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September , 2010
Wednesday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Archive for the ‘Räs Kuño’ Category

Social Distortion mostra porque é uma lenda do punk rock

Posted by revoluta On April - 18 - 2010 ADD COMMENTS

Social Distortion + Carbona
(Circo Voador/RJ – 16/04/2010)

Texto por Deise Santos
Fotos  do texto por Max Moraes
Fotos do Slide Show por  Rodrigo Simões

dsc00021Muitos pensavam que nunca veriam Mr. Ness e sua gang em palcos tupiniquins, muito menos em palcos cariocas, mas felizmente essa nuvem de descrença foi dissipada quando a noite do dia 16 de abril de 2010 chegou e, finalmente, o quinteto de Orange County subiu ao palco do Circo Voador.
Noite de realização para muitos marmanjos acima dos trinta anos e jovens que descobriram os acordes da banda Social Distortion e esperavam ansiosamente por esse momento. Mas, para aumentar a ansiedade, a banda Carbona deu as boas vindas e preparou o público para o que viria a ser um dos shows mais emblemático e histórico que a lona do circo já presenciou.
Carbona fez um show para um público pequeno. É a velha cultura do “esquenta” do lado de fora do Circo Voador, tomando umas cervejas ou reencontrando amigos e figuras que só aparecem nesses shows históricos, sob os arcos da Lapa.
dsc00023Isso não diminuiu a energia do show, o punk rock da Carbona foi o chamado para que o público fosse entrando aos poucos e se acomodando para o show do Social Distortion. Data histórica e uma apresentação de peso para o curriculum dos cariocas da Carbona, que cumpriram bem o papel de anfitriões.
Pausa para respirar, dar uma volta pelo pátio do Circo Voador e ver o merchandising dos californianos e chega o momento tão esperado.
Os acordes de “Road Zombie” começam e o público se amontoa na frente do palco, protegido por uma grade de proteção e alguns seguranças, algo inédito em shows no Circo Voador. Mas quem pensa que isso tirou a empolgação da turma do gargarejo se engana. Apesar da casa estar lotada, quem se prontificou a ficar entre a grade e o público ensandecido se divertiu, cantou junto com Ness e alguns sortudos até ganharam palhetas personalizadas.
O show continuou com “Under My Thumbs”, “Bye Bye Baby”, “Sick Boy” e muitos outros hits lançados em trinta e um anos de estrada. O público parecia não acreditar e as três primeiras músicas passaram como uma fase de adaptação para muitos dos presentes. A voz inigualável de Mike Ness, acompanhada de sua Gibson Les Paul adesivada com o nome da cidade onde surgiu a banda, ecoavam pela lona do Circo Voador provocando reações diversas, uns cantavam junto, outros dançavam e outros, simplesmente, admiravam o show atônitos com a presença de Ness e sua gang, afinal a banda tem mesmo presença de palco!
dsc00042A primeira parte do show acabou, a banda deixou o palco e o publico nem se mexeu. O set até o momento parecia curto demais para mais de três décadas de espera e a banda então retornou ao palco por duas vezes para presentear o público com mais um pouco de seu punk rock e rock and roll. Apesar do clima de festa e da banda de certa forma interagir com o publico, Mr Harding (baixista) não foi atencioso quando um fã subiu ao palco para cumprimentá-lo e foi empurrado por ele, que se mostrou indignado com a atitude do fã, lastimável…
Mas a festa não perdeu com isso. Mike Ness enfim deu um retoque no visual, penteando os cabelos encharcados de gel e a banda segue a caminho da parte final do show, encerrando com “Prison Bound” e “Ring of Fire”.
Para alguns o show foi perfeito, para outros o set list deixou a desejar, por ter deixado algumas músicas de fora. Mas enfim, não teria mesmo como “contar” trinta e um anos de história em pouco mais de uma hora e meia de espetáculo, não é mesmo?
De qualquer forma a “adaptação” da história para os palcos brasileiros foi excelente e cumpriu o papel de explicar porque a Social Distortion é considerada uma lenda do punk rock mundial.

Confira as fotos feitas por Rodrigo Simões:

Flicts volta

Posted by revoluta On March - 24 - 2010 1 COMMENT

Flicts + Garotos do Subúrbio + Juventude Maldita + Sweet Suburbia
(Hangar 110/SP – 27/02/2010)

Texto por Deise Santos

Fotos por Flavio El Loco

O início de uma banda causa curiosidade e o final causa tristeza. E, quando uma banda anuncia seu retorno? Dependendo da banda o sentimento é de alegria e o clima de festa.
flicts-2E, foi esse clima que tomou conta do Hangar110 no ultimo dia 06 de março, por causa da volta da banda Flicts.
O anúncio da volta do trio punk causou ansiedade e o resultado disso foi casa lotada e muita diversão.
A noite foi aberta pelo trio Sweet Suburbia, que tocou músicas do debut album Paranóia Day by Day e que contagiou o publico presente. A boa interação com o publico e a presença de palco mostra que essa banda é uma das promessas do ano. Quem for a um show deles entenderá porque…
Na sequencia veio o pessoal da Juventude Maldita, banda de punk rock de protesto, que fez com a galera se chegasse mais pra perto do palco e agitasse bastante, entre as musicas “Grândola, vila morena” e “Resistência Antifascista”.
O climão de festa, amigos e familia seguiu em frente e, os proximos a invadir o palco do Hangar110, foram os Garotos do Subúrbio, que tocou músicas do antol[ogico álbum Miséria e Fome e clássicos do punk rock nacional. Apesar de Ariel ter energia de sobra e contagiar o publico, a banda não parecia muito animada, o que fez com que o show ficasse um pouco aquém do se esperava, será que as energias estavam sendo guardadas para o power trio?
Talvez tenha sido isso mesmo, porque quando as cortinas vermelhas do Hangar110 se abriram e Arthur, Jeferson e Rafael começaram a tocar “Briga de Bar”, o Hangar110 inteiro cantou junto com a banda, era uma voz só, era união, era celebração, era o Flicts de volta ao palco.
flicts-6Daí pra frente foi festa, com direito a algumas latinhas jogadas no Rafael (poucas em vista de outros tempos), amigos subindo pra cantar junto e o publico agitando.
A banda tirou do set algumas músicas, mas em compensação já apresentaram musicas novas, provando que a banda voltou mesmo e que a qualidade sonora continua a mesma.
A noite foi encerrada com “Amigos” ecoando dos falantes, enquanto o palco ia sendo ocupado por fãs e amigos pra cantarem junto com a banda.
Noite memorável, de muitas que virão com o trio na estrada, levando seu punk a todos os lugares, ao menos assim esperamos!

Confira as fotos:

Dead Fish e Matanza – Juicebox apresentou e fez bonito!

Posted by revoluta On February - 14 - 2010 ADD COMMENTS

Texto por Deise Santos
Fotos por Paulo Vitor e Roberth Trindade

box2_menorExistem alguns shows que devem ser assistidos despidos de qualquer preconceito ou expectativa, às vezes por terem nomes desconhecidos no cast, por misturar estilos ou pelo local onde serão realizados. O Juicebox Apresenta era um caso desses, o local escolhido não ajudava acusticamente, quadra de esportes não são apropriados para apresentações musicais, mas a atitude e iniciativa de fazer o evento fizeram valer a pena a saída de casa para ver o espetáculo. Nada de no final da noite reclamar, dizer que o show estava com um som razoável ou tava calor demais, o evento mereceu a presença de cada um presente e não foram poucos, pela já citada iniciativa de levar a São Gonçalo um evento independente do porte que foi.
A estréia do novo formato da festa Juicebox, no Clube Tamoio, como Juicebox Apresenta levou para o palco do clube cinco bandas representantes do rock, numa verdadeira mistura sonora, regada aos sons de DJs que fizeram a festa para os ouvidos mais atentos, tocando desde Dead Kennedys e Ramones até Metallica. O evento teve alguns atrasos, nada que tirasse o ânimo das mais 2500 pessoas presentes ao evento.
Os trabalhos foram abertos pela banda de São Gonçalo Ematoma, o local ainda estava pouco cheio, muita gente do lado de fora, se refrescando com goles de cerveja, enquanto enfrentavam a gigantesca fila para entrar, a banda foi um pouco prejudicada pelo som que ainda estav sendo regulado, mas isso não tirou a energia da banda que tem presença de palco e uma sonoridade pesada e agressiva, entre os sons rolou: “Guerra” e “Corrupção”.
Na sequencia veio a turma d’A Kombi que pega Crianças, com seu vocalista desfilando vários modelitos de peruca e disparando seu set list irreverente, a começar pela primeira música: “Chorando se foi”, gravada nos idos aons 80 pelo grupo Kaoma e contou até com “Hatuma matata” (musica-tema das aventuras de Timão e Pumba), entre outras pérolas.
Uma pequena pausa para o publico retomar o fôlego ao som de muito punk rock e metal, e logo a banda Madame Machado subiu ao palco, para oferecer ao público um show divertido e muito profissional, com músicas próprias e releituras de muúisca como “Take on Me” do A-ha e “Livin’la Vida Loca”, do Ricky Martin. O naipe de metais é um capítulo à parte na apresentação da banda, que tinha até um de seus integrantes com uma fantasia de esqueleto (prévia do carnaval? ) que deu um “que” especial na apresentação.
Findada a bateria de apresentações das bandas de abertura e o publico se preparou para ver Matanza e Dead Fish. Alta madrugada, o teor et[ilico no talo para alguns, o sono batendo em outros, mas nada foi motivo para desânimo e apatia.
O show do Matanza começa e o público responde à altura. Quem já foi a um show dos caras sabe como é a sequência de hits e interação com o público. dead-fish-1-foto-roberth-trindade_menorShow divertido, com boas execuções, mas sem muitas novidades.
O show do Dead Fish fechou a noite, literalmente, tocando altas horas da madrugada, ou melhor, nas primeiras horas de comemoração do aniversário de Rodrigo Lima, que antes de subir ao palco falou: “ao subir nesse palco estarei completando 37 anos de vida”. Abriram com “Asfalto”. Perfeito. Público acompanhando, o ritmo frenético de Marcos, Alyand, Phil e Rodrigo. Em seguida “Sonho Médio”, “Bem vindo ao clube” e o público cada vez mais insano, subindo ao palco, querendo cantar e dar moshs.
Na metade do show, quando começava a cantar “Canção para amigos” um fã mais “ousado” subiu ao palco e roubou o protetor auricular do vocalista, Rodrigo não perdoou… Proferiu algumas palavras más sobre a progenitora do cidadão e pulou atrás dele, pra recuperar o protetor auricular, e, enquanto a caça acontecia, outros fãs aproveitaram para subir ao palco e assumiram o microfone cantando mais da metade da música e, ao retornar ao palco, Rodrigo falou: “se eu uso é porque eu preciso!”. Capítulo hilário e autêntico, como sempre tem em shows do Dead Fish.
O show seguiu com músicas do último álbum, Contra Todos, e hits que não são esquecidos pelo público que acompanhou a banda o tempo inteiro. A noite terminou com a execução de “Contra Todos”.
E, chega-se à conclusão que, ir a um show desses é uma boa forma de se começa o final de semana.

Confira as fotos:

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No Fun At All no Hangar 110!

Posted by revoluta On February - 11 - 2010 1 COMMENT

No Fun At All (Hangar 110/SP – 30/01/2010)

Texto e fotos por Flavio El Loco

img_0411Caramba tava animadão pro primeiro show turbinado do ano e com isso já sai cedão de casa na direção do Hangar 110. O clima começou a ficar legal porque passei pela porta do Morumbi e o clima pré-Metallica imperava no ar, ótimo ver muita gente na pilha do rock, hoje Metallica não é mais minha praia, mas é um caminho melhor que pagode, sertanejos e Axé… coisas medonhas. Já no Hangar 110, entrei cedo e com a casa fechada não tinha idéia de qual publico teríamos no No Fun At All, conversei com uma pessoa da produção do show e ela me disse pelo menos 500 ingressos já tinham sido vendidos… A noite prometia. E foi dito e feito, a galera ia entrando, entrando e já com a casa cheia sobe ao palco Take Off The Halter, banda de uma galera bem nova e ainda bem inexperiente, pelo menos em termos de quantidade de shows, pois os integrantes da banda estavam mais deslumbrados com o publico (pela quantidade) do que o publico com eles. Tão nervosos que estavam que já ao pegar o microfone o vocal deixou o cabo cair… Nervoso era apelido. Mas daí pra frente mandaram bem e com um sonzinho bem na linha do hardcore melódico, conquistaram o publico. E o publico já reagiu positivamente apelidando carinhosamente o vocal de Farofinha (alusão ao Farofa do Garage Fuzz), foi um bom “aquece” para todos. Agora era esperar o NFAA. Passados uns 40 minutos fui pra frente do palco me posicionar pras fotos porque nessa altura o Hangar 110 estava superlotado e com um calor dantesco. Mas nada da banda… Aí a galera começou a ficar indócil e eu mesmo comecei a pensar “porque esses suecos do cacete não entravam?”, a demora continuou e mais de 10 e meia eles finalmente entraram no palco e começaram o show e isso tudo de forma bem lenta sem aquela pegada que “eu” estava esperando. Claro que o publico pouco se importou e agitou muito, mas sentia que a banda demorou pra entrar no clima, fora uns probleminhas técnicos que podiam ser empurrados pra frente e corrigidos com o show em andamento. img_0314Mas os caras da banda preferiram parar e ainda por cima começaram a fazer piadinhas da competência brasileira, será que eles são tão melhores que a gente? Bem, bola pra frente e música em cima de musica a galera ia pirando mais e mais, tive que recuar, pois o agito na frente era monstruoso e a quantidade de moshes do palco também. Fui zanzando pelo Hangar 110 todo e percebi que o movimento “agito” era pelo Hangar 110 todo e em poucos lugares tinha gente parada. Muito louca essa platéia. Aliás, platéia que merecia mais consideração, pois a banda, opa digo o vocal, parecia estar ali bem na obrigação, num sei se era a idade do “tiozinho” (vejam pelas fotos se não estuo certo) ou pelo calor retardado, mas o cara pouco fez além de cantar e pra mim show vai muito além disso, performance de palco é fundamental. A loucura continuou até o anuncio da ultima música, sob protestos da platéia, mas já com o aviso que deveriam pedir bis e em 3 minutos a banda voltaria. Acho que aí sim foi a melhor parte do show, pois mandaram os melhores hits incluindo “Beachparty” e “Master Celebrator” que foi a ultima mesmo e precisava ser, pois nem músicos, nem publico e nem nada estava agüentando tamanho calor. Um show peculiar, onde mesmo não rolando o empenho esperado, divertiu o publico de monte e é isso que é importante. Só acho que o vocal devia tomar umas pingas ou sei lá o que pra entrar no palco com um humor melhor e tratar de maneira correta um publico tão fiel e que deu tanto de volta.

Confira as fotos:

The Cranberries no Rio de Janeiro

Posted by revoluta On February - 3 - 2010 1 COMMENT

The Cranberries
(Citibank Hall/RJ – 28/01/2010)

Em uma noite de clima surpreendente e de total sintonia entre banda e publico, os irlandeses do The Cranberries realizaram seu primeiro show em terras brasileiras e deixou o público presente no Citybank Hall extasiado.
A Promessa da Salvação de um Sonho esperado!

Texto e Fotos: Michael Meneses!*

foto-michael-meneses-the-cranberries-in-rio-28-1-2010-creditos-obrigatorios-foto-n-4024Com o show previsto para as 21:30 e sem muito atraso, Fergal Lawler (bateria), os irmãos Noel Hogan (guitarra) e Mike Hogan (baixo), Denny DeMarchi (músico de apoio) e entrando por último, Dolores O’Riordan (vocal), The Cranberries surge no palco ao som de “How”. E, ao final da primeira musica o povo pedia pelo hit “Promises” que inicialmente não estava previsto no set. Aos poucos a banda vai se soltando no palco e a fase inicial da apresentação segue com “Animal Instinct” e “Linger” canção pra fã da Angélica nenhum colocar defeito, já que a cantora e apresentadora fez uma versão para essa musica em Português, ou você vai dizer que já esqueceu?!?!
A decoração do palco era bem básica, mas funcionava, contendo um pano de fundo que fazia as paredes do palco parecer um imenso paredão de rocha maciça e quando esse tecido se fundia aos efeitos de luz ofereciam ao publico do fundão uma visão muito bonita do palco, chegando mesmo a dizer que a visão era algo um tanto poética.
Já com a platéia em perfeita harmonia, a banda seguiu distribuindo seu set de sucessos que embalaram e fizeram história de milhares de adolescentes na década de 90 e inicio de 00, alias foram esses “adolescentes” que marcaram presença no show, pois grande parte do publico presente nesse show era composto por pessoas na casa dos 30, ou seja, pela geração cara pintada, pela galera que vestiu roupa de flanela aderindo à moda grunge da época, pelos jovens que assistiam vídeo-clipes na, então recém-criada, MTV-Brasil.
Mesmo que o microfone tenha apresentado algumas falhas no inicio do show ameaçando não ajudar, isso não foi problema para Dolores O’Riordan que desfilava pelo palco com uma voz elegante e dançava num ritmo envolvente com sua blusa de anjo. E como já dizia Milton Nascimento “Todo artista tem de ir aonde o povo está” sendo assim, já lá pela metade do show quando o palco se tornou pequeno, Dolores desceu do palco para cantar junto à turma do gargarejo que em ritmo de festa jogava confetes e serpetinas no palco, ao ponto de fazer com que Dolores fizesse dessas serpentinas alegorias para sua performance ao final do show.
Já o músico Fergal Lawler sempre que preciso espancava com carinho e técnica sua bateria, enquanto Noel Hogan tinha uma pegada forte com sua guitarra e mesmo sem correr muito era, seguramente, o musico que mais se movimentava no palco atrás apenas de Dolores.
Em alguns momentos como na canção “Salvation” a sintonia do publico era total com todos cantando com euforia, mas foi já no bis durante a execução de “Promises” o momento que todos esperavam, momento que alias não existiria, pois por pouco essa musica não fez parte do set o que provocaria frustração a todos, afinal no set list para uso da banda no palco a música não seria tocada mas, como já foi dito, desde o inicio do show o publico presente pedia com fervor por “Promises”, e coube à banda retribuir ao carinho dos presentes.
Ao som de “Dreams” o Cranberries fecha o bis, finalizando assim sua primeira apresentação no Brasil e realizando o “Sonho” de muitos de uma geração que esperou anos pela ocasião e que compartilhou do inicio ao fim do show com a banda, cantando, dançando e eternizando aquele momento.

Set list:
1- How
2- Animal Instinct
3- Linger
4- Ordinary Day
5- Wanted
6- You & Me
7- Dreaming My Dreams
8- When You’re Gone
9- Daffodil Lament
10- I Can’t Be With You
11- Pretty
12- Ode To My Family
13- Free To Decide
14- Waltzing Back
15- Switch Off The Moment
16- Salvation
17- Ridiculous Thoughts
18- Zombie
Bis
19- Empty
20- The Journey
21- Promises
22- Dreams
*Michael Meneses! – É carioca do subúrbio, fotojornalista, vegetariano, torcedor do Campo GrandeA.C. no Rio, do Itabaiana/SE no Brasil e do Flamengo no mundo. Criador do selo cultural Parayba Records!

Manguaça – Regado a suor, cachaça e… roquenrou

Posted by revoluta On November - 21 - 2009 3 COMMENTS

scannedimage-6Manguaça – Regado a suor, cachaça e… roquenrou
(Independente – 2009)

O EP de estreia da banda carioca Manguaça é uma amostra do que um bom rock and roll pode fazer pelos tímpanos de amantes deste estilo musical. Despretensioso e divertido, o som que esse quarteto faz irá conquistar quem curte doses – usando a linguagem de “manguaceiros” – de Motorhead e demais bandas de rock. Cerveja, mulheres e estrada, tudo isso está nas quatro músicas que fazem parte dessa pequena bolachinha. A “Saideira”, abre o álbum entrando de sola, com aquela receita das bebedeiras de final de semana que tornam a segunda-feira longa, mas cheia de histórias pra contar. Na sequência: “Rock de estrada”, “Sem Destino” e “Massacre em Jalisco”, completam o EP desta banda que tem um ano de estrada e, parece que ficará nela por muito tempo.

Deise Santos

————————————————————–

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Pelos Escombros – DVD + CD

Posted by revoluta On September - 24 - 2009 ADD COMMENTS

agrotoxicoPelos Escombros – DVD + CD
(Red Star/ 13 Produções – 2009)

O desafio de contar 15 anos de estrada de uma banda em um documentário é grande, correm-se vários riscos, inclusive o de não contar a história da banda. Mas a 13 Produções acertou em cheio na produção de “Pelos Escombros”, documentário que mostra a trajetória da banda paulistana de punk/hadcore Agrotóxico, em 138 minutos o espectador tem acesso a diversas visões sobre a história da banda. Os depoimentos dos integrantes da banda e amigos, que acompanham a Agrotóxico desde o seu início, dão um real panorama do que é ter uma banda no cenário underground brasileiro. Não é um manual de “como se montar e manter uma banda”, mas é um exemplo de que o faça-você-mesmo é possível desde que haja comprometimento e respeito pelo que se propõe a fazer.
As turnês na Europa, a evolução da banda, as experiências e as reflexões que anos de estrada podem proporcionar a uma banda, tudo isso é contado de forma leve e divertida.
Além do documentário, o DVD traz nos extras um show gravado na íntegra, no Hangar110, em São Paulo, que traduz em música tudo o que foi visto no documentário: a energia da banda no palco, as letras fortes, o som contagiante e a interação com o público,tudo isso em 18 músicas, passando por todas as fases da banda, algo como uma amostra da discografia ao vivo e em alta definição. E por falar em discografia, nos extras tem também a discografia comentada por Jeferson (baixo e vocal), onde ele mostra os álbuns lançados em CD pela Red Star e em vinil pela Dirty Faces Recs. Além disso o DVD traz também um show na íntegra no Black Jack (SP), uma galeria de posters e de fotos. O material traz também um CD com todas as músicas do show do Hangar110.
“Pelos Escombros” é um patch muito bem recortado da história da banda Agrotóxico. O documentário mostra o que a amizade, o prazer de fazer música e a disposição para se comprometer com algo que se gosta pode proporcionar, não só para os integrantes da banda, mas para quem está em sua volta, ouve sua música, vai aos seus shows e participa de alguma forma contribuindo com o cenário independente.
Assista, divirta-se, emocione-se e depois procure a roda de pogo mais próxima para extravasar as energias que você vai adquirir assistindo a esse material.

Deise Santos

Kopos Sujus – Último a Sair

Posted by revoluta On September - 2 - 2009 ADD COMMENTS

capa-frenteKopos Sujus – Último a Sair
(Independente – 2009)

“Último a sair” é o EP de estreia do power trio carioca que mistura punk rock, rockabilly e surf music. Confuso? Não, autêntico. As sete músicas que fazem parte da bolachinha é um tratado sobre cerveja, amigos e luta cotidiana, com um “parágrafo”dedicado ao futebol. Com letras bem humoradas e politizadas, a Kopos Sujus esbanja qualidade sonora, com influências que passeiam por Nekromantix, The Clash, Ramones e Stiff Little Fingers, entre outras bandas. Destaque para “O Cara errado”, que abre perfeitamente o EP, sua sonoridade dá a sensação de boas-vindas e para uma das faixas-bônus “Cesar e os democratas”, um desabafo em relação aos escândalos na politicagem carioca, mas que pode ser adaptado para qualquer cidade ou estado brasileiro. Som altamente viciante e dançante. Recomenda-se deixar o repeat acionado, para evitar o trabalho de ficar apertando o play a cada 15 minutos.

A banda disponibilizará uma música a cada semana no site oficial, clique aqui para acessar.

Deise Santos

Las Palabras Queman – A Punto de Estallar

Posted by revoluta On September - 1 - 2009 ADD COMMENTS

01-aLas Palabras Queman – A Punto de Estallar
(Seven Eight Life Recordings – 2009)

A banda de hardcore/straight edge argentina, acaba de lançar o seu primeiro álbum e com pouco mais de um ano de estrada, a banda mostra em seu primeiro registro fonográfico a força do hardcore argentino, com pitadas do hardcore oldschool norte-americano e letras que abordam as escolhas e caminhos de cada um em busca de uma vida saudável e íntegra, dando destaque para o vegetarianismo. Das cinco músicas que compõe o material de estreia, o destaque fica para Un Paso a Más.
Título obrigatório para amantes de hardcore oldschool.

Mais sobre a banda, acesse:
www.myspace.com/laspalabrasqueman

Leia a entrevista com a banda clicando aqui.

Deise Santos

Os Maltrapilhos – Descaso

Posted by revoluta On August - 18 - 2009 ADD COMMENTS

osmaltrapilhos Os Maltrapilhos – Descaso
(GBG Discos – 2009)

Punk Rock old school! Descaso, o segundo álbum dos brasilienses d’Os Maltrapilhos é uma reverência ao punk rock no sentido mais irreverente e divertido que se possa ter do estilo, sem deixar de ser crítico e politizado. Prova disso são os 13 sons que falam dos problemas sociais e políticos com a propriedade de quem assiste de camarote a tudo que acontece com a sociedade brasileira. A experiência de 14 anos de estrada é comprovada na sonoridade do álbum, que conta com o reforço de dois covers: “O Punk não morreu”“Vandalismo Policial” (Lixomania) e (Desakato à autoridade). O álbum ainda trás o clipe de “Punk Rock Nacional”, que faz parte do primeiro CD, Desemprego/Desespero.

Deise Santos

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O Portal Revoluta foi criado pela jornalista, produtora cultural e inquieta por natureza, Deise Santos. Começou como um blog, o Informativo Revoluta, que agora ganha o formato de site, com domínio próprio.
O objetivo continua o mesmo, veicular informações sobre a cena independente através de entrevistas, resenhas, matérias e artigos para o maior número de pessoas possível, ao redor do mundo.

Sobre a editora Carioca de nascimento, moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cidadã do mundo por opção. Deise Santos é amante da cultura em todas as suas vertentes e responsável pela Revoluta Produções e Assessoria de Imprensa.

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