9
September , 2010
Thursday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Archive for April, 2009

Resenha – Pünk na Päsköa 2009

Posted by revoluta On April - 14 - 2009 ADD COMMENTS

Pünk na Päsköa 2009
(Hangar 110/SP – 10 e 11/04/2009)

O Pünk na Päsköa, festival organizado pelo selo RedStar Recs, chegou ao quarto ano e o que já era esperado foi confirmado pelo público que lotou o Hangar 110 nos dois dias: o evento já virou uma tradição no feriadão de páscoa.
A fórmula de 14 bandas divididas em duas noites mais uma vez deu certo, com alguns deslizes normais num evento deste tamanho, mas que não tiraram a beleza da festa. Pelo palco do Hangar 110 passaram bandas de punk rock, ska, crossover, hardcore e metal mostrando a diversidade da cena underground brasileira e a harmonia entre bandas e estilos.

Texto Por Deise Santos

Fotos de sexta por Kaio Ramone


Sexta-feira – 10/04
Busscops + Naifa + Kaos 64 + Armagedom + Bandanos + Lobotomia + DFC

kaos64_punkpaskoa

As bandas que abriram a festa foram Busscops e Naifa, que infelizmente não pude ver por estar na estrada, a caminho de Sampa. Kaos 64 foi a próxima, com seu punk rock ácido e um show na medida certa, com o público chegando e entrando no clima da festa.
A banda tocou sons do álbum Nascemos para protestar e abriram espaço para em seguida subir ao palco a banda Armagedom, esperada por muitos que já haviam chegado ao Hangar 110 até aquele momento.
Sem dúvidas a banda tem experiência de anos de estrada e um show muito energético, entre os sons a banda levou “Ataque Suicida” e “Vingança”, mas infelizmente o som da casa ficou grave demais e a passagem do Armagedom pelo palco foi prejudicada por esse problema técnico.
bandanos_punkpaskoa01Na sequência, um circle pit foi sendo formado ao primeiro acorde da guitarra de Marcelo Papa, era a banda Bandanos no palco, levando pra frente a galera das bandanas e bonés levantados.
O show foi uma mescla de novos e velhos sons, onde tocaram “Indiferença”, “Justiça das Ruas”, “A song for George Romero” e músicas que estarão no split com Violator, apesar de alguns problemas nos microfones, a passagem do quarteto agitou o público e os cycos deixaram o palco para que o Lobotomia entrasse detonando tudo com “Nada é o que parece”, com Fralda (ex-RDP) no comando das quatro cordas e a participação de Gepeto em uma das músicas.

dfc_punkpaskoa3A banda tocou sons do novo álbum Extinção e clássicos esperados como Lobotomia, a noite foi chegando ao fim e entrou no palco os brasilienses do DxFxCx, Túlio e companhia fecharam o primeiro dia com muito hardcore, num clima de festa. O público se sentiu à vontade para subir no palco e dar stages dives a todo momento e a banda brindou o público com suas músicas divertidas e rasgadas como “Todos eles te odeiam”, “Vai se fuder no inferno” e pra fechar “Molecada 666”, com o palco cheio de uma molecada que parecia estar possuída pelo demônio e assim terminou o primeiro dia do festival.

.

Sábado, 11 de abril
Imminent Chaos + Extra Stout + DZK + Atroz + Ação Direta + Invasores de Cérebros + Cólera

O público apareceu em peso ao Hangar 110, para mais um dia da festa do coelhinho, sem chocolate, mas com muita cerveja e sonzeira rolando direto. Os trabalhos foram abertos bem cedo pela banda do ABC paulista, Imminent Chaos, hardcore/metal de qualidade, mas por conta do horário somente um pequeno grupo de pessoas pode conferir a brutalidade sonora que é um show desse trio, que tocou músicas do álbum Corrosion of Human Essence, entre elas “Last Judgement” e do novo álbum que será gravado no estúdio DaTribo, como “Labuta”. Pra quem não viu, aqui vai uma palhinha:

Com a casa um pouco mais cheia, subiu ao palco a banda de ska Extra Stout, com 8 integrantes (entre eles integrantes do Agrotóxico e do Flicts) a big band de ska contagiou a galera presente com um ska bem executado, com letras divertidas e aquele “quê” de felicidade que os metais conseguem dar a esse ritmo. Entre as músicas estavam “Me sinto bem”, “Pai Tomé” e uma versão de “O poderoso chefão”, que foi devidamente oferecida pela banda ao Alemão, dono do Hangar110. A única representante do ska no fest deu seu recado e já deixou o público no esquema para receber a banda DZK, punk rock clássico que tem seu lugar de destaque, merecidamente, dentro da cena underground e que fez um show redondo, com as clássicas “Crianças Abandonadas” e “Desespero”, no repertório. O quarteto deixa o palco e é a vez da Atroz entrar em cena, com o som cada vez mais brutal a banda apresentou músicas do novo álbum Diabolus in Lula, como “Os donos do Mundo”, com letra escrita por Jonhie (vocalista da banda portuguesa Simbiose) e “Bandeira”, além de músicas do primeiro álbum da banda como “Emissário da Guerra”, “Vacilou se fudeu” e pra fechar “Só nos resta o ódio”.
Na sequência subiu ao palco mais uma banda do ABC paulista, a Ação Direta, com 20 anos de estrada, a banda está em plena forma, com um show contagiante, temperado pelas letras afiadas e a sonoridade cada vez mais direta e pesada. “Corpo Fechado”, “Entre a benção e o caos” e “Deuses, Dogmas e a Violência”, fizeram parte do set list desse autêntico show de hardcore, com pitadas elevadas de metal.
Pausa para respirar, num Hangar 110 lotado e sobe ao palco os Invasores de Cérebros, ninguém duvidava que seria mais um show histórico dessa banda – que por si só já conta a história do punk rock no Brasil, junto com outros nomes não menos importante para a cena underground tupiniquim -, mas ver Ariel e sua turma no palco é sempre uma aula de amor ao punk rock, com a execução de um show intenso mesclado com palavras de ordem entre as músicas, sarcasmo e muita acidez nas letras. Entre os sons “Porra de Vida” e “São Paulo”, com a galera subindo pra cantar junto e fazendo a festa.
Com o público no auge, depois da passagem de bandas de vários estilos, ainda mais para quem foi aos dois dias no Hangar 110, chegou a hora do trio Cólera entrar no palco. O show tinha uma atmosfera de festa e alegria e apesar da casa estar cheia, a harmonia estava no ar: público empolgado e banda idem, temperos importantes para uma autêntica festa punk, orquestrada por uma banda que está há 30 anos na ativa. Como o tempo foi democraticamente dividido entre todas as bandas, o público assistiu a um show curto, o que não é muito comum em se tratando da banda Cólera, mas o que foi visto e ouvido foi o que poderíamos chamar de “filé sonoro” da discografia do trio, começando com “Cultural Revolução”, “São Paulo”, “Águia Filhote”, “Medo” e pra fechar “Pela Paz em todo mundo”, que pode ser vista e ouvida aqui:

Enquanto a banda tocava uma música atrás da outra, o público respondia à altura e era possível ver no pogo integrantes das bandas que dividiram o palco se divertindo junto com os fãs.
Bela forma de se terminar uma festa, que durou dois dias e pode ser vista como um raio-x da cena underground, com shows de qualidade e casa lotada.

Macakongs 2099 – uma década de histórias

Posted by revoluta On April - 8 - 2009 1 COMMENT

A banda Macakongs 2099 acaba de completar uma década de vida, com algumas (várias) mudanças na formação. O envolvimento de seus integrantes com a cena hardcore brasiliense é um dos motivos dessa banda ter surgido, já que ao menos Phu e Robson estão em contato com a cena idnependente de Brasília há duas décadas. O bate-papo com o guitarrista Robson,  revela um pouco da história da banda, as mudanças na cena brasiliense e a oponião sobre o uso da internet como ferramenta de divulgação das bandas.

Por Deise Santos

macakongsComo surgiu a idéia de montar a banda e de onde veio o nome?
Robson:
A idéia de montar a banda veio de uma conversa entre 3 velhos conhecidos da cena HC de Brasília. Eu, o Phu e o Evandro. O Vernon Walters onde eu tocava tinha acabado, o Phu tinha saído do DFC e o Royal Street Flesh do Evandro tinha acabado. Então pela vontade de continuarmos a tocar montamos a banda. E de repente o Evandro apareceu com esse nome, dizendo que tinha lido nos gibis do Wolverine que os homens macaco em 2099 dominariam o mundo e essas coisas… enfim gostamos do nome e aceitamos a proposta.

Quantas mudanças na formação?
Robson: Incontáveis mudanças, somos a banda de Brasília que mais mudou de integrantes. Eu mesmo já sai da banda 2 vezes e voltei, hehehe

Com 3 anos a banda já havia feito 70 shows, ao completar 10 anos você tem noção de quantos shows vocês fizeram e por quantas cidades vocês já passaram?
Robson: Acho que estamos com mais de 500 shows nas costas. Já passamos por todas as capitais do Nordeste, Belém no Norte, tocamos em Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba. Falta tocarmos no Acre, Rondônia, Roraima, Raposa Serra do Sol, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

A Macakongs é uma banda ativa e que vai além do formato CD, videoclipe e shows, tendo inclusive lançado uma revista em quadrinhos, a Macakomics e teve uma de suas músicas na trilha do filme Canibal Maniac. O que você acha que falta a banda fazer?
Robson: Nunca pensamos muito nisso não. Nesse ponto somos meio niilistas, vamos tocando, fazendo música, e gravando discos por diversão e para espantar o tédio. Dinheiro não rola mesmo, pois seria ótimo poder viver só pra música. Mas acho que pra banda seria importante uma tour pela Europa, não é difícil, é só nos organizamos pra isso, mas acredito que em 2010 vai acontecer.

O quarto CD da banda, Tropicanália, chegou cheio de participações ilustres como Gepeto (Ação Direta), X (ex- Câmbio Negro), Túlio (DFC), GOG e Digão (Raimundos), participações essas que supriram a falta de vocalista na banda. Vocês já pensaram em fazer um show com a participação desses amigos?
Robson: Essas participações foram importantíssimas, são amigos que nos deram uma força quando precisamos. Queremos tocar com todos, no lançamento do disco a idéia inicial era de tentar trazer todos para participar mas foi impossível fazer isso. Convidamos o GOG e o Tulio para cantar conosco no show do Porão do Rock de 2008 e foi maravilhoso. Mas conseguir juntar a galera é dificil são compromissos diferentes e as agendas acabam não batendo.

black-metalSabemos que Brasília e o centro-oeste tem bons festivais e já apresentou boas bandas para o resto do Brasil, mas sempre fica aquela curiosidade. Como anda a cena brasiliense?
Robson: Bom, cena como existia nos anos 80 e 90 não existe mais. As pessoas compram poucos discos, os produtores raramente pagam sequer uma garrafa de água pras bandas, shows que atrasam uma eternidade pra começar e isso desestimula as pessoas a irem, além de outras coisas que desanimam. Há excelentes bandas em brasilia como o DFC, Os Maltrapilhos, XLinha de FrenteX, Galinha Preta, More Tools e etc. Mas shows são poucos por falta de espaço e de produção que respeite as bandas. O que acontece atualmente de “melhor” em Brasília em termos de produção acredito que é o Porão do Rock, os shows que o Márcio do Maltrapilhos faz de vez em quando, entre poucos outros.

Como surgiu a idéia de montar um selo independente?
Phu:
Surgiu da falta de selos que quisessem nos lançar. Então criamos o selo para lançar nossos discos e das bandas dos amigos

Qual foi o seu primeiro contato com o rock?
Robson: Quando eu tinha uns 5 ou 6 anos de idade lembro do meu pai ouvindo Creedence, Pink Floyd, Eric Clapton e essas coisas, foi por aí meu primeiro contato com o rock.

Qual o primeiro álbum que você ouviu?
Robson: Na verdade não teve um único primeiro álbum, eu comecei ouvindo um monte de coisas ao mesmo tempo. Quando fui me interessar por música mesmo eu tinha uns 12 ou 13 anos, e comecei ouvindo o Garotos Podres “Mais podres que nunca” , o Ramones “Rocket to Russia”, o AC/DC “Fly on the Wall”, as bandas de Brasília na época como o Detrito Federal que era a minha predileta, entre muitas outras bandas.

30set2006-40São dez anos de bandas, quais seriam as coisas que continuam exatamente iguais dentro da cena undeground e o que mudou?
Robson: O makacongs2099 tem 10 anos mas principalmente eu e o Phu temos 20 anos que tocamos em bandas, e participamos do underground brasiliense. E em todo esse tempo já vimos de tudo como shows feitos improvisados com 1 amplificador pra ligar todos os instrumentos e a voz, bateria com pele rasgada, polícia mandando parar o show, e todas essas coisas que acabam sendo comuns em nosso meio.
Hoje o que continua igual é a capacidade de renovação, sempre tem banda surgindo, sempre tem algum moleque querendo montar banda ou fazer shows.
A coisa que melhorou é a estrutura para show que, apesar de não ser a ideal, está bem melhor. Hoje em dia é comum ter amplificadores marshall, meteoro, baterias de qualidade, operadores de som que sabem operar e isso é uma grande coisa.
E a maior mudança de todas é, sem duvida, a Internet. Na minha opinião ela fez uma verdadeira revolução na música e no modo como a encaramos.
Acabou o monopólio das grandes gravadoras,  hoje qualquer banda grava sua música e/ou o clipe coloca no site e em segundos o mundo inteiro pode conhecer a banda e tudo isso com baixíssimo custo.

Macakongs 2099 é:
Robson [guitarra]
Phú [baixo]
Traidôr [vocal]
Fabricius [guitarra]
Fredvan [bateria]

Para conhecer mais:
www.macakongs2099.com.br
www.myspace.com/macakongs2099
www.fotolog.com.br/m2099

Para entrar em contato:
macakongs2099@hotmail.com (email e msn)

Rasta Knast no Rio de Janeiro

Posted by revoluta On April - 6 - 2009 ADD COMMENTS

A banda alemã de punk rock Rasta Knast desembarca no Brasil na segunda quinzena de abril para uma mini-turnê e tocará no Rio de Janeiro no dia 26 de abril, domingo, junto com os norte-americanos da banda The Aggrolites. Quem for conferir esses dois memoráveis shows ainda poderá balançar os esqueletos ao som das pick-ups comandadas por DJ Luca e Laos (Bangarang Sound System). O show será no Teatro Odisséia, local que tem sido palco de bons shows gringos, além de abrigar festas que tem agitado as noites cariocas.
Os ingressos custam R$50 no dia, mas quem quiser garantir um desconto e pagar só R$30, acesse: www.radiolarecords.com.br/clubska, preencha o formulário, escolha o Plano Basic (ou se quiser garantir outros shows do Club Ska escolha outro plano), imprima o comprovante e apresente na entrada do show.
No mais é se preparar para curtir a festa.

lambe_aggro_rasta

Serviço:
Rio Punk Reggae Party com as bandas:

Aggrolites – www.radiolarecords.com.br/theaggrolites
Rasta Knast – www.myspace.com/rastaknast
+ DJ’s Luca e Laos
Data: 26/04/2009
Horário: 19h
Local: Teatro Odisséia – Rua: Mem de Sá, 66
Ingresso: R$30*/ R$50 (na hora)

*Compre com desconto em www.radiolarecords.com.br/clubska

Veja agenda completa no hotsite da turnê brasileira: www.myspace.com/rastaknastnobrasil

Documentário sobre hardcore nos anos 90

Posted by revoluta On April - 5 - 2009 4 COMMENTS

dfcNo blog Hardcore Memória é posssível acompanhar o processo de produção do documentário Hardcore 90: uma história oral. O documentário partiu do projeto acadêmico do historiador Marcelo Fonseca, formado pela PUC-SP, que pretende contar como foi a cena hardcore brasileira na década de 90, a partir de depoimentos de fanzineiro, integrantes de bandas e pessoas envolvidas na cena undeground. No blog existem trechos de entrevistas feitas com integrantes de bandas como Personal Choice, DFC, Street Bulldogs e TPM.

Pünk na Päsköa 2009

Posted by revoluta On April - 5 - 2009 ADD COMMENTS

O festival Pünk na Päsköa, chega à sua quarta edição e já pode ser considerado uma tradição para alguns frequentadores do underground paulistano. O festival que dura dois dias e reúne 14 bandas é uma ótima opção para os paulistanos que não viajam no feriado da páscoa ou para as pessoas que vão a São Paulo em busca de diversão com boas doses de punk rock, hardcore, crossover e ska.
Esse ano, entre as bandas que subirão ao palco do Hangar110 estão Cólera, Ação Direta, Imminent Chaos, Bandanos, DFC, Armagedom, Lobotomia, entre muitas outras. A produção é do selo RedStar Recordings, a casa abre às 19h e os ingressos para os dois dias custam R$15.

flyer_punk-na-pascoa-20092

Confira a programação:

10/Abril – Sexta
DFC – LOBOTOMIA – BANDANOS – ARMAGEDOM – KAOS 64 – NAIFA – BUSSCOPS

11/Abril – Sábado
CÓLERA – INVASORES DE CÉREBROS – AÇÃO DIRETA – ATROZ – DZK – EXTRA STOUT – IMMINENT CHAOS

Local: Hangar110 – Rua: Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro (100 metros do Metrô Armênia)
Ingressos:
*Antecipados: R$ 10 / R$ 15 (para os 2 dias)
Na Porta: R$ 15

*Galeria do Rock (255: loja 255 e Flame: loja 222)

Recent Comments

O Portal Revoluta foi criado pela jornalista, produtora cultural e inquieta por natureza, Deise Santos. Começou como um blog, o Informativo Revoluta, que agora ganha o formato de site, com domínio próprio.
O objetivo continua o mesmo, veicular informações sobre a cena independente através de entrevistas, resenhas, matérias e artigos para o maior número de pessoas possível, ao redor do mundo.

Sobre a editora Carioca de nascimento, moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cidadã do mundo por opção. Deise Santos é amante da cultura em todas as suas vertentes e responsável pela Revoluta Produções e Assessoria de Imprensa.

Recent Comments

Cólera no velho continente!

On Oct-15-2008
Reported by revoluta

Dead Fish + Nitrominds + Confronto + Zander

On Mar-8-2009
Reported by revoluta

The Queers fará mini-turnê pelo Brasil

On May-20-2009
Reported by revoluta

Ciclo de Cinema Independente Brasileiro no Cine Olido

On Oct-1-2009
Reported by revoluta