeers

O punk bubblegum da banda The Queers invadirá o Brasil a partir desta sexta-feira (22/05), quando a banda chega a terra brasilis para uma série de shows que passará por algumas cidades, começando com Campinas, onde tocarão ao lado de Tequila Baby e Rock Rockets, domingo é a vez da cidade maravilhosa receber o trio, na Drinkeria Maldita de Copacabana (veja detalhes aqui), onde tocarão ao lado da banda Sweet Suburbia (SP) e sábado, dia 30, a banda tocará no Clube Belfiore em São Paulo.
Confira todas as datas no myspace da banda:

http://www.myspace.com/thequeers

Rapidinhas: Música Diablo, Cachorro Grande, Nitrominds e muito mais!

Posted by revoluta On May - 20 - 2009 ADD COMMENTS

Música Diablo lança três sons no myspace

musica_diabloA banda de metal Música Diablo formada por André (Nitrominds), Marcão (Ação Direta e Dead Fish), Derrick (Sepultura) e Brigas, acaba de lançar três sons inéditos no myspace da banda. Acesse e escute:

www.myspace.com/musicadiablo

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capa-cachorro-grande-cinema“Cinema” é o nome do 5º álbum da Cachorro Grande

Fãs da produção cinematográfica nacional e do ator Hugo Carvana, a banda Cachorro Grande resolveu homenagear a sétima arte enquanto gravavam algumas sonoplastias que fazem parte do próximo álbum da banda.
Mas a referência à sétima arte não para por aí, a música Amanhã surgiu de um diálogo do filme Mar Adentro (Alejandro Amenábar) e a capa do álbum segue o tema: quatro locações foram “clicadas” para compor a imagem da capa.
O novo álbum está previsto para sair na segunda quinzena, pela Deckdisc.

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Ataque Periférico em férias por tempo indeterminado

O quarteto carioca Ataque Periférico deu uma pausa por tempo indeterminado. A banda que lançou uma demo e dois álbuns, estava em estúdio preparando o próximo petardo, quando os integrantes decidiram dar uma pausa nas atividades, por não estarem conseguindo conciliar banda, trabalho e outras atividades que requerem tempo.

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Nitrominds grava CD de covers

A banda Nitrominds está em estúdio gravando um álbum de covers. Entre as participações já estão confirmados Jão (guitarra – RDP) que cantará “Crianças sem futuro” e Rodrigo (vocal – Dead Fish) para cantar ” News from the front” (Bad Religion).
O álbum ainda não tem destino certo. Não se sabe quem lançará e nem ao menos se sairá no formato CD ou se será lançado pra free download.
Por enquanto ficamos só no aguardo…

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Dead Section fará turnê no segundo semestre

A banda Dead Section, de Portland, que tem integrantes e ex-integrantes de bandas como Skull Splitter, Poison Idea, Religious War, Cut-Throat e Bllod Runs Red, fará uma turnê pelo Brasil no segundo semestre.
Fiquem ligados e acompanhem a agenda de show pelo myspace:
www.myspace.com/deadsection

Ação Direta alcança a maioridade

Posted by revoluta On May - 15 - 2009 1 COMMENT

Uma idéia de dois amigos de escola resultou numa das bandas mais respeitadas do cenário independente nacional. Do punk ao metal, o quarteto do ABC paulista, percorreu 21 anos de estrada levando à risca o nome que escolheram: Ação Direta. Seja através da sonoridade (cada vez mais extrema e agressiva), das letras (conscientes e urgentes) e das apresentações contagiantes, a banda vem escrevendo sua história baseada na humildade.
Nesse bate-papo, o quarteto falou um pouco sobre sua trajetória, mas não é só isso, alguns amigos falaram ao Revoluta sobre essa banda que influenciou muita gente em mais de duas décadas de estrada.

Por Deise Santos

foto-lendaria1. Como a banda surgiu?
Gepeto: Surgiu da idéia de dois amigos de escola do início da década de 80. Eu, Gepeto e o meu amigo Panda, ambos envolvidos com rock e suas vertentes mais agressivas e marginais. Os dois, insatisfeitos com os rumos do cenário da época, marcado por guerras tribais entre gangues da região, da capital e do interior de São Paulo resolvemos usar os instrumentos e microfone como meio de comunicação e como ferramenta de expressão.
Foi assim, que em meados de 1987 se iniciaram os ensaios, na época e uma história muito louca, que caminha para os seus 22 anos !!!

2. Em 21 anos de estrada quais foram os momentos mais difíceis para a banda?
Gepeto: Estar numa banda por tanto tempo significa uma grande vitória, pois a carreira é sempre marcada por altos e baixos. Já vivenciamos momentos difíceis, de muita pressão externa, interna, momentos que soubemos enfrentar e superar com muito diálogo, muito respeito e acima de tudo muito trabalho.
Estar numa banda é abrir mão de muitas coisas, é vivenciar um estilo de vida e aceitar todos os desafios de ser um músico num país de terceiro mundo.
Seguir com isso é uma opção, uma escolha.

3. A banda já passou por algumas mudanças na formação. Como foi isso pra banda? Qual a contribuição de cada integrante que passou pela banda?
Gepeto: Passamos por várias formações.
Algumas pessoas passaram pela banda simplesmente, outras vieram e deixaram suas marcas, sua arte.
Hoje estamos com a formação estabelecida há um bom tempo e este time é o que mais produziu para a banda e também o que vivenciou momentos mais intensos até agora.
Sempre que passamos por estas situações de mudanças, procuramos nos reorganizar o mais rápido possível e dar seqüência ao trabalho. Com o tempo as coisas vão se ajustando.
Acho que somos uma boa família e o time atual é o que mais representa a AÇÃO DIRETA na sua essência!!!

galo-river4. Ação Direta conseguiu entrar na cena por mais de uma porta (hardcore/metal), algo não muito comum na década de 80. Como foi que vocês conquistaram o público?
Gepeto:
Como disse no início, temos esse contato com a cena Punk/HC e a cena Metal desde o início da banda, quando na época, já dividíamos ensaios com o HAMMER HEAD e tal.
Conquistamos isso com a nossa própria postura natural, que sempre foi a de respeito e coletividade!!!
No passado enfrentamos tensões por conta disso, da intolerância por parte das minorias, mas hoje temos orgulho de termos nos mantido íntegros e de não termos seguido nenhuma tendência, moda ou radicalismos idiotas.
Também tivemos a iniciativa de junto com outras bandas históricas como os próprios RDP de buscar esse contato, essa união, de propor e quebrar barreiras e pré-conceitos.


5. A banda tem uma discografia recheada de bons álbuns e a evolução é visível (ou diríamos audível?). Como se deu essa transição?
Gepeto:
Foram os anos e anos de estrada que nos moldaram para isso. É estranho, mas nenhum álbum nosso soa parecido com o outro e isso se tornou nosso grande desafio, estar sempre criando e acrescentando algo a nossa música e não repetindo fórmulas.
Hoje temos o nosso próprio estilo e estamos olhando para frente !!! SEMPRE !!!

6- Mais do que um nome que traduz o Do It Yourself, Ação Direta é uma banda muito presente na cena underground. De onde vem essa força e persistência?
Gepeto:
Somos envolvidos com o underground. Nascemos e crescemos dentro da cena !!! Amamos o que fazemos e creditamos na nossa música.
É difícil dizer como estamos nos mantendo por tantos anos nessa correria louca, mas é fato, estamos nós aqui cheios de gás para a temporada 2009 !!!

pancho-river7. Algumas letras da Ação Direta, senão todas, são gritos presos na garganta das pessoas que vocês traduzem em música. Qual a vivência de vocês, de onde vem a inspiração das letras?
Gepeto:
Somos pessoas normais, trabalhadoras, sonhadoras, cidadãos corretos e é através dessa música que colocamos nossas idéias, vontades e expressões para o mundo !!!
Gostamos de misturar o cotidiano com o existencialismo, de abordar temos relacionados ao ser humano e de incentivar as pessoas a refletir, pensar e ter suas próprias convicções.

8. Algumas pessoas envolvidas na cena destacam o profissionalismo da banda e os álbuns são um reflexo disso. Como é o processo de criação de um álbum? Como chegam à sonoridade e à plasticidade do álbum (arte, capa, etc)?
Gepeto:
Tudo surge nas inspirações que nos chegam e que captamos e transformamos em músicas e palavras.
Vamos montando o quebra cabeças aos poucos, parte por parte e lapidando tudo.
Gostamos de trabalhar com liberdade de experimentar e sem pressões externas e assim cada álbum vai surgindo, ganhando forma e tem funcionado bem assim.
Gostamos de fazer parcerias com artistas relacionados a parte gráfica e também gostamos de nos envolver nessa parte. Somar é sempre bom quando todos estão inspirados e trazem idéias também.

09. A banda completou 20 anos, o que mudou e o que continua exatamente igual para vocês na cena?
Pancho:
Bom, somos uma banda underground de 20 anos de história, dedicação e compromisso com a arte, sobretudo com a música então acho que isso sempre foi assim e jamais vai mudar. O AÇÃO DIRETA se criou no meio de uma cena que na época estava começando a se misturar e com a ascensão do hardcore a gente foi crescendo junto, naturalmente, evoluindo e lapidando nossa música mas sem deixar de ser roots e com certeza cada vez mais agressivos. E creio que o que realmente mudou foi em relação a qualidade técnica tanto da banda quanto das condições a nós oferecidas para tocarmos e transmitirmos nosso recado de forma cada vez mais concreta e profissional ainda que dentro de um universo (paralelo) totalmente independente.

marco-riverMarcão: Acho que a cena, ainda bem, mudou bastante de 20 anos pra cá. Em certos pontos tipo organização, os eventos e a estrutura ficaram bem melhor, mas em outro aspecto tem gente que não acompanha a evolução natural que tem que acontecer. Tipo, otários que ainda vão em shows e ficam querendo arrumar treta com outras pessoas que não pensam igual a eles ou não usem o mesmo visual, essas coisas idiotas..

Galo: Acredito que depois de 20 anos, a única coisa que continua a mesma na cena independente é que continua tudo acontecendo na base do Do-It-Yourself, porém vemos muito mais parcerias e menos picuinhas; os selos,organizadores de shows e membros de bandas perceberam com o passar dos anos, que é muito mais fácil conseguir as coisas unindo forças e desenvolvendo parcerias. Hoje é melhor do ponto de vista de estrutura para tocar, os equipamentos são melhores e a qualidade dos shows melhorou com isso. Mas underground é cheio de altos e baixos…

10. Agora vocês fazem parte do cast da 3 Mundos Produções, como foi esse contato e essa decisão de entrar para uma produtora. E o que isso significa para a banda?
Galo:
Nós conhecemos o pessoal há mais ou menos 10 anos por causa do Dead Fish, tocamos juntos uma vez e nos tornamos amigos. Há poucos meses, conversamos com o Alyand e dissemos sobre nosso interesse em trabalhar de forma mais profissional na organização de shows para nos manter afastados de maus produtores e tocar em eventos de melhor qualidade. Ele achou que tinha tudo a ver com a proposta da produtora e iniciamos essa parceria que com certeza trará muito trabalho e diversão

11. Como se deu a volta do Pancho pra banda?
Pancho:
Basicamente, o Gil – o guitarrista que me substituiu – já não estava mais na mesma sintonia de sair para tocar e dedicar o tempo à banda e resolveu sair (isso segundo os caras da banda) e eu estava na fúria, querendo tocar, mas o HATEMOSFEAR não tem muita agenda né, daí rolou que a gente se falou, fez uma reunião e resolvemos voltar à formação clássica (risos).

Marcão: Na verdade ele nunca deveria ter saído, mas foi uma opção dele e a gente aceitou como sempre fizemos na banda. Ficou cerca de 5 anos fora e nesse tempo conseguimos o Gil que fez a banda andar esse tempo sem o Pancho.

gepeto-pbMarcão: A volta foi bem natural, o Gil tava com alguns problemas como tempo/família/trabalho/ noiva, e essas coisa não combinam com estrada, ficar longe de casa e estar sempre tocando. Aí o Pancho foi se aproximando da gente marcamos várias reuniões e em uma dessas ele se lançou e a gente convidou ao mesmo tempo para voltar a tocar com a gente e, é claro, o velho Pancho aceitou na hora .

12. O baterista Marcão agora está dividindo sua agenda entre o Ação Direta e o Dead Fish. E o Pancho voltou pra banda, mas continua com a Hatemosfear. Como vocês estão administrando as agendas?
Pancho:
Cara, o HATEMOSFEAR nem é problema porque a gente mal ensaia quanto mais tocar né… Agora com o Marcão a gente tá se virando assim, fizemos alguns shows com o Edu (baterista do NITROMINDS – que também tem uma agenda super ocupada) e no momento estamos ensaiando com o Kiko (baterista do NECROMANCIA) para eventuais próximas apresentações.

Marcão: No começo tivemos alguns problemas com agenda, pois quando entrei no Dead Fish, a agenda das duas bandas já tinham datas marcadas e o pior no mesmo dia, mas foram uns dois ou três shows, agora já temos o controle da situação pois é a mesma agência que agenda shows pro Ação Direta e pro Dead Fish e assim vamos administrando essa doidera toda. Quanto ao Hatemosfear, funciona bem parecido, mas fica mais fácil porque a banda não é tão ativa e assim temos tempo pra fazer essas logística louca.

13. As produções não param e já está a caminho um “Best of” a ser lançado por aí… Fale um pouco sobre isso:
Pancho:
Sim, tem um “Best Of” pra sair , provavelmente um lançamento SUDAMERICANO e por enquanto estamos selecionando as músicas.

Marcão: Na verdade gostaríamos de regravar algumas faixas de todos os discos até o Intervenção, mas agora fica meio fora de mão pra gente então o Best Of seria a melhor opção.

Galo: Existe um selo Peruano que irá lançar em breve um Best Of do Ação Direta.Serão aproximadamente 25 músicas de todas as fases do Ação.Para ilustrar estamos pensando em cartazes de shows de todas as fases.Em breve teremos novidades a respeito de datas de lançamento.

river-rock-a14.Quais são os próximos planos da banda?
Pancho:
Planos? Poutz, VÁÁÁÁÁRIOS!!! O problema é tempo para fazer tudo né? A gente pretende fazer um disco de covers, regravar alguma coisa do começo da banda, registrar em DVD um show legal, mas acho que primeiro vai sair o Best Of e na sequência um disco novo, que já começamos a trabalhar nas músicas novas.

Marcão: Estamos começando a compor músicas novas, ainda bem no esqueleto, mas o trabalho já está em andamento, e também temos um projeto de um disco de cover, mas no momento está arquivado na gaveta, é bem provável que depois desse tal disco novo venha esse de covers.

Galo: A banda pretende continuar na estrada tocando sempre que possível, sempre que as condições permitirem… Estamos iniciando composições novas, ensaiando com um baterista reserva (risos), pois o Marcão também está tocando com o Dead Fish e com o Música Diablo e quando as datas coincidirem iremos tocar com o Kiko de Castro do Necromancia que já está ensaiando a todo vapor… Pronto pra guerra… Afinal o rock não pode parar…

Ação Direta é:
Gepeto – vocal
Pancho – guitarra
Galo – baixo
Marcão – bateria

Para conhecer mais:
http://www.myspace.com/acaodiretaoficial

Amigos falam sobre Ação Direta

Posted by revoluta On May - 15 - 2009 1 COMMENT

frentelogoCompor, ensaiar,  pegar a estrada para levar o som da banda para lugares que nunca se imaginou conhecer. Dividir palco com outras bandas, tocar em grandes metrópoles ou cidades do interior. Tudo isso faz parte da trajetória de bandas da cena independente. Mais que isso: bandas envolvidas no underground, tem o traço de suas histórias cruzados com o de outras bandas. Abaixo o depoimento de alguns amigos que acompanharam e acompanham a trajetória da Ação Direta, além de algumas fotos de amigos e companheiros de palco .

“Conheço o “Ação” um pouco antes da banda da época do D.A. (Deflagração Atômica), banda que deu origem ao Ação depois. Com certeza é uma banda histórica, pois nesta época não tinha muitas bandas de hardcore no Brasil e principalmente no ABC, estávamos no que seria o fim do movimento punk e o estouro das bandas de thrash metal, e o Ação era uma das poucas que conseguia espaço nas duas cenas. Quem do ABC não se lembra da clássica camiseta com silhuetas que figurou no final dos anos 80 e começo de 90. A demo Temos que agir, não saía do meu toca-fitas com clássicos como “Pivete” e “Ação Direta”. acho que foi a banda que junto com o Psychic Possessor, WCHC, BSB-H começaram a cena hardcore brasileira.
Veio o primeiro LP, recebido com uma festa pela galera e graças à batalha deles, mas com certeza para mim o Entre a Benção e o Caos é uma obra-prima do hardcore/punk nacional, um clássico atrás do outro que segue atual até hoje.
E o que falar dos membros da banda? Das primeiras formações temos o Panda que é um personagem e rendia muitas histórias. O Pancho que retornou pra banda e eu considerava um puta cara criativo e ótima pessoa. Marcão quando entrou na banda, que foi aquilo, fez a banda evoluir musicalmente demais, o cara é um monstro. O Galo, o cara das boas risadas e sempre na correria e é claro do grande batalhador Gepeto, o cara que está firme até hoje, o cara que tinha paciência em gravar fitas pra mim com várias bandas para conhecer, o cara que sempre tava aí pra contar alguma história divertida e claro acreditar até hoje no que faz. Parabéns pra todos os membros e ex-membros do Ação.”
Luciano Juliatto – Bandanos

“Ação Direta sempre vai ser uma banda bem lembrada na cena. Porque além de ser uma das bandas mais competentes ao vivo, que eu conheço, os integrantes são caras de uma sinceridade e humildade FUDIDA!
Às vezes sou suspeito pra falar deles, pois além de ter um primo na banda, que foi um dos grandes responsáveis pelo som que escuto e faço hoje, temos também um “padrinho” – Gepeto – ele foi quem nos apresentou e deu início a mais uma banda da cena!!!
Mas quem conhece – sabe que o que eu falei é verdade.
Sem falar nas letras e riff’s feitos por eles – um som que só evoluiu, sem preconceito e sem frescura.Sem dúvida uma banda que serve de exemplo – Direta e com Muita Atitude!”
Batata – Imminent Chaos

“Sou muito suspeito pra falar do Ação Direta, fui a um dos primeiros ensaios e participei da gravação da primeira demo em 87. Um marco pra cena punk/metal que começava o crossover. Letras que são fodas e uns manos guerreiros que são camaradas acima de tudo. Não ficam parados vendo o vento soprar, evoluem o som e deixam mais violento a cada lançamento ! AÇÃO DIRETA É VITAL PRA CENA.”
Alexandre – Social Chaos, Bandanos, Cut Throat Discos e Bucho Discos

“A começar pelo nome, a banda já ganha minha simpatia: AÇÃO DIRETA remete à luta travada diariamente por todos que se julgam libertários e isso eles o são, com certeza.
Tocamos muitas vezes juntos e sempre foi muito positivo, tanto pela música em si, quanto pela amizade e respeito com os caras.
Gepeto e Cia. sempre estiveram no olho do furacão, sem medo de ousar e ultrapassar limites.
Um grande salve à banda Ação Direta e que continuem sendo como sempre foram: AUTÊNTICOS.”
Ariel – Invasores de Cérebros

“Falar do Ação Direta é como simplesmente contar histórias ou falar da minha própria vida.
Frequentamos os mesmos shows durante a segunda metade dos anos 80, viajamos e tocamos juntos inúmeras vezes, conheci e mantive amizade com todas as pessoas que passaram pela banda, os caras sempre frequentaram minha casa, influenciei por vezes até mesmo os rumos da banda, mas isto já é outra história…
Foi a primeira banda lançada pelo meu selo, já os vi ao vivo incontáveis vezes (“morpoder”), ou seja, se estamos há mais de 20 anos no hardcore, é porque somos todos loucos mesmo.
A paixão nunca morre, a chama nunca se apaga, a sensação de encarar um palco, encontrar as pessoas que você gosta, conhecer novas bandas, viajar, comprar discos, nunca morre, pode modificar-se, mas está no nosso sangue.
Enquanto houver forças e sinceridade, estaremos aqui, nos realizando e nos aliviando do stress da vida “comum”, procurando paz em meio a brutalidade sonora.
Meus parabéns Ação Direta!! Obrigado por existirem!”
Boka – Ratos de Porão, Pecúlio Discos e I Shot Cyrus

“O Ação Direta é uma instituição do hardcore nacional. Os caras estão há cerca de 20 anos na batalha ininterruptamente, lançaram excelentes álbuns e dentre eles, o “Revolta…” um dos mais perfeitos discos de hardcore já produzidos por aqui. Além disso, o Ação se consolidou na cena européia com diversas turnês e além de tudo sempre manteve a mesma humildade e o mesmo “profissionalismo”, sendo uma das bandas nacionais mais respeitadas nas cenas hardcore e metal do País. Longa Vida ao Ação Direta!”
Marcos Abreu – Agrotóxico e Extra Stout

“Conheci o Ação Direta antes do meio dos anos 90, acho que foi uma vez que nem vim pra tocar em SP, era um esquema de vir ver os amigos e andar de skate. Sempre tive conhecidos no ABC e colei num show aleatório assim. Eu me lembro que o Gepeto ainda tinha cabelo cara (risos), mas já fazia aqueles trejeitos conhecidos no palco.
A banda me chamou a atenção porque tinha algo de metal no meio do som, tipo os lances crossover do fim dos 80 e começo dos 90, que já não eram tão comuns, mas era mais rápido isso me chamou muito atenção também, lembro que o público era insaníssimo parecido com o povo do ES. Esta foi minha primeira impressão sobre o cenário no ABC e sobre aquela banda de “crossover” que ouvia pela primeira vez.
Muitos anos depois cheguei a trocar umas cartas com o Gepeto e os conheci pessoalmente.”
Rodrigo Lima – Dead Fish

“Só queria dizer que, apesar de eu não fazer parte do Ação Direta, eu já fui substituto na banda por duas vezes. No ano passado, logo que o Marcão entrou no Dead Fish, eu fiz 2 shows com eles tocando batera no lugar do Marcão. E 10 anos atrás, em 98 quando eles ficaram sem baixista, eu fiz 4 shows tocando baixo com eles.”
Edu Nicolini – Nitrominds

“Fala do Ação Direta é sempre bom !
O Ação Direta é a banda mais importante que aparece na virada dos anos 80 pros 90, numa época que o hardcore e o movimento punk estava ao meu ver em sua segunda entre-safra e também meio esquecido. Pois foi antes da era grunge e o “redescobrimento” do punk no Brasil.
Evolução constante, atitude e sempre tiveram uma qualidade que estava acima da média, na minha opinião.
O mais legal e inspirador é que os caras nunca se prenderam a fórmulas musicais e de comportamento. E disco após disco lançado em todos os anos de sua história os caras continuam sendo um diferencial importante pra cena underground brasileira.
Tenho muito orgulho de ser amigo destes caras!
Falar qualquer coisa mais seria chover no molhado!
Força Ação Direta !”
Bauer – Atroz

“Gepeto está junto com a gente na luta diaria do cotidiano. No corre sempre evoluindo no trabalho realizado com o AÇÃO DIRETA e no apoio a outras bandas.
Na época que o Lobotomia parou, o Ação estava começando. Eu particularmente já havia escutado uma ou outra música deles. Quando voltamos com o Lobotomia, o Ação Direta já havia ido para Europa algumas vezes. No tempo em que estivemos parados eles nasceram cresceram e estão em fase adulta.
Quando fui à Europa com o Sick Terror, onde passávamos tinha um adesivo, uma pixação ou alguém perguntando a respeito do Ação Direta.
Cheguei a ver um show deles abrindo para o Napalm Death e sem dúvida um dos melhores shows da noite.”
Makon – Lobotomia

Ação Direta & Amigos

amigos

Um dia com Leonardo Panço

Posted by revoluta On May - 15 - 2009 5 COMMENTS

Por Deise Santos

Não costumo escrever resenhas na primeira pessoa, procuro seguir a forma acadêmica de se fazer jornalismo ensinado nas universidades, mas nesse caso é quase impossível.
Há cerca de dois meses comprei meu exemplar do novo livro do meu colega de profissão Leonardo Panço, o Caras dessa idade já não lêem manuais e entrei, mais uma vez, para a lista dos “devo não nego, pago quando puder” do Srº Panço. Só que eu tenho um grande problema, não consigo usufruir do que comprei – principalmente livros – se ainda não paguei. Então, até pagar o livro na última semana, o simpático livro de capa vermelha e arte gráfica de Flávio Flock, ficou em cima da mesa do escritório e chegou a ir a São Paulo na minha mala, mas eu não li.
carasdessaidadeO que conhecia eram dois textos que o Panço havia me enviado via MSN antes de mandar o mesmo pra gráfica, para que eu sentisse o clima do novo livro dele e lógico que gostei demais.
Bom, eis que coloquei o simpático livro na bolsa e fui para a rua resolver coisas chatas, burocráticas, fila, etc…
Enquanto esperava o atendimento nos lugares e depois, no final do dia, enfrentava o trânsito caótico na Avenida Brasil e na Rodovia Presidente Dutra, eu viajei por Osnabrück, Bohmte, Hamburgo, Vila da Penha, Audio Rebel e nas descargas elétricas dos neurônios de Leonardo Panço, com sua forma de escrever ora leve, ora debochada, com toques de acidez e extremamente descolada.
No final do dia, eu tinha devorado as 132 páginas do livro, entre muitas risadas e reconhecimento de personagens e lugares citados nas mais de 40 crônicas e contos.
Ler um livro de ficção/não-ficção de um cara como o Panço, que há mais de duas décadas vive o rock e comprova que o mundo é uma ervilha, com graus de separação bem menores do que os seis previstos em alguma teoria espalhada por aí, é altamente recomendável.
Quem sabe depois de ler Caras dessa idade já não lêem manuais, você tenha uma vontade incontrolável de virar um bluesman…
Leitura altamente recomendável!

Para conhecer esse e outros trabalhos de Leonardo Panço clique aqui!

Down By Law: Academia de punk rock!

Posted by revoluta On May - 14 - 2009 ADD COMMENTS

Down by Law + Confronto + Cólera
(Circo Voador/RJ – 08/05/2009)

Por Alexandre Bolinho
Fotos: Mauro Pimentel

Sempre que rolam tours pelo Brasil de bandas gringas e que não tocam no Rio escuto aquela ladainha “aaah, o Rio sempre fica de fora”…”aaahh, só tem filho da puta nessa cidade, ninguém traz banda nenhuma pra cá”…”aaahh, nunca tem show nenhum nessa porra de cidade”…pois bem, na última sexta-feira uma das maiores LENDAS do hardcore mundial esteve nesta cidade esquecida pelos deuses do Rock e, infelizmente, o público que sempre reclama de ausência de shows simplesmente não apareceu.
Eram 10:30 da noite e a movimentação em frente ao Circo Voador era pequeníssima… Nesta noite, a lona mais tradicional da cidade receberia o DOWN BY LAW, além dos ícones brazucas CÓLERA e dos “local-heroes” CONFRONTO.
dsc_1935Entro no Circo Voador e o CÓLERA inicia sua apresentação para cerca de 10 pessoas. Mas aos primeiros acordes de “Medo” o público começa a correr pra dentro da lona e na segunda música, “CDMP” o pogo já era intenso e mais cheio. Show do Cólera é sempre a mesma coisa: um desfile de hinos e um público que sabe estar diante da maior banda da história do punk rock nacional. E tome “Verde não devaste” e “Deixe a terra em paz”, e tome o pogo ficando cada vez mais agressivo, e tome um show cada momento mais intenso, crescente.
Redson agradece a cada música e interage o tempo todo com o público. A banda toca intensamente e o público corresponde. Depois de cerca de 45 minutos o Cólera se despede deixando aquela sensação de que apesar de terem 30 anos de banda, ainda há muita lenha pra queimar.
Pequeno intervalo e muita conversa com vários camaradas da velha guarda, membros de bandas que fizeram história na cena nacional como Barneys, Dreadfull e White Frogs. E não demora muito, a banda-orgulho da cidade maravilhosa – Confronto – entra no palco. Já vi vários shows de Chehuan e cia, mas poucos tiveram uma recepção tão fria do público quanto esse.

dsc_1976

Mesmo com a banda dando 110% de energia e peso, a reação da platéia era quieta, parada, sem pogo, apenas observando. Talvez, o pequeno público presente não tivesse grande empatia com o crossover de metal e hardcore do Confronto, mas a banda deu um banho de presença de palco e profissionalismo, tocando com dedicação e energia. Ponto pro Confronto.
E chegava a hora dos donos da noite. Dave Smalley e cia adentram o palco e antes de qualquer acorde o vocalista fala: “faz 10 anos que tocamos aqui e não acredito que passamos tanto tempo sem vir ao Rio! Boa noite, nós somos o Down By Law”!
E os primeiros acordes de “Independence Day” quase levam às lágrimas metade do público, incluindo este escriba. O Down By Law é daquelas bandas que são influência com todas as letras maiúsculas pra TODA uma cena dentro do hardcore, e pela segunda vez estavam ali, na nossa frente (a primeira vez que tocaram no Rio foi em 99, no extinto Ballroom). E tome “Bright Green Globe”, “Nothing good on the radio”, “1944″ e “The last brigade” (a surpresa da noite para mim), com um pogo animal e uma platéia que cantava todas as letras. Neste momento nem parecia que havia pouco mais de 200 pessoas no Circo Voador: cada presente cantava como se fosse o último show de sua vida, e a coisa seguia em um crescente que ilustrava de maneira evidente tudo aquilo que chamamos de hardcore!
dbl2Dave Smalley apesar de seus 40 e tantos anos parece um garoto no palco, esbanjando energia e simpatia. Seu fiel escudeiro Sam Willians segue sendo um dos guitarristas mais talentosos da cena americana, tocando seus riffs elaborados e batendo cabeça como um legítimo banger! O repertório passeia por todas as fases da banda e se você é fã do DBL pode ter certeza, não faltaram clássicos dos anos 90: “Punk as fuck”, “Burning heart” (cantada em uníssono pela platéia), “All american”, “Hit or miss” e “USA today” – todas estavam lá.
Perto do final do set list uma briga quase quebra o clima do show: a banda encerra sua apresentação e os seguranças do circo agem rápido apaziguando – de maneira não muito “gentil” – o conflito. E quando a banda volta ao palco, é pra detonar de vez o coração dos fãs mais antigos: “Under your influence” do DAG NASTY (banda histórica da qual Dave Smalley foi vocalista”) dá o ponto final a um show histórico! E confesso: só não fui às lágrimas porque resolvi subir ao palco pra cantar com Dave – e fui salvo por André (Nitrominds) de ser jogado lá de cima pelo segurança! Inesquecível. Além de tudo, a simpatia, simplicidade e respeito de Dave Smalley – uma lenda do hardcore mundial – com o público durante e depois do show são emocionantes e de dar inveja em 10 de cada 10 “estrelas” do underground brazuca.
Ao final, durante uma conversa com Dave nos bastidores, a pergunta inevitável: alguma chance de uma tour do Dag Nasty? “Mínima” ele responde. “Brian (Baker) e Colin (Sears) têm família e filhos, nós vivemos em cidades diferentes e não tocamos juntos há anos. Mas seria ótimo”. Ficamos na espera levando no coração a certeza de que enquanto houverem bandas como o DOWN BY LAW, o hardcore terá nome, cara e voz.

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Sobre a editora Carioca de nascimento, moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cidadã do mundo por opção. Deise Santos é amante da cultura em todas as suas vertentes e responsável pela Revoluta Produções e Assessoria de Imprensa.

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