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September , 2010
Wednesday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Archive for the ‘Matérias’ Category

Quem não gosta de samba, cai no rock!

Posted by revoluta On February - 11 - 2010 ADD COMMENTS

Por Deise Santos

A opção que há alguns anos era vista como pouco provável ou nula, está ficando cada vez mais evidente nas principais capitais brasileiras durante o carnaval: o show de rock.
Não importa o estilo, o tamanho da produção ou as atrações, o importante é que cada vez mais a história de que o Brasil para enquanto os carros alegóricos, trios elétricos e grupos de frevo passam, é página virada. Os amantes do bom e velho rock and roll vem, ano após ano, plantando a semente da folia com guitarras distorcidas e o resultado disso são festivais, festas e shows acontecendo em várias cidades brasileiras durante a festa do Momo.Não, isso não é um levante contra a festa da carne, afinal todo mundo é um pouco folião, nem que seja pra parar num bar e ver o bloco passar ou ver o resultado dos desfiles da escola de samba no jornal do vizinho de banco de ônibus quando se volta ao batente na quinta-feira pós-carnaval…
Existem festivais como o Pyscho Carnival que acontece há 11 anos em Curitiba e faz um apanhado da cena pyscho nacional e mundial, misturando num evento que acontece nos quatro dias de folia, gente de todas as partes do Brasil e atrações de daqui e de outros países e o Palco do Rock, que completa 16 anos e acontece na capital da Axé Music, a Bahia, mostrando que a capital soteropolitana também tem rock no pé e na cabeça e já reuniu mais de 30 mil pessoas em outras edições. Além disso, existe o Grito Rock, que ganhou com o passar dos anos edições na América Latina, com shows em diversas capitais em plena festa do Momo, reunindo várias vertentes do rock.
No Rio de Janeiro, por exemplo, os amantes do rock não tem do que reclamar, além do Grito Rock, que acontecerá no bairro que é berço da boemia, no Circo Voador, terá também a festa A Grande Roubada, no mesmo bairro, na casa de shows Asa Branca.
Sem contar nos sem-números de shows regionais, feitos no esquema do it yourself, que nem sempre tomamos conhecimento. Com certeza algum ampli perto de você estará sendo plugado para que o rock invada seus ouvidos.
Então, se ligue nos links abaixo e saiba onde serão os pontos de encontros dos foliões do rock:

carnaval

A Grande Roubada
Grito Rock
Grito Rock

Grito Rock RJ
Palco do Rock
Psycho Carnival

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Sabe de mais algum show que vá rolar durante os dias de folia?
Coloque aqui nos comentários a sua dica para os foliões do rock!

A ultima grande banda de rock

Posted by revoluta On November - 12 - 2009 ADD COMMENTS

Por Michael Meneses!

Fotos: Divulgação

acdcO AC/DC é umas das ultimas grandes bandas de rock em atividade que se mantiveram fieis ao seu estilo. Revelaram-se numa época onde o rock progressivo, o punk rock ou a disco-music eram o “desbunde” ou seja os anos 70, continuaram sendo uma “Nova Onda” no auge da New Wave dos anos 80 e quando o movimento grunge “inovou” o visual da geração anos 90 com suas “bermudinhas” os australianos do AC/DC mantinha o mesmo visual “inovado” de sempre, ou seja, “bermudinhas”. Enfim sem aderi às modas dessas quatro décadas -sejam elas passageiras ou não -, o AC/DC conseguiu ao longo de sua historia agradar fãs de rock de em todos os estilos, não importando que seja: Punk, Heavy, Grunge, Prog… sempre haverá fãs do AC/DC. Prova disso é todo o alvoroço que vem acontecendo por conta do retorno da banda ao Brasil para promover o aclamado álbum “Black Ice”, primeiro album de ineditas em oito anos gravado pela banda.
Essa é a terceira vinda do AC/DC ao Brasil, a primeira foi no Rock in Rio I para promover o disco “Flick of The Switch”, de 1983, foram duas apresentações, nos dias 15 e 19 de Janeiro de 1985, onde a banda dividiu o palco da Cidade do Rock em Jacarepaguá com bandas como Whitesnake, Ozzy Osbourne e Scorpions, entre outras.
A banda retonou em 1996 para shows em São Paulo e Curitiba na turnê do álbum “Ballbreaker”.
Agora a banda volta ao Brasil com a “Black Ice World Tour” para uma unica apresentação em São Paulo no Estadio do Morumbi, onde são esperados mais de 60 mil pessoas que terão contato com um palco de 78m de comprimento por 21m de profundidade e dividirá a cena com uma locomotiva real de seis toneladas que será movimentada durante o show. Todo o equipamento de palco será transportado em 55 carretas o que faz desse mega show, um evento superior a muitos dos shows que passaram recentemente pelo Brasil.
acdcicetourA “Black Ice World Tour”, que estreou em 28 de outubro de 2008, e vem sendo destaque e premiado por critica e pubico em todo mundo, a exemplo do álbum “Black Ice” que no final do ano passado foi eleito como melhor album do ano em varios veiculos especializados pelo mundo.
A turnê passou por EUA, Noruega, Suécia, França, Bélgica, Alemanha, Holanda, Itália, Hungria, Espanha, Inglaterra, Portugal, Canadá e Austrália e teve ingressos esgotados em varios shows. Levando o AC/DC a vender algo perto de 2 milhões de ingressos pelo mundo.
Todos esses numeros em vendas e em equipamentos renderam o prêmio de maior turnê do ano na 20th Annual Pollstar Concert Industry Awards, premiação organizada pela principal publicação mundial do mercado de shows.

DISCOGRAFIA
2008 – Black Ice
2000 – Stiff Upper Lip
1997 – Live From the Atlantic Studios (Gravado em 1977)
1995 – Ballbreaker
1992 – AC/DC Live (Ao Vivo)
1990 – The Razor’s Edge
1988 – Blow Up Your Video
1986 – Who Made Who
1985 – Fly On the Wall
1984 – 74 Jailbreak
1983 – Flick Of The Switch
1981 – For Those About To Rock We Salute You
1980 – Back In Black
1979 – Highway To Hell
1978 – If You Want Blood (You’ve Got It) (Ao Vivo)
1978 – Powerage
1977 – Let There Be Rock
1976 – Dirty Deeds Done Dirt Cheap
1976 – High Voltage
1975 – T.N.T.

Ex-integrantes do The Clash em campanha por detentos

Posted by revoluta On September - 17 - 2009 ADD COMMENTS

raindance_posterMick Jones e Nicky “Topper” Headon, ex-integrantes do The Clash, juntaram-se ao ativista e roqueiro alternativo Billy Bragg para gravarem uma nova versão de um som de 1978, “Jail Guitar Doors”.
O objetivo é usar a música na campanha que fornece instrumentos musicais aos detentos, para contribuir na reabilitação deles. O programa já existe há dois anos e muitos detentos se lançaram em carreiras musicais desde então.
Para Bragg, que se inspirou a virar artista depois de ver o The Clash tocando ao vivo num show do Rock Contra o Racismo em Londres, em 1978, disse que a prisão não deve se resumir a manter as pessoas isoladas.
“Queremos que as pessoas possam avançar em relação a sua situação anterior e reconectar-se com o mundo externo, e minha ideia foi que tocar um instrumento, especialmente uma guitarra, poderia ajudar com isso.”
Headon teve uma passagem pela prisão e disse que o que o ajudou a passar pela prisão foi ter tido acesso a uma guitarra que pertencia ao pastor da prisão.
A sessão de gravação foi filmada para um documentário sobre o programa de ajuda aos presos. O documentário “Breaking Rocks” será exibido no festival de cinema Raindance em Camden Town, Londres, em 1º de outubro.
A exibição do filme será seguida por apresentações de Billy Bragg, Mick Jones, Wayne Kramer, do MC 5, e Chris Shiflett, do Foo Fighters, entre outros.
Para saber mais informações sobre o programa “Jail Guitar Doors”, acesse: www.jailguitardoors.org.uk

Confira a versão original da música, postada no youtube:

Escute os patches desta coletânea!

Posted by revoluta On August - 1 - 2009 ADD COMMENTS

Por Deise Santos

capaAcaba de ser lançado o primeiro volume da coletânea Patch! Organizada pela Latitude Zero Produções, a coletânea é como uma colcha de retalhos com “remendos” de diversos cantos, lugares e estilos. Assim como os ‘patches’ colocados na jaqueta de qualquer punk que se preze e que formam um emaranhado de nomes de bandas, por vezes, distintas no estilo, mas com alguma coisa em comum, nesta coletânea todos têm muito em comum. Não necessariamente o estilo, mas o fato de serem todos independentes. A idéia foi pegar várias bandas que estão fora do ‘esquemão’ das ‘majors’, sem condições, nem estrutura para grandes lançamentos, turnês, espaço na grande mídia, nem nada do tipo e lançar um material para divulgá-las. Os únicos requisitos para participar, segundo o organizador da coletânea Rafael A., era a banda ser independente e querer fazer barulho, não importa se gravaram tudo junto no quartinho dos fundos de casa ou se pagaram um estúdio profissional para gravar a música. Por enquanto a coletânea só está disponível virtualmente, é possível fazer o download do álbum com direito a capinha e tudo mais, mas o organizador da coletânea promete que em breve sairá o CD em breve.
Os “patches” desta coletânea são de diversas partes do Brasil e a coletânea abre com os convidados mais que especiais, diretamente da República Tcheca, a banda Onanizer, grindcore arrasador! O Rock Alternativo dá as caras com Ricto Máfia, Incrível Mart e Carlos Sphiler! Banquinho e violão a cargo de Charles Xavier, líder da banda Incrível Mart em carreira solo! Hard Rock e Blues? Mistura mais que bem vinda com o cantor e compositor Tuca Marques em dose dupla! Primeiro com sua banda, Tapete Voador e, depois, em carreira solo! Punk Rock direto de Osasco (SP): Plebeus Urbanos! E as meninas da Sub-Traídas protestam com seu hardcore. Completam o time o Hardcore Melódico da Michael J. Fox, o Punk Rock da gonçalense Inércia e da carioca Kopos Sujus. Ainda tem o Crust/Grind da Matando Cachorro à Grito, a lendária banda punk carioca Repressão Social e a novata, direto de Niterói (RJ), Dark Potato.
Para baixar a coletâne acesse:
http://www.purevolume.com/latitudezeroprod

Confira o tracklist da coletânea :

1. Onanizer (República Tcheca) – Hepharin Euthanasy
2. Ricto Máfia (Volta Redonda/RJ) – Moriarty
3. Incrível Mart (São Gonçalo/RJ) – Era o Que Faltava (versão 2)
4. Tapete Voador (Niterói/RJ) – Meu Lar é o Bar
5. Carlos Spihler (São Gonçalo/RJ) – Se você Não Teme +
6. Charles Xavier (São Gonçalo/RJ) – Depois dos Fogos
7. Tuca Marques (Niterói/RJ) – Selva de Pedras
8. Michael J. Fox (São Gonçalo/RJ) – Accept Myself
9. Kopos Sujus (Rio de Janeiro/RJ) – Pontos Corridos
10. Matando Cachorro à Grito (São Gonçalo/RJ) – Pipoqueiro
11. Dark Potato (Niterói/RJ) – Rexona Não é Cola
12. Plebeus Urbanos (Osasco/SP) – Entre os Muros
13. Repressão Social (Rio de Janeiro/RJ) – Somos Libertários
14. Sub-Traídas (Osasco/SP) – Pastores S/A
15. Inércia (São Gonçalo/RJ) – Sem Preço Para a Liberdade

Meia-entrada em shows, cinemas e teatros na berlinda

Posted by revoluta On November - 3 - 2008 1 COMMENT

Por Deise Santos

O Senado Federal está discutindo um projeto que é, no mínimo, incoerente. Depois da classe estudantil lutar e conquistar o direito à meia-entrada em cinemas, teatros e casas de espetáculos, o Senado Federal resolveu limitar esse direito aos dias de semana. Isso significa um retrocesso ou algo como andar na contramão da democracia e do acesso à cultura em todas as suas  vertentes.
Claro que não é novidade que muitas pessoas fazem o uso indevido deste direito, falsificando carteiras e boletos de universidades para usarem esse benefício, mas os produtores e administradores de teatros e casas de espetáculos, principalmente, também já arrumaram um jeito de não levarem prejuízo e estão cobrando valores astronômicos para, com o valor da meia-entrada, pagarem os custos e faturar (bem) com a produção do evento ou espetáculo.
A limitação do uso da carteira aos dias de semana – nos cinemas de segunda à sexta e nos teatros e casas de espetáculos de segunda à quarta – é um disparate. Qual estudante, precisando trabalhar para custear seus estudos e manter sua família, terá tempo para ir ao cinema, teatro ou shows nos dias de semana? E quais casas de espetáculos colocarão atrações de segunda a quarta, atrações essas que muitas vezes vêm de outras cidade, estados e até países, para que os estudantes possam vê-las se beneficiando do direito à meia-entrada?
Em sendo aprovada, as casas de espetáculos reduzirão os preços dos ingressos? Porque a única justificativa para termos shows por mais de R$30 (valor da entrada inteira) ultimamente, é que a maioria das pessoas pagavam o valor da meia-entrada.
Padronizar o documento de identidade com uma Carteira de Identificação Estudantil (CIE), que seria válida em todo território nacional é aceitável, mas quanto tempo isso irá demorar para ser implantado? A emissão dessa carteira gerará custos para o estudante? Quando essa CIE for implantada os estudantes poderão voltar a freqüentar os espaços culturais com direito ao benefício de meia-entrada nos finais de semana?
E porque estudantes de especialização, cursos técnicos e de línguas não terão direito à meia-entrada? Reconhecendo-se apenas como estudantes as pessoas matriculadas no ensino regular: primeiro grau, ensino médio e universidades (graduação).
Essa proposta descabida está para ser votada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal (sem data definida) e, se aprovada, irá ser discutida na Câmara dos Deputados.
Esse projeto é um um ato de violência silenciosa contra os estudantes. Limitar o acesso à cultura é impedir que o cidadão se alimente de referências culturais e expressões artísticas.
Claro que temos outras formas de artes como a literatura e os centros culturais gratuitos, entre outros, mas andar para trás excluindo pessoas do processo cultural é inaceitável.
Entre neste link e deixe sua opinião sobre esse projeto de lei.

CRUST: as origens

Posted by revoluta On October - 16 - 2008 1 COMMENT

O CRUST é talvez um dos estilos musicais mais suburbano que existe, consegue ser o underground do underground. Até mesmo mais seletivo que o grindcore. Uma subcultura ou contracultura praticamente desconhecida fora da cultura punk, metal, HC ou do meio dos squatters.
A sua origem é remota e pouco definida. Inicialmente rotulada como stenchcore (instinct of survival) rapidamente adotou-se o termo crustcore ou pura e simplesmente CRUST. O termo que surge através da banda DEVIATED INSTINCT que editou a demo “Terminal Filth Stenchcore” mesmo antes de chegarmos ao meio da década de 80. Quanto ao termo “crust” surgiu pela demo-tape dos Hellbastard intitulada “Ripper crust”. Outra banda que é considerada os pais do crust punk são os AMEBIX, seu álbum ‘Arise’ é considerado um dos primeiros álbuns a definir este estilo sujo e corrosivo.
O CRUST é musicalmente influenciado pelo metal como Motörhead e pelos primórdios do black-metal (Venom, Hellhammer e Celtic Frost, músicas como “Into the crypt of rays” são autênticas referências de crust quer em nível de afinações e riffs de guitarra, quer em nível de batida e tempos de bateria), mistura influências de grindcore (Repulsion – primeira banda de grindcore, surgiu em 1980, voltaram à ativa em 2005) e obviamente do punk (Discharge). Sempre foi mais semelhante ao extremismo do grindcore, mas diminuto nas estruturas tecnicistas musicais do metal.
Estilo musical muito peculiar e único, tendo várias variantes. Podendo ir do CRUST rápido e furioso (Disrupt) ao lento melódico com toques de melancolia (Wolfpack).
Os termos crust (Doom), crustcore (Uncurbed), d-beat (Meanwhile), crustpunk (Anti-cimex) servem para definir esse tipo de vertentes musicais, consoante a influência mais metal (S.D.S.) ou mais punk (dischange) que os músicos querem dar à sua expressão musical. Explorando inclusive vertentes mais sludge como fazem os CounterBlast, Zygote, Grief, Dystopia ou Eyehategod.

A vertente D-beat (Disaster) designa uma batida na bateria a meio tempo. O nome deriva da banda britância Discharge, que definiu esse estilo. Há a opinião de que o nome D-beat vem das bandas de punk que começavam com ‘Dis’ para homenagear os Discharge como: Disfear, Disclose, Disgust, Disarm, Disbeer, Disrupt, Diskonto, etc. Inclusive seguiam o estilo até nas capas dos álbuns, com fotos de guerra em preto e branco.
Sendo a versão mais extrema do punk, o contexto das letras do CRUST não podiam deixar de ser nihilistas, tudo é referido no que seja sobre o lado podre, negro e hipócrita da humanidade. O CRUST será sempre anti-racista e anti-militarista.
Tópicos como destruição nuclear, direitos dos animais, igualdade, squats, religião, apocalipse, poluição massiva, guerra, meio ambiente são muito usados para exteriorizar toda a raiva na vocalização agressiva e suja do gênero.
Aos olhos da sociedade, a cena crust punk em nível mundial, generalizando, é conhecida pelo seu extremismo político, a vida nos squats, em edifícios abandonados e a resistência em procurar empregos pode ser equiparada ao que Murray Bookchin chamou de “estilo de vida anarquista “!
A faceta mais infame da personagem que vive o estilo de vida do crust é talvez o lado da higiene, havendo comunidades em que se recusam a tomar banho (ou tomar o mínimo de vezes possível) e no caso das mulheres que não rapam qualquer zona do corpo onde cresçam pêlos. Isto pelo simples fato de não quererem colaborar com as indústrias cosméticas (que 99% praticam experimentação animal) e também por assim conseguirem ter um tipo de vida livre de toxinas e químicas usadas na higiene pessoal. Assim como também se trata de viver ao contrário das normas sociais e de se ter um estilo de vida diferente aos hábitos aos quais a maior parte das pessoas estão acostumadas.
Praticam majoritariamente o modo de vida vegetariano ou vegan indo de encontro à sua obstinada preocupação ambiental.
Os/as crusters consideram-se ateístas e são inspirados pelo ideal ‘no gods, no masters’ referem-se à total descrença em qualquer Deus ou entidades divinas. Há no entanto crusters que adotam a postura espiritual pagã no sentido de ausência de credibilidade de um profeta e pela sua ligação à natureza, ambiente do planeta terra chegando a aproximarem-se a uma forma de pensar semelhante a dos índios nativos norte-americanos.
Pela mesma razão ambiental e gosto de contato com a natureza é freqüente encontrar em quase todas as comunidades o uso regular das bicicletas, quer como meio de transporte, quer por desporto e lazer. Tornando-se uma imagem de “marca” do meio, representa uma alternativa ao consumismo, à liberdade individual e uma “rebeldia” contra o meio citadino onde imperam os carros e a conseqüente e sufocante falta de espaços de lazer em prol das suas poluentes viaturas.

No início os fãs de crust (crusties) e ao contrário dos punks, não usavam cores nos seus spikes, todos vestidos de preto, roupas rasgadas e cheias de patches impressos por serigrafia. Desenhos brancos sob fundo preto é o mais comum.
A postura ética das bandas crustpunk defende a prática da ação DIY (do it yourself) criando desta forma uma rede própria de gravação/distribuição/produção/divulgação, onde o correio, internet, concertos ou qualquer outro tipo de reuniões/encontros sejam os únicos meios possíveis de chegar ao material produzido em reduzidas quantidades. Sejam as roupas, os discos, os zines, tudo numa edição limitada e praticamente disponível temporariamente e restringida localmente! Excluindo algumas edições que têm uma distribuição maior e mais alargada onde, pelos seus meios, conseguem chegar a mais gente.
O meio de troca é vulgarmente utilizado como “moeda” alimentando o espírito e a atitude alternativa DIY, conseguindo assim manter-se em paralelo ao “mainstream” comercial da indústria vulgar da sociedade.
O movimento CRUST, tal qual o de grindcore, não é elitista, sendo motivador da livre expressão pessoal. Qualquer um é livre de agir, vestir, ouvir, pensar e expressar como bem entender. Apesar de se encontrar os “fiéis” seguidores ao espírito do movimento, ninguém é discriminado por ouvir este ou aquele tipo de música, vestir chinelo ou bermuda, ler BD ou ter o cabelo rapado ou comprido com tranças freaks. A idéia do crust é também defensora do ideal da mentalidade aberta (open mind) e horizontes alargados.
Musical ou filosoficamente assimila e deixa-se influenciar um pouco por todas as vertentes existentes no underground, mas conseguindo manter-se fiel às suas raízes sócio-políticas. Tornando-se numa cultura mais rica seguindo um caminho que nunca se esgota e que constantemente se renova.
Este texto tem o intuito de dar a conhecer, enriquecer a tua cultura musical e divulgar o estilo de som e o seu modo de vida (pra alguns). Pesquise o nome das bandas, ouça as músicas, leia as letras (quando possível hehehe) e cultiva-te !!!!
Aconselho vivamente a ouvir as raízes, as demos de Deviated Instinct, Amebix, Antisect e Hellbastard.

Hugo Rebelo*

Para conhecer mais:

Alemanha:
Accion Mutante, Cluster Bomb Unit, Immured, Instint of Survival, Mönster.

Bélgica:
Hiatus.

Brasil:
Disköntröll, Acid Rain, Olho Seco, Kuolema, Under the Ruins, Death From Above, Desastre, Ulster, Contraste Bizarro, Securitate, Social Chaos, Disarm, Scum Noise, Gritos de Alerta.

Canadá:
Inepsy, After the Bombs, Kontempt, Twisted System.

Eslováquia:
Beton, Dead is Sexy.

Eslovênia:
Hell Patrol, Anaeroba.

Espanha:
Ekkaia, Besthoven, Holocaust in your Head, Totälickers, Black Panda, No Conform, Ö.B.N.I., Disease, Unsane Crisis.

Estados Unidos:
Final Conflict, Misery, Sanctum, Code13, Tragedy, Detestation, One Nation Under God, Hellshock, Holokaust, Deathtoll, Disrupt, From Ashes Rise, Stormcrow, State of Fear, Wartorn, Destroy, Severed Head of State, World Burns to Death, Genocide SS, Aus Rotten.

Finlândia:
Riistetyt, Força Macabra, Kuolema, Selfish.

Grécia:
Anasa staxti, Valpourgia nixta, Omixli(crust-oi), Xeimeria narki, Ksexasmeni profiteia, Xaotiko telos, Xaotiki apeili, Sigxisi, Xamena idanika (crust-grind), Apoxetefsi.

Holanda:
Visions of War, Sangre.

Inglaterra:
Doom, Extreme Noise Terror, Disgust, Disarm, Extinction of Mankind, Amebix, Antisect, Discharge, Deviated Instinct, Bait, Nausea, Raw Noise, Hellbastard, Concrete Sox, Meinhof.

Itália:
Giuda, Berserk.

Japão:
S.D.S., Beyond Description, From Beyond, Church of Misery (sludge crust BRUTALLL !!!), Battle of Disarm, Unholy Grave, Gauze, Lipcream, Confuse, C.F.D.L., DON DON, Bastard, Abraham Cross, Disclose, Burial.

México:
Phobia, Life Extinction, Disturbio.

Noruega:
Summon the Crows, Ingen Utvei.

Peru:
Dios Hastio.

Polônia:
Trocki, Infekcja, Mind Pollution.

Portugal:
Subcaos, Simbiose, 100 Talento, Sem Cura, Deskarga Etilika, Freedoom, Spitzbuben, Reltih, Porcos Sujos.

República Tcheca:
Guided Cradle

Singapura:
Distrust, Minus, General Enemy.

Suécia:
Wolfbrigade, skitsystem, Driller Killer, Anti Cimex, Disfear, Massmord, Bombstrike, Avskum, Victims, Meanwhile, Uncurbed, Diskonto, Auktion (crust’n'roll banda 90% formada por raparigas), No Secutity, Disarm, Shitbreed, Counterblast.

Suíça:
Fear of God

Venezuela:
Los Dollares

* Hugo Rebelo é um dos vocalistas da banda de crustcore portuguesa Simbiose.

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Sobre a editora Carioca de nascimento, moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cidadã do mundo por opção. Deise Santos é amante da cultura em todas as suas vertentes e responsável pela Revoluta Produções e Assessoria de Imprensa.

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