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September , 2010
Wednesday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Archive for February, 2009

Dead Fish está contra todos?

Posted by revoluta On February - 20 - 2009 ADD COMMENTS

Dead Fish acaba de lançar Contra Todos, pela Deckdisc, e entre uma entrevista e outra, além da correria diária, o vocalista Rodrigo arrumou um tempo para responder a uma breve entrevista para o Revoluta, onde fala dos anos na estrada, as mudanças na formação e o novo álbum. A banda não se deixou levar pelo modismo e buscou o diferencial, o que fez dela uma das mais respeitadas e reconhecidas bandas nacionais. Confira o bate-papo:

Por Deise Santos

Fotos por Luringa

A banda chega à maioridade este ano. O que significa pra vocês, todos esses anos na estrada?

Aprendizado, basicamente isso, a gente acha que sabe muita coisa quando está começando, mas depois de muitos anos a gente olha pra trás e vê que aprendeu bastante.

O que está dentro da mala do Dead Fish? O que vocês “colecionam” em todos esses anos?

Acho que colecionamos muitas viagens pra lugares que nunca iríamos com uma vida comum, vários amigos sinceros e risadas, alguns inimigos e brigas boas de se lembrar, uma visão diferente de mundo que a maioria das pessoas quase nunca vê, e muitos, muitos problemas que serviram pra gente ir aprendendo. Sem falar em seis álbuns e muitas turnês.

dead-fish-promo-2009-02Tem alguma coisa (pensamento) que acompanha vocês desde o início da banda? Ou no decorrer dos anos as coisas mudaram na cabeça de vocês em relação à cena e à proposta da banda?

Não sou mais o garoto de 16 anos que fundou a banda, mas alguns sentimentos ficam sim, como querer estar na estrada, ver as pessoas, conhecer lugares novos.

Dead Fish é uma banda que tem um público diversificado, desde os amigos que acompanham vocês desde os idos anos 90, como outros que nasceram com ou depois da Dead Fish. Vocês têm um termômetro dessa diversidade através de contato e como isso se reflete na banda (composições, letras…)?

Eu não consigo explicar isso, somos velhos, nos sentimos velhos, mas a gente sempre teve uma constante renovação de público e isso é complicado de explicar. Talvez por sempre termos sido uma banda em constante mudança internamente.

Contra Todos é direto e a primeira música do álbum mostra que não é hora de meias palavras, é isso mesmo que vocês queriam passar?

Exatamente, não temos mais tanto tempo pra ficar floreando as coisas, não neste.

O novo álbum traz letras politizadas, o que é uma marca registrada da banda, mas o conteúdo deste parece ser mais direto, isso tem a ver com a mudança pra São Paulo? É o reflexo de um novo ângulo de visão das crises e problemas?

Eu acredito que sim, a gente vai fazer 5 anos de São Paulo, nossa relação com a cidade é de amor e ódio como acontece com todos que vivem aqui.

Problemas na real vão estar sempre aí, até a gente morrer este país vai mudar muito pouco do que é hoje, mas precisamos dar uma visão diferente pra fazer outros caminhos pra superarmos isso. Talvez nossos filhos e netos consigam fazer algo mais profundo, a gente tem é que segurar a onda por hora.

Asfalto é um diário de bordo que se aplica a qualquer banda que como vocês não para nunca. Que histórias inesquecíveis vocês podem contar das horas que vocês passam na estrada pra chegar num local pra tocar? Teve “aquela situação” que todo mundo se lembra sempre que se fala das turnês que já fizeram?

Sempre vamos lembrar das coisas que passamos na estrada, “Asfalto” fala sobre isso.

Me lembro de uma vez no Rio que fomos deixar o Bambo (ex-guitarrista do noção de nada) na porta da rodoviária Novo Rio, nosso motorista da van pegou uma contramão pra tentar pegar a alça de volta pra Ponte Rio-Niterói, o cara fez uma lambança e fomos abordados de arma na mão por duas viaturas da policia, neste dia eu tive certeza que ia morrer, porque os policiais estavam putos porque o Clebão (o motorista) estava indo em direção a uma favela, na contramão com uma van e uma carretinha atrás no meio da madrugada. Os “bigode” disseram que era pra abrir fogo na hora, estavam putassos e aí começaram a enrolar a gente, perguntar das notas dos CDs (isso está na música) levaram a gente pra um canto onde tinham umas docas sinistras, e pra variar o Alyand desenrolou a situação.

Outro ponto que é abordado no novo álbum é a relação do homem com essa nova(velha!) ordem mundial que é o consumo. E curiosamente Subproduto e Descartáveis mostram essa relação, falam de escolhas e opções. Será que há solução? Será que o homem voltará a ser valorizado ou o que sobrar vai mesmo pra debaixo do tapete?

Não acredito em solução, não antes de uma enorme cagada mundial tipo um tsunami de plástico ou uma tempestade de bituca de cigarro atômica. Eu acho que as coisas pioram, sempre achei isso. Até mês passado as pessoas me chamavam de “Sr apocalipse” “menssageiro do fim” estas porras, mas agora nego vem dar tapinha nas costas e falar “é, tá foda”. Mesmo assim eu acho que as pessoas não vão mudar de postura, leva um tempo pras pessoas, até os pobres, entenderem que não precisam de metade do que consomem ou até mais.

Vocês acreditam no poder transformador da arte? Da música mais especificamente como influência para reflexões e tomadas de atitudes?

Não acredito não, a arte pode ajudar as pessoas a tomarem consciência de si mesmas e do mundo, mas só ela não faz diferença, tem que ter um fim de mudança mesmo, com economia, educação, meio ambiente envolvido e isso não se faz só por meio da música ou da arte.

dead-fish-promo-2009-09A banda passou por mudanças na formação recentemente. Como está sendo a adaptação à “nova cozinha”?

Tem sido tranquilo pra banda e mais tempestuoso pra mim eu acredito.

Porque tem sido tempestuoso pra você a adaptação ao novo baterista?

É complicado pra mim que vivi com o cara mais de 20 anos, sou amigo dele antes de ter uma banda entende?

E como foi o processo de escolha e como chegaram ao Marcão que tem uma pegada muito mais agressiva e técnica do que o Nô?

Queríamos que fosse alguém que entendesse o rolê do hardcore, as condições os perrengues e tudo mais e que não fosse tão jovem porque nem ia combinar também. Daí fizemos testes com amigos e chegamos facilmente nele.

Os integrantes da banda são envolvidos com outros projetos e bandas. Vocês podem falar um pouco sobre isso?

Sim, o Phil tem o Zander e produz bandas, o Alyand tem o Meiso, que é um projeto social na periferia de SP e toca no 88 Não, o Marcão toca no Ação Direta, no Música Diablo e tem o bar dele no ABC e eu escrevo pra uns sites aqui e ainda me dedico exclusivamente ao Dead Fish.

Deixo o espaço pra vocês deixarem o recado de vocês:

Obrigado aí Deise, valeu pelo espaço. Apareçam no lançamento do Contra todos no Circo Voador.

Vai framengo!

Para conferir a resenha de Contra Todos clique aqui.

Mais sobre a banda:

http://www.deadfish.com.br

http://www.fotolog.com/deadfishoficial

http://www.myspace.com/deadfishoficial

Dead Fish – Contra Todos

Posted by revoluta On February - 20 - 2009 1 COMMENT

adesivo-virtualContra Todos
(Deckdisc – 2009)

Contra todos é papo reto. Não espere um álbum com mensagens subliminares e poesia, esta há, mas sem muitas flores. Arrisca-se dizer que é um retrato em preto e branco do que vivemos hoje: expressivo nas formas e linhas delineadas nas letras que parecem ser um basta ao que nos é empurrado goela abaixo nas relações com o mundo moderno e todo o consumismo latente em cada esquina. Mas tem um ar de esperança, um alaranjado ou um vermelho, em algumas composições que falam do poder de escolha de cada um, como em Subproduto e Descartáveis, e algumas sombras como em Venceremos, O melhor exemplo do que não seguir e na faixa-título Contra Todos, mas não são sombras negativas, são reflexões, é como se jogasse alguém no meio da roda de pogo e dissesse “você está aí, se vira”.
A presença de uma só guitarra na banda proporcionou um som mais direto, mas sem deixar de ser a Dead Fish que conhecemos, com sua pegada melódica, acelerada, criativa e autêntica. A coesão conseguida neste álbum dá a impressão de que as músicas nasceram prontas, o álbum é cru, enérgico e simples, por isso mesmo ele inquieta quem o ouve. Não tem mistério, é punk rock e hardcore misturados em quatorze faixas elaboradas por quem amadureceu nos palcos, vivendo e vivenciando o som. No mais é ouvir e tirar suas próprias conclusões. Altamente recomendável.

Deise Santos

Hora do Planeta

Posted by revoluta On February - 18 - 2009 ADD COMMENTS

papel_de_parede_hora_do_planetaA Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma  iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas.
No sábado, dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, a Hora do Planeta pretende atingir 1 bilhão de pessoas em mil cidades.
A Hora do Planeta é um ato simbólico e você também pode participar, demonstrando sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas.
Este ano espera-se contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.
O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental. Promovida pela primeira vez no Brasil, a Hora do Planeta conta com a adesão da cidade do Rio de Janeiro, empresas e artistas.
Para participar, cadastre-se em: www.horadoplaneta.org.br

Sobre o WWF-Brasil

O WWWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras  gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de
conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: http://www.wwf.org.br/

Animal Liberation Fest IV

Posted by revoluta On February - 10 - 2009 ADD COMMENTS

A quarta edição do Animal Liberation Fest, acontecerá no próximo domingo no Galpão do Jabaquara, local onde acontece a tradicional Verdurada.
A edição deste ano contará com a participação dos chilenos da Asunto e Fuera de Linea, além do crossover nervoso da Bandanos e as bandas Live by the fist, Positive Youth e Still Strong.
Quem for de outra cidade ou estado e quiser reservar seu ingresso entre em contato através do e-mail:
sevenxeightxlife@terra.com.br

animal-liberation

Serviço:
ANIMAL LIBERATION FEST IV
BANDAS:
LIVE BY THE FIST
ASUNTO (CHILE)
BANDANOS
POSITIVE YOUTH
STILL STRONG
FUERA DE LINEA (CHILE)
Data: 15/02/2009
Horário: 15h
Ingresso: R$10*
Local :GALPÃO DO JABAQUARA (MESMO LOCAL DA VERDURADA)
Rua: Anita Costa, 155 – Metrô Jabaquara

*VENDA DE INGRESSOS NA GALERIA DO ROCK:
FLAME- LOJA 222 – 1o ANDAR
255 – LOJA 255 – 1o ANDAR
VEGAN PRIDE – LOJA 424 – 3o ANDAR

Chibuku no Brasil

Posted by revoluta On February - 10 - 2009 ADD COMMENTS

bandOs alemães da banda de Psychobilly Chibuku chegarão esta semana para mais uma tour durante o verão na terra brasilis.
Durante esta tour que passará por São Paulo, Maringá, Rio de Janeiro e no já tradicional Psycho Carnival, evento que acontece anualmente em Curitiba, onde tocarão ao lado de figuras carimbadas do cenário psycho nacional e internacional, a banda lançará o álbum “15 years of Psychotic Power Rock ‘n’ Roll”, que reunirá 20 sons, algumas antigas gravadas ao vivo e outras inéditas.
No Rio de Janeiro os alemães tocarão pela terceira vez no Rio de Janeiro, dessa vez na Audio Rebel, ao lado d’Os Carburadores e Mauk e os Cadillacs Malditos, no dia 15 de fevereiro, em uma matinê que promete ser infernal.

tour1

Segue a agenda:

12/02 @ Osasco/SP
+ Degolados e Lixo Atômico
Anos 50 Bar – Rua Dona Primitiva Vianco,750
Horário: 19h
R$10

13/02 @ São Paulo
CB Bar – Rua Brigadeiro Galvao,871, Sao Paulo, São Paulo
Horário: 20h
Ingresso: R$15/ R$20

14/02 @ Indaiatuba
+ The Honky Tonk Riders
Plebe Bar – Rua Humaitá, 930 Centro, Indaiatuba, São Paulo
Horário: 22h
Ingresso: R$10

15/02 @ Rio de Janeiro
+ Os Carburadores e Mauk e os cadillacs malditos
Audio Rebel – Rua: Visconde de Silva, 55 – Botafogo
Horário: 17h às 22h
Ingresso: R$10

19/02 @ Londrina
+Billys Bastardos
Strettos Bar – Av.JK 472, Londrina, Paraná
Horário: 22h
Ingresso: R$ 10

20/02 @ Maringá
+ Brown Vampire Cats
A Base Bar – Av.Cerro Azul,323, Londrina, Paraná
Horário: 20h
Ingresso: ??

21/02 @ Curitiba
+ Billys Bastardos,Los Primitivos, Damn Laser Vampires, Sick Sick Sinners…
Clube Operário – Psycho Carnival 2009

Buzzcocks no Circo Voador!

Posted by revoluta On February - 5 - 2009 1 COMMENT

imgp1210Calma, os rapazes não voltaram pra mais uma tour brasileira…
Mas quase dois anos depois do momento antológico no Circo Voador, a casa resolveu disponilizar o áudio do show do Buzzcocks, que aconteceu no dia 30 de abril de 2007, uma segunda-feira que entrou pra história de muita gente que foi até à lona carioca.
Quem foi vai poder reviver cada acorde do show e quem não foi, poderá conferir o que foi esse showzaço dos rapazes ingleses.
Baixe, curta e divulgue:

Ouça Buzzcocks no Circo Voador!

No blog do Circo Voador, é possível baixar outros shows, entre eles o do Franz Ferdinand, acesse aqui.

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O Portal Revoluta foi criado pela jornalista, produtora cultural e inquieta por natureza, Deise Santos. Começou como um blog, o Informativo Revoluta, que agora ganha o formato de site, com domínio próprio.
O objetivo continua o mesmo, veicular informações sobre a cena independente através de entrevistas, resenhas, matérias e artigos para o maior número de pessoas possível, ao redor do mundo.

Sobre a editora Carioca de nascimento, moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cidadã do mundo por opção. Deise Santos é amante da cultura em todas as suas vertentes e responsável pela Revoluta Produções e Assessoria de Imprensa.

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