8
September , 2010
Wednesday

PORTAL REVOLUTA

Cultivando o Underground

Archive for the ‘Entrevistas’ Category

Qual o preço de ser impessoal?

Posted by revoluta On August - 23 - 2010 2 COMMENTS

Com quatro anos de estrada e prestes a lançar o segundo álbum, a banda carioca Plastic Fire acaba de disponibilizar para download o single “O preço de ser impessoal”. O Portal Revoluta conversou com o guitarrista Daniel Avelar para saber um pouco mais sobre as expectativas da banda sobre o próximo lançamento e descobre que no hardcore, é difícil ser impessoal.

Por Deise Santos

Foto ao vivo por Veio Escroto

Foto de divulgação por Mauro Pimentel

pf_porraveioA banda é um raio-x do “faça você mesmo”, ou trazendo para a linguagem atual, da “correria” que o undergorund exige para se sobreviver na dita “cena”. Vocês meteram a cara desde o surgimento da banda, lançaram o Existencia Parcial por uma cooperativa de selos e agora se preparam para lançar uma nova bolachinha. De onde vem toda essa energia e esse empenho da banda?

Um dos motivos principais que nos leva a ser tão ”ativos” é simples: querer ver as coisas acontecendo aqui no nosso Estado!
A gente antes de ter a banda há uns 5 anos atrás, já íamos aos shows, víamos o que estava acontecendo e com certeza fomos influenciados diretamente por essa galera! Como exemplo posso citar o Panço com a banda Jason e o Valcimar e Rafael com a Ataque Periférico.

Então a postura e o pensamento da banda não é só o de chegar com seus instrumentos, plugá-los e tocar? Para vocês é importante ter esse envolvimento com a cena?

Olha, tocar bastante era uns dos objetivos da banda no início, não que ainda não seja, mas com o passar dos anos, você vai entrando de cabeça nessa merda toda e vê que não é bem assim que funciona! A gente tenta passar a nossa mensagem sim, simples direta e reta, não queremos ”mudar o mundo”(como a resenha do Punknet disse sobre o primeiro CD) nem a cabeça de ninguém, mas sei que podemos contribuir e muito para a digamos ”cena” de hardcore no RJ, mas não se prendendo muito a esses conceitos! E, sinceramente, eu acho que quanto mais você faz por você, mais você faz pela cena!!

Mas vocês tem mantido o pé na estrada desde o lançamento do Existência Parcial. Tocando em São Paulo, Belo Horizonte e outras cidades. E quando não há shows acontecendo, vocês mesmo organizam gigs como o CHC Festival. Vocês acham que essa permanência dos instrumentos plugados em diferentes palcos e o contato com o público influencia na composição das músicas?
Esse ano de 2010 tem sido um ano especial. Estamos tocando em lugares que nunca pensamos em tocar como o Teatro Odisséia, Hangar 110 (SP), Inferno (SP), Matriz (BH), e com bandas que a gente sempre gostou desde de muleque como o Mukeka di Rato (ES), Overlife (SP), Muzzarelas (Campinas)…
O III CHc foi uma coisa mágica para mim, acho difícil eu conseguir reunir tantos amigos de fora do Estado juntos em 2 dias! Fora que são (na minha humildade opnião) as melhores bandas de hardcore mélodico na autalide no Brasil! No caso me refiro ao Rótulo (SE), Hero (SP),Auria (ES), Take of The Halter (SP), Dfront (MG), Medievaz (SP)!
E acho que sim, de tanto tocar em diferentes lugares e conheçer diversas pessoas, culturas e tudo mais, isso acaba de fato influenciando as composições de uma certa forma !
Posso citar como exemplo, o single novo que colocamos para downloand esse mês, ” O Preço de Ser Impessoal” (clique aqui para baixar)!!

capaVocê pode dizer que a banda não quer mudar o mundo nem a cabeça de ninguém, mas o Existência Parcial é um material rico em sacudidelas e funciona meio como um despertador para quem andava esquecido do que o hardcore significa, a começar pela frase: “Ouça com o cerébro, pense com os ouvidos”. Quais bandas fizeram vocês ouvirem com o cerébro e pensar com os ouvidos? Como a Plastic Fire chegou nessa sonoridade e nas composições?
Linda pergunta! Bom, acho que a resposta é fácil!Noção de Nada e Dead Fish!
Sobre o Noção, está sendo meio ”surreal” trabalhar com o Bil nesse CD novo! Até pouco tempo, a gente estava do outro lado lá cantando e pulando que nem maluco nos shows do falecido Noção de Nada, e agora o cara tá do nosso lado, é nosso amigo e tá ajudando( e muito viu!?) para esse segundo trabalho nosso sair!!!
O Dead Fish é uma ”parada” que realmente mudou o modo der ver e agir de muita gente e com a gente não foi diferente! Temos orgulho de ser amigos dos caras, mas em nenhum momento queremos ser o DF, ou soar como eles!
Olha estamos vivendo um momento especial como já disse, estamos para lançar o nosso segundo trabalho, claro que por conta do amadurecimento da banda(e dos integrantes rs) algumas coisas sempre mudam, mais o CD novo(que deve sair novembro/dezembro) virá mais hardcore do que nunca!

pf-by-maurinhoEra exatamente o que ia perguntar. A banda se prepara para lançar o novo álbum, com produção de Gabriel “Bil” Zander (Noção de Nada, Zander) e com a degustação que vocês ofereceram, colocando para download o single “O Preço de ser impessoal” dá pra notar que vocês estão mais acelerados. Você acha que isso pode causar estranheza no publico que vocês vem formando no decorrer da trajetória de vocês?
Sobre a gravação, está sendo maravilhoso gravar com o Bil no Superfuzz! Experiência da porra, para guardar para o resto da vida!!
Acho que a galera não vai estranhar não viu! Essa formação que estamos agora(quarteto e com o Felipe faz um 1 ano já) é a melhor da banda até agora! Isso contribiu e muito para a gente crescer musicalmente e todos os nosso amigos (público é uma palavra forte d+ hehehe) notaram isso e agiram de forma natural!
Estamos recebendo muitos elogios sobre a música (mesmo tendo 37 segundos rs). A galera que não conhecia a banda tá vindo procurar mais sobre, o número de downloads até me assustou um pouco, mas é tudo natural, eu acho!
Sobre a banda, a gente vai melhorando com o tempo, é tipo :
”Nascer! Sofrer! Morrer! – Esse é o ciclo!”
”Nascer! Sofrer! Morrer! – Esse é o ciclo!”

Daniel, deixo o espaço pra você falar o que quiser. O espaço é seu!
Deise, Obrigado força de sempre, quero te ver no rock por + 100 anos ainda ok?Obrigado mesmo de coração!!!
Não confundam : o que parece hardcore com o que é hardcore!!

Para saber mais sobre a banda: http://www.meadiciona.com/plasticfire

Para baixar o single, clique aqui!

The Quakes, o pilar do psycho norte-americano

Posted by revoluta On July - 19 - 2010 ADD COMMENTS

O Brasil entrou definitivamente na rota dos grandes nomes da cena Psychobilly mundial. Muitas bandas importantes estiveram aqui nos últimos anos como The Meteors, Demented Are Go, Batmobile, Mad Sin e outros. The Quakes é a principal e mais influente banda na história do Psycho americano, e nessa entrevista o vocalista/guitarrista Paul Roman fala um pouco da sua longa carreira, sua visão do Psycho, estórias interessantes vividas ao longo dos anos, último álbum e suas expectativas em tocar aqui pela primeira vez!

Por: Márcio * ( Combat Rock Discos )

*colaborou: Paula Harumi

quakespaulromanthequakes2“Negative Charge”, o último álbum, parece um “ best of ” da carreira da banda, com músicas que lembram um pouco cada álbum anterior. Você concorda com isso?

Sim, algumas músicas com certeza são assim. Como “ Ready For a War ”, que poderia estar em “ Voice of America “ e “ Straight to Valhalla ”, que foi escrita logo após o lançamento do primeiro álbum. Eu tenho meu estilo e acho que isso reflete nas minhas músicas.

Você ficou totalmente satisfeito com esse disco?

Eu nunca estou satisfeito (risos). As músicas nunca saem do jeito que você pensou. Algumas ficam melhores, outras nem tanto. Eu tenho um orçamento muito limitado, então eu tendo a deixar as coisas assim do que ter que consertar ou regravar.

E também tem algumas participações bem especiais nele…

Eu chamei Wasted James e Jeff Roffredo, do Tiger Army, em “ Straight
to Valhalla ”. Kristian e Peter Sandorff, do The Nekromantix, fizeram excelentes backing vocals na mesma música. Vic Victor, do The Koffin Kats, fez o backing em “ Seven Seas Alone ”; Nick Feratu, do The Limit Club, fez o backing em “ Time Wasters”. Eu gosto dessas colaborações e estou fazendo mais disso agora. Tenho vários projetos em andamento.

Como foi a tournê do ano passado na costa leste/oeste dos EUA para divulgar o álbum? Esse ano vocês vão para a Europa para promovê-lo?

Correu muito bem. Vamos fazer muitos shows na Europa esse ano.

Todo catálogo da banda está disponível no seu selo?

Não. Os dois primeiros discos do Quakes estão fora de catálogo e só disponíveis para download. Todos os álbuns da Orrexx Records (4) estão a venda em cd e o
New Generation está no itunes.

Lançar tudo pelo seu selo é um meio de ter controle da sua arte?

Sim, hoje em dia faz mais sentido um artista desse nível fazer isso por conta própria e eu também sou um pouco controlador quando o assunto é o Quakes. (risos)

Já li umas entrevistas suas em que disse que teve problemas com selos no passado, desde falta de distribuição, falta de apoio etc. Assinaria com um selo novamente, tipo Hellcat Records?

Provavelmente eu nunca assinaria com uma gravadora hoje. Eu tenho curiosidade em saber como uma gravadora promoveria a banda… Nós não somos exatamente uma banda de Psychobilly e nem de Rockabilly. Do ponto de vista do selo, é muito mais fácil promover uma banda que já se encaixa em um gênero específico. Eu nem sei como descrever nosso som.

Uma banda americana na cena européia deve ter chamado muito a atenção das pessoas nos anos ‘80. Isso facilitou as coisas?

Ajudou como um fator curioso porque as pessoas queriam ver como seria o Psychobilly de uma banda americana, já que não tinha nenhuma.

Segundo a letra de “Stranbeded In The Streets”, parece que não foi muito fácil aqueles tempos em Londres, sem dinheiro e apoio…

Essa música é sobre a época em que eu estava em Londres para fazer uma gravação solo (1989). Nessa viagem específica, eu acabei tocando com o Demented Are Go numa pequena turnê depois que meu acordo não deu certo.

A banda gravou excelentes discos, tocou em todos os grandes festivais europeus, lado a lado com as maiores bandas da época. Como foi tocar no Klub Foot e nos grandes Psycho Fests pela Europa?

Foi e ainda é fantástico! Vocês tem que lembrar que nós somos grandes fãs de música, então conseguir tocar com as bandas top da cena é muito bom. Todo mundo se dá bem. Acho que é um pouco como uma fraternidade porque todos estão lá há mais de vinte anos.

Quais bandas dos anos 80 você curtia? Alguma realmente chamava sua atenção mais que as outras?

A maioria delas – naquele tempo as bandas tinham mais BILLY no PSYCHO. Com certeza Restless e Frenzy são minhas favoritas.

Na volta dos Stray Cats aos palcos, ainda no final dos anos 80, vocês fizeram algum contato com eles para tentar abrir os shows, assim como os Guana Batz conseguiram?

Eu estava naquele show de Londres ( Stray Cats, Guana batz e Midniters ) sentado do lado dos pais do Pip. Gavin Cochrane, que fez as fotos do primeiro disco do Stray Cats, me deu algumas entradas e passes para o backstage. Foi na turnê do Blast off, em 1990. Acho que o Stray Cats não colocaria a gente para abrir os shows. Eu sei que os Batz e o Midniters tiveram que pagar para isso.

O que os Stray Cats acharam da homenagem que vocês fizeram na capa do primeiro disco?

Creio que eles acharam engraçado – Slim Jim Phantom disse que pendurou na parede da casa dele. Mas eu não imaginava que eles fossem gostar da música. (risos)

O Stray Cats foi a principal inspiração para a carreira do Quakes? ( Sair dos U.S.A para tentar a sorte na Inglaterra, musicalmente, visual, etc)

Sim, mas antes vocês tem que entender que ninguém sabia o que era Rockabilly e nós tocávamos Psychobilly. Não tinha nenhuma outra banda nos EUA fazendo o que fazíamos naquela época. Nós sabíamos que tinha uma grande cena na Europa porque eu fui para Londres em 1985 e 86 para tentar e começar uma banda.

As letras do Quakes sempre fugiram dos clichês do estilo, nada de zumbis, vampiros ou mortos-vivos, por exemplo…

Não, tem muitas músicas assim no primeiro disco – foi em 1988 e esses temas já era velhos e clichês. Dito isso, foi uma das coisas que atraíram a gente para a cena porque achávamos legal. Foi aí que eu descobri que Psychobilly é um som e não importa sobre o que você está cantando ou o quão grande é seu topete. Tem a ver com o estilo, o som. Daquela época pra cá, minhas idéias amadureceram e meu vocabulário também (risos).

Vocês foram uma das primeiras bandas a fazer versões para clássicos dos anos 80 da música pop, de bandas como Depeche Mode e Echo And The Bunnymen. Hoje isso virou moda e muita gente anda fazendo. Essa é uma das razões de você ter parado de gravar músicas no estilo?

Esse é exatamente o motivo. Nós fomos criticados por fazer isso – os primeiros tomam as flechas. Pode parecer estúpido mais eu olho para os lados, vejo o que meus amigos estão fazendo ou o que eles poderiam estar fazendo e eu corro para o outro lado. Não quero ser comparado com nenhum deles apesar de gostar do que eles fazem. Eu cresci ouvindo esse tipo de som e sempre tentava misturar Rockabilly com a New Wave.

O que você pensa do livre comércio de músicas pela internet, downloads de discos na íntegra e tal?

Eu não estou feliz com isso. Está dando prejuízo e afeta as pequenas gravadoras que não vendem tanto para começar.

Vocês tem shows marcado para o Brasil em julho. Quais expectativas para eles?

Bem, eu espero ter muitas garotas gritando esperando a gente no aeroporto (risos).

Depois de tantas turnês pelo mundo, é sempre uma sensação e motivação diferente estar em um país pela primeira vez?

Com certeza – sempre é legal ir para um lugar pela primeira vez. Estou ansioso, teremos uns dias a mais para conhecer a cultura local.

Paul, acha que falta realizar alguma coisa ainda com o Quakes? Quais os planos para um futuro próximo?

Sim! O que falta é o dinheiro! Cadê meu dinheiro? (risos). Meu plano para o futuro é continuar o que eu faço. Estou realmente vivendo meu sonho (sem o dinheiro e fama), mas esse é o caminho que eu escolhi seguir e estou feliz por conseguir ir para lugares como o Brasil e tocar minha música para os fãs daí.

Obrigado pela entrevista! Deixe um recado para os fãs brasileiros do Quakes!

Estamos ansiosos para tocar para vocês – a gente se vê em breve!
Continuem firmes!

www.thequakes.com
www.myspace.com/thequakes

Confira a entrevista na íntegra no:
“ Rockabilly Psychosis “ webzine

www.rockabillypsycho.blogspot.com

As palavras queimam ao som do hardcore

Posted by revoluta On September - 1 - 2009 ADD COMMENTS

Nem só de tango vive Buenos Aires, lá também há espaço para o hardcore/straight edge. Nessa breve entrevista com o baterista Alfredo, vocês conhecerão um pouco sobre uma das mais novas bandas surgidas por lá: Las Palabras Queman. Apesar de nova, a banda já lançou o seu primeiro álbum, A Punto de Estallar (leia a resenha aqui), via Seven Eight Life Recordings, responsável pelo lançamento e distribuição mundial do CD.

Por Deise Santos
Fotos de Divulgação

locomondo-01301 – Como a banda surgiu?
Alfredo: A banda surgiu no início de 2008, quando Ariel, Bosir e eu começamos a ensaiar para fazer as primeiras músicas da banda.

02 – Mas como surgiu a idéia de montar a banda?
Ariel e eu sempre tivemos a idéia de fazer uma banda straight edge old school. Somos amigos há mais de 10 anos e tínhamos muita vontade de fazer algo juntos. Uma banda de hardcore para voltar às raízes, que seja diferente das demais e que ao vivo se comunicasse com o público. Uma banda que falasse das coisas importantes que atualmente estão sendo esquecidas pelo hardcore como, por exemplo, o vegetarianismo.

03 – Quais são as influências da banda?
Nossas maiores influências são as bandas norte-americanas “The First Step” e “Better Than A Thousand”, mas com o espírito dos anos 80 de bandas como “Youth Of Today”.

05 – E porque “Las Palabras Queman”? Como chegaram a este nome?
É muito simples: algumas vezes as palavras, quando dizem a verdade, fazem mal às pessoas… Sobretudo às pessoas que não querem escutar a verdade e preferem fechar os olhos e se esconder da realidade. Preferem ignorar as coisas e por isso para essas pessoas “Las Palabras Queman”.

06 – E como é a cena hardcore/SxE em Buenos Aires?
A cena hardcore/straight edge existe há muito tempo, sempre existiram bandas que surgiram e sumiram, assim como as pessoas. Sabemos que atualmente há pouca variedade de bandas straight edge e é por isso também que existe “Las Palabras Queman”. Sabemos que podemos dar muito aos meninos e isso é o que queremos com nossa música e nossas letras. Voltar às raízes do hardcore.

lpq707 – Vocês tem feito muitos shows?
Nós fizemos mais de 10 shows desde que a banda surgiu.

08 – Quais as atividade dos integrantes fora da banda?
Todos nós trabalhamos e alguns de nós tocamos em outras bandas. Eu na “Enquirer” e Ariel canta na “Sudarshana”.
Além disso eu trabalho em uma empresa de máquinas de embalagem à vácuo, no departamento de vendas, Ariel trabalha em um restaurante/delivery vegetariano perto da sua casa, Boris trabalha com turismo em bares de tango e Lucas trabalha em um restaurante vegetariano chamado “Krsna” em Palermo.

09 – Como foi o contato com o Franco da Seven Eight Life Recordings para o lançamento do CD?
O Franco já conhecia Ariel por causa do Sudarshana e eu também tive um contato com ele uma vez, ele me escreveu enquanto eu tocava na banda Cuenta Conmigo. Quando nasceu a Las Palabras Queman Franco se interessou e desde o início queria trabalhar com a gente. Para a banda foi algo muito surpreendente ter alguém que já queria lançar os CD’s. Conheci o Franco pouco tempo depois quando ele veio a Buenos Aires e começamos a ter mais amizade.Um tempo depois ele voltou a Buenos Aires e ficou na minha casa e terminamos ficando amigos. Ele já confirmou que o próximo CD será editado por ele.

10 – Agora que o CD saiu, qual o próximo passo de vocês?
O próximo passo que temos em mente é gravar nosso próximo CD que terá 12 músicas, que já estão finalizadas. O EP “A punto de estallar” foi só uma apresentação da banda. Estes 12 novos sons são para nos firmarmos mais e logo poder tocar no Chile, Brasil e onde for. Queremos tocar constantemente, produzir boas músicas e ser um bom exemplo de banda straight edge.

11 – Vocês pensam que as letras em espanhol podem ser uma barreira para alcançar pessoas de fora de Buenos Aires?
Depende, na América do Sul todos podem nos entender. De certo no Brasil entendem nossas letras. Agora, se pensarmos em Europa e Estados Unidos aí não. Pode ser uma barreira, mas o Nueva Etica é um bom exemplo de que não há barreiras no hardcore.

12 – Espaço para vocês deixarem uma mensagem para o público:
Um salve a todas as pessoas interessadas na banda. Por favor aproximem-se de nós: www.myspace.com/laspalabrasqueman Dedicado ao straight edge.

Las Palabras Queman é:
Ariel – vocal
Alfredge – bateria
Boris – guitarra
Lucas – bajo

Para saber mais sobre a banda:
www.myspace.com/laspalabrasqueman

Plastic Fire comemora três anos de carreira

Posted by revoluta On July - 8 - 2009 ADD COMMENTS

Até outro dia não passavam de garotos. Jovens que liam sobre turnês e discos de suas bandas preferidas até que três anos atrás se inicia a história. Primeiramente com duas guitarras e agora numa versão mais enxuta e agressiva, o Plastic Fire, banda carioca que além de lançar seus discos e organizar shows na cidade, vem percorrendo o país promovendo seu primeiro registro chamado “E.XISTÊNCIA P.ARCIAL” que esbanja na sua contra-capa um símbolo do empreendorismo da banda: os oito selos que lançam o disco!
Você já havia ouvido falar de uma banda brasileira que tenha sido lançada por um selo peruano? Nem eu, antes de conhecer o trabalho desse grupo, que se auto-intitula: “Cota racial invertida”.
Confira esse rápido bate-bola feito com o guitarrista, Daniel Avelar sobre os três anos de muita inquietação do Plastic Fire e entenda o lance da cota através das fotos.

Por Mauro Pimentel
Fotos por Mauro Pimentel


pf11 – Conte um pouco do início do grupo. Como se encontraram? O que os fez se unir?
Primeiramente, três dos integrantes da primeira formação estudavam juntos e moravam (moramos ainda) perto um do outro junto do fato de nos encontrarmos diariamente para ouvir música, tocar um violão e beber uma cachaça. Essas coisas de rockeiro jovem sabe? A partir daí montamos o PF no intuito de tocar o que a gente gostava de ouvir. A união veio da amizade que ainda funciona como uma “filosofia”, um pré-requisito para integrar a banda até hoje.

2 – Vocês tiveram seu disco lançado em diferentes lugares, incluindo outros países. O contato, é claro, foi feito através da Internet. A ferramenta é utilizada por todos mas como fazer um bom uso da mesma?
Nosso CD está sendo lançado no Peru, Argentina e Portugal. Para conseguirmos os selos de fora do Brasil foi tudo pelo MySpace, entrando toda hora, mandando vários mensagens as quais aguardávamos ansiosamente as respostas.  O processo é bem chato mas vale apena. Falando nisso estamos para sair em mais duas coletâneas, uma no Peru (JONDOGO REC.) e outra na Argentina (SAP PUNK).

3 – Qual a maior roubada e a viagem inesquecível?
Roubada fora do estado ainda não teve não. Felizmente todos os shows pelo sudeste até agora foram legais com destaque para o do festival em Uberlândia, que tinha casa cheia e no qual conseguimos nossa primeira grande ajuda financeira, a qual auxiliou na viagem para os shows de São Paulo. O último show em Vitória (ES), em Abril ou Março desse ano, foi ótimo devido ao fato de reencontrarmos amigos que estavam na primeira passagem da banda pelo estado em meados de 2007. Em São Paulo tivemos a honra de ver o Rodrigo (Dead Fish) em um show ”nosso” junto dos amigos do AURIA(ES) e PRELUDIO(SP).

pf24 – 4 – Através da alcunha CHC Produções, vocês do PF vem fazendo shows em diferentes lugares do Rio de Janeiro. Como é estar do outro lado “da força”, ser o produtor do show? Ainda temos oportunistas que se intitulam “produtores culturais” pela cidade? E o bons exemplos? Poucos, muitos? Se puderem citem.
Particularmente acho bem legal produzir um show. Todo o processo desde de fechar o local para e/ou descobrir um novo local, chamar as bandas sejam cariocas ou de fora do estado ou municipio, fazer flyer, divulgar massimvente pela Internet e nas ruas através das filipetas (que ainda ajudam muito). Todo o processo traz um trabalho pesado mas que nos enche orgulho. Adoramos fazer isso!
Prefiro pegar meu dinheiro e fazer um evento. Infelizmente ainda acontece muito na cidade organizadores que obrigam os grupos a fazer venda ingresso, que é o mesmo que pagar para tocar.
Uma boa galera vem tentando reverter essa cultura nociva, agitando bons e honesto eventos. Posso citar o Vivenciar, Halé, Cervical, Frontal, Nuestro Sangre, Uzomi, Pés Descalços, a banda Os Estudantes e o falecido Ataque Periférico que sem dúvida é a banda na qual mais espelhei-me para fazer os corres da CHC.

5 – Contem sobre o processo de gravação do disco.
Processo bem desgastante, desde a gravação da bateria, passando por guitarras, baixo e voz. Apesar de sempre sentir que ”poderia ser melhor” ou ”que poderia mudar aqui ou ali”, foi o que conseguimos realizar na época, talvez se entrássemos no estúdio hoje ,as musicas estariam diferentes mas estamos felizes com o resultando e isso que realmente importa.

6 – O show de lançamento do disco é o último da atual formação, a
mesma que gravou o álbum, Como a banda lidou com essa repentina saída do baterista Erick Ligneu? Já tem como adiantar alguma informação sobre o novo nome para as baquetas?

Foi um choque. Após conversarmos tivemos que aceitar que não seria possível contar mais com o Erick. Pensei em dar um tempo com a banda mas não tenho direito de fazer isso pois ainda restariam duas pessoas que gostam tanto da banda quanto eu.
As duas semanas que sucederam a conversar com o Erick foram bem delicadas. Pensamos e conversamos muito. Chegamos a ficar bem desanimados pois só no mês de Junho desmarcamos quatro ou cinco apresentações o que dez interromper uma boa rotina de shows, que vinhamos imprimindo. É muito chato mas respeitamos a opinião dele e procuramos entender que não seria mais possível continuar como estava. Já fizemos testes com dois amigos. Tenho fé que em duas semanas estaremos anunciando o novo baterista.

7 – Agradeço pelo rápido bate-papo e fica aberto o espaço para banda:
Obrigado Mauro pelo espaço e continuem com o bom trabalho na Revoluta!

Para saber mais sobre a banda:
E-mail para contato:
bandaplasticfire@gmail.com
parmameister@gmail.com (Daniel)
Músicas: www.myspace.com/plasticfire
Fotos e agenda: www.fotolog.com/plasticfire
Telefone: +55 21 86944869

Voodoo Stompers: sangue novo no psychobilly nacional

Posted by revoluta On July - 2 - 2009 1 COMMENT

Voodoo Stompers é uma jovem banda Psychobilly, que em pouco tempo de estrada vem conquistando seu espaço dentro da cena com seu som clássico, influenciado pelos grandes nomes dos anos ’80.
Confira na entrevista um pouco mais sobre a banda, e procure ouvir eles, você com certeza não vai se decepcionar!

Por Márcio*

voodoo-sompers-foto-11. Vamos começar com a pergunta clássica: Quando surgiu a banda? É a mesma formação até hoje?
Bom, é uma história um pouco longa. Léo e o Adriano sempre tocaram juntos, ficamos um bom tempo procurando baixista para tocar conosco, chegamos a convidar o Marcial (na época em que ele tocava no Haunted Boys), mas ele já estava envolvido nesse projeto e foi quando conhecemos o Biffs em um show do Chibuku que teve em São Paulo, estávamos jogando sinuca e o assunto surgiu, trocamos contatos e começamos a ensaiar. No final de 2007, o Biffs saiu da banda por motivos de divergências de gostos, foi quando se juntou a nós o Marcial (aquele mesmo que recusou há 3 anos risos…) e hoje a formação é: Léo (guitarra / vocal), Adriano (bateria) e Marcial (Baixo acústico).

2. Gravaram algo? Ainda está disponível?
Em Setembro de 2005 gravamos uma demo intitulada “Mad Rock” com 6 músicas, de lá pra cá estamos só trabalhando em músicas novas, e juntando dinheiro para uma gravação oficial. Chegamos a gravar algumas músicas mais novas que estão disponíveis no nosso myspace, mas a gravação não nos agradou por completo e estamos trabalhando em uma nova gravação.

3. E porque optaram em tocar Psychobilly?
Bom todos nós gostamos de diversas coisas diferentes, que variam de Jazz, Blues, e principalmente o Rockabilly e o Punk Rock, passando também por Hardcore e Thrash Metal. Acreditamos que no Psychobilly é capaz de misturar vários desses estilos sem perder a característica do som, embora achemos que Psychobilly seja mais um desses estilos que gostamos e nos influencia do que termos esse rótulo mesmo.
4. Vocês acham que esse estilo tem espaço dentro da nossa cena underground como os outros estilos (punk, metal, hc…) ou as dificuldades são maiores?
Acreditamos que sim, embora existam pessoas que “torcem o nariz” quando sabem que se trata de uma banda de Psychobilly ou que tem influências… Principalmente em algumas casas de shows, porém na maioria das vezes que tocamos para um público diferente, o som é bem recebido e muitas vezes recebemos elogios de pessoas que não fazem parte da cena.

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5. O Psychobilly vem crescendo e isso é fato. Desde que surgiu nos anos 80 por aqui, a cena nunca foi tão forte como agora. A que vocês atribuem isso? E o que falta para ela se consolidar de vez?
Com certeza aos festivais que são realizados todos os anos pelo país, principalmente em Curitiba, São Paulo e Londrina, onde as principais bandas do estilo já tocaram e onde a maior parte das bandas do Brasil já tocou. Além destes festivais serem muito bem divulgados na mídia, a qualidade das bandas e da organização está se superando à cada ano, tendo público de todos os estilos e lugares do país, e até do exterior. Para que se consolide de vez, os festivais devem continuar no mesmo nível ou para melhor. E é uma questão de tempo para que isso aconteça. A internet também tem ajudado bastante: orkut, fórum psychobilly, myspace, blogs, enfim… Hoje basta procurar “Psychobilly” no google para se interar do que esta rolando.

6. Dentro do Psychobilly existem várias “vertentes” (mais pro lado rockabilly, punk, metal, ska…), onde o Voodoo Stompers se enquadra? Quais as influências de vocês?
Com certeza estamos mais para o Rockabilly do que para o Hardcore ou Metal apesar de serem fortes influências para nós assim como Jazz, Blues e Country. Nossas maiores influências são o Rockabilly e o Punk Rock. Meteors, Sharks, ES Feiv, Eddie Cochran, Stray Cats, Morrissey, T.S.O.L e uma porrada mais… Imaginem uma mistura de um pouco disso tudo e ouça nosso som (risos).

7. E essa variedade de vertentes dentro do Psycho é algo saudável ou acaba deturpando o estilo? É necessário ter esses “crossovers” para o Psycho não ficar estagnado?
Acreditamos ser saudável sim, para que existam bandas “para todos os gostos”, em um festival de Psychobilly hoje em dia, dificilmente você assistirá shows de bandas parecidas ou que soem parecidas. Não achamos “necessário”, mas ajuda para que cada um encontre a vertente que mais lhe agrada dentro do estilo, apesar de muitas vezes confundir o público e existirem milhares de nomes para essas vertentes como: Power Psycho, Neo-Rockabilly, Traditional Psychobilly, Psycho Metal, Voodoo Rockabilly e etc… Por outro lado uma pessoa “leiga” que assiste o show de uma banda que é rotulada como Psychobilly, pode sair entendendo que aquele tipo de música é o Psychobilly e que todas as bandas soam assim ou que sejam parecidas… O que acaba se tornando um grande equívoco. As pessoas tem de conhecer cada vez mais bandas do estilo para que formem uma opinião própria e encontre aquela mistura de som que lhe agrada. Isso vale pra qualquer estilo, sempre haverá vertentes!

voodoo-sompers-foto-2

8. Vocês já tiveram a honra de tocarem juntos com grandes nomes do Psychobilly que vieram para o Brasil como The Meteors, Batmobile, Mad Sin e outros.Como foi essa experiência? Qual foi a mais interessante pra banda?
Ficamos mais ansiosos para ver os shows do que para tocar mesmo (risos). Mas com certeza foram experiências incríveis que no começo não imaginávamos que pudesse acontecer! Principalmente por termos um público novo, que não estavam ali para nos ver em especial, mas acabaram conhecendo nosso som. Acreditamos que a mais interessante foi com o The Meteors por se tratar de uma das bandas preferidas e que criaram um estilo que nos influencia tanto. Batmobile também foi sem palavras!

9. E com quais bandas vocês gostariam de tocarem juntos um dia (vale até bandas que já acabaram…rs ).
Se formos citarmos bandas e artistas que já acabaram ou morreram encheríamos esta página, mas em especial gostaríamos de tocar com os The Quakes, Guana Batz e com certeza o Stray Cats ou o projeto solo do Brian Setzer, e tocarmos com o The Meteors ou Batmobile de novo seria um imenso prazer.

10. E os temas abordados nas letras? São os tópicos geralmente abordados no estilo ou tem outras inspirações?
Tentamos diversificar um pouco, mas resumindo, os temas que abordamos são horror, quadrinhos, filmes, histórias estranhas, como a letra da nossa música nova ‘Ghost Car’, que fala sobre uma história real vivida pelo Marcial! Procuramos colocar em nossas letras o que achamos conveniente, sem nos preocupar se vai ter “cara de Psychobilly”… Um bom exemplo é música “Pretty Girl” que o Léo fez para a namorada dele, que não é uma letra do mal e que teve uma ótima recepção! Outra é a “When I Look Into The Mirror” que é uma história bem legal sobre um cara que jura não ter matado a namorada! E basicamente é isso, às vezes alguém fica vivo e às vezes alguém morre! (risos).

11. Qual é o equipamento da banda (guitarra, baixo, bateria, amplificador, pedais…), estão felizes ou precisam investir ainda mais?
Léo: Eu tenho uma Ibanez Artcore AFS 75T, geralmente uso cordas D’ADDARIO EXL110 – light .010-.046, cabos Santo Ângelo e Planet Waves, meus pedais são: Boss CS-3 Compressor/Sustainer, Boss EQ-7 Equalizer, Boss DD-3 Digital Delay e um Reverb (Corned Beef) da Ibanez. Tenho um Amplificador Marshall AVT 50 – Valvestate que uso em apenas alguns shows, na maioria são amplificadores da própria casa.
Marcial: Tenho um baixo Palatino com cordas LaBella Supernil.
E uso um captador feito pelo Sonny (baixista do Crazy Legs ), segura, mas ainda sonho em conseguir um K&K…
Adriano: Eu tenho um kit de batera Peace com ferragens da Bauer – Pedal de bumbo simples Mapex – Peles Remo – Caixa Bauer Maple de 14” – Pratos Orion, Ride 20”, Chimbal 14”, Crash 16” e outro Crash 16” de umasérie inferior. Normalmente baquetas Liverpool B5.

12. E os planos para o futuro? Quando sai o primeiro disco?
Bom, estamos fazendo shows para levantar grana para a gravação do primeiro disco oficial. Finalmente! Assim que lançarmos o disco, investiremos mais em divulgação, merchandising e shows. Enquanto isso vamos trabalhar em músicas novas para diversificar os shows.
voodoo-sompers-foto-313. Obrigado pela entrevista! Deixem um recado para os leitores / internautas!
Gostaríamos de agradecer a você, Márcio, pela entrevista, que por sinal muito bacana de responder, com perguntas diferentes do que estamos acostumados a ler! A todos aqueles que de alguma forma nos ajudam, seja nos shows ou em um simples gesto de sinceridade, elogiando ou criticando nosso trabalho! Isso é bem motivador.

14. Mais uma questão! Quais são os 5 discos que vocês mais estão ouvindo no momento?
Léo:
1 – Big Sandy & His Fly-Rite Boys – “On The Go”
2 – T.S.O.L. – “Change Today?”
3 – Desperate Rock’n'Roll – “Coletâneas Vol.1 à Vol.19”
4 – Di Maggio Brothers – “Di Maggio Brothers”
5 – Chet Atkins – “Guitar Legend (RCA Years)”

Marcial
1 – T.S.O.L. – “Change Today?”
2 – The Meteors – “Meteors Vs The World”
3 – Bad Religion – “The Process of Belief”
4 – Guana Batz – “Loan Sharks”
5 – Frenzy – “The is the Fire”

Adriano:
1 – Slayer – Divine Intervention
2 – Rusty and The Dragstrip Trio – “I Ain’t Ready”
3 – Questions – “Fight For What You Belive”
4 – Street Dogs – “Back To The World”
5 – Gorilla – “Flamenco Death”

Mais infos no Myspace da banda

* Márcio edita o Alternar Zine e é um dos donos da Loja Combat Rock.

Dr. Living Dead: tóxico e contagiante

Posted by revoluta On June - 10 - 2009 ADD COMMENTS

012Caveiras com bandanas, caixas com símbolos radioativos no palco e um médico mal, muito mal.  Misture tudo isso e tenha como resultado uma das bandas que virou referência do crossover europeu. Com cerca de 5 anos de estrada, Dr. Living Dead bebeu na fonte do metal, a Suécia e além disso tem como referências bandas importantes do cenário mundial como Suicidal Tendencies e Slayer. Às vésperas da Death Fuckin Tour, turnê da banda pelo Brasil, que passará pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Joinville, Brasília e Goiânia, o vocalista Dr. Ape contou a história da banda e se revelou um amante incondicional do metal.

Por Deise Santos
Fotos de divulgação

01 – Quando e como a banda começou?
Dr. Ape: Drº Living Dead começou como um projeto muito engraçado há uns 5 anos, mais ou menos, eu não me lembro . Eu e o Dr. Toxic que começamos com a banda. Basicamente estávamos entediados de ouvir música ruim e queríamos tocar músicas que não eram mais tocada. Há muitas bandas fora daqui, mas realmente eu não conheço nenhuma que misture Anthrax, Slayer and Suicidal ao mesmo tempo. Então basicamente fizemos isso para ficarmos felizes.

02 – como os integrantes da banda se conheceram?
Dr. Ape: Dr.toxic e eu somos amigos desde que éramos pequenos. Portanto, temos uma longa história de show do Slayer e assim por diante ….. Tocamos juntos por muito tempo e somos bons amigos… Nosso baixista surgiu quando a banda começou. Fizemos como um monte de bandas faz, colocamos anúncios em lojas de música dizendo que estávamos procurando um baixista, foi difícil escolher o cara certo, mas finalmente conseguimos. O nosso primeiro baterista foi encontrado da mesma forma, colocamos flyers em lojas de música e outro baterista do mesmo jeito.

03 – Como foi a escolha do nome?
Dr. Ape: O nome da banda é uma história engraçada. Eu falei em ter o personagem mais malvado do universo. O mais mal do mais mal dos vilões… Então doutor é o nome da banda ou você pode dizer que somos os escravos do thrash (thrashslaves) do médico mal, algo como o Eddie no Iron Maiden, mas com uma história atrás dele, uma longa história (risos).
O médico é a prova viva dos mortos vivos …. Ele tem mais resíduos tóxicos no sangue do que qualquer planta tóxica no mundo.

02304 – o uso de máscaras faz parte dessa brincadeira também ou é uma forma de preservarem suas identidades verdadeiras? Algo como super-heróis às avessas?
Dr. Ape: Não realmente, a máscara com bandanas e tudo é realmente uma grande homenagem à cena de Venice na década de 80 ….. Você sabe, Suicidal, No Mercy, Evol, Beowulf etc . Se você olhar para todos os antigos artworks, você vê esqueletos com bandanas e pensamos que seria uma coisa muito legal a fazer, é como uma homenagem.

05- Nos últimos anos vem surgindo muitas bandas com influências do crossover dos anos 80, vocês enxergam isso muito mais como um tributo ou assim como outras manifestações culturais vocês acham que música tem um ciclo e a volta do crossover é vista como parte disso?
Dr. Ape: A máscara é uma homenagem visual … Bem, você poderia dizer que a música é uma homenagem também. Mas, para ser honesto eu acho que essa é a única maneira de tocar metal ou é a única forma de realmente se divertir. Eu não sei sobre as outras bandas, mas para nós isso é realmente do fundo do coração. Não somos um revival anos 80, retrô, banda tributo ou algo assim. Conheço um monte de gravadoras e revistas aqui na Europa e nos E.U.A. gosta de chamar as coisas de anos 80.
Eles promovem uma série de banda como se fossem algo a partir da década de 80, mas eu acho que essa música nunca foi embora, ela sempre esteve lá.
Crossover e thrash nunca foram embora. Eu não parei de ouvir Slayer & Suicidal, só porque Nirvana e Korn foram a grande coisa na década de 90 …. Thrash é thrash é e será sempre aqui.
Acho triste que as suas tendências vêm e vão …… Espero que isto vá durar para sempre …. Acho que metal em geral é aqui, agora para ficar para sempre

06 – Você diz que não parou de ouvir Slayer e Suicidal, mas da década de 80 para cá, você e os outros integrantes ouviram outras bandas e sonoridades?
Dr. Ape: Sim, eu ouço um monte de outras coisas, mas o principal é metal. Eu acho que 90% da música que entra nos meus ouvidos nessa vida é Maiden, Maiden Maiden Maiden.

07 – Os outros integrantes também?

Dr. Ape: Eu acho que eu e o nosso baixista (Dr. Rad) somos maiden maníacos. Eu acho que ele é mais maluco pelo Maiden. Todos os integrantes são da velha escola do death metal também.
Principalmente bandas suecas da velha escola do Death Metal. Eu amo Dismember e Entombed.

03108 – Como é a cena na Suécia? Tem aparecido muitas bandas novas por aí?
Dr. Ape: Bem, para ser honesto, eu não conheço muitas bandas novas. Eu gosto um pouco. Undergång, são nossos amigos, Undergång é muito divertida ao vivo, eles tem a melhor atuação ao vivo na Suécia. Shows loooooucos e In Solitude é uma grande banda de heavy metal da Suécia, Confiram.

09 – Muita gente considera a Suécia o berço das melhores bandas de metal do mundo. Como você explica um local como este, que deu origem a tantas bandas, estar com uma cena tão devagar?
Dr. Ape: Eu sei que há um monte de grandes bandas da Suécia, talvez só eu acho que a maioria das bandas são entediantes… Eu não posso falar por outras bandas, mas se você olhar para todas as grandes bandas daqui você pode ver que a maioria delas raramente tocam na Suécia, mas a maior parte toca fora da Suécia.
Existe um pequeno número de pessoas que são verdadeiras, que gostam e se diverte… Eu não sei , eu não tenho uma boa resposta para isso.
Uma coisa positiva é que está chegando agora uma nova geração, eles são inteligentes o suficiente para não ouvir música ruim.

10 – Quais as expectativas de vocês para a turnê pelo Brasil?
Dr. Ape: Acho que posso falar por todos os integrantes da banda. Nós vamos nos divertir! Ouvi dizer que o público é muito louco. Bom, eu vi alguns vídeos na internet. Nós amamos o Brasil.

11 – O que você sabe sobre o Brasil? E quais bandas você conhece?
Dr. Ape: Eu cresci ouvindo Sepultura…. Sepultura chamou minha atenção para o Brasil. Violator. Eu me lembro que ouvi Violator alguns anos atrás e pensei comigo mesmo WOW!!! Das novas bandas, a que eu realmente gosto é Bandanos e gosto muito de Hate Your Fate, é muito muito boa. Hate Your Fate atualmente é a minha banda nova favorita.

12- Como você vê a internet como ferramenta de divulgação das bandas?
Dr. Ape: Internet é realmente ótima. Eu acho que nunca teria ouvido muitas bandas se não fosse a internet. Eu acho que o Brasil não conheceria a Doctor se não fosse a internet.

13 – Você falou sobre o visual ser um tributo. Se vocês fossem convidados a fazer um CD Tributo ao metal/crossover, quais músicas e bandas você escolheria?
Dr. Ape: Essa escolha é difícil… Eu não posso realmente escolher 10 bandas agora, mas se eu fosse gravar um cover de alguém seria definitivamente uma música do Slayer ou uma do Suicidal. Estamos planejando, talvez, gravar um cover no futuro, mas ainda não decidimos… Mas se você me perguntar, eu gostaria de tocar “Feel like shit deja-vu” do Suicidal ou “Chemical Warfare” do Slayer. Mas temos que manter em segredo até nós fazermos. Eu não sei sobre os outros caras da banda.

14 – Dr. Ape, muito obrigada e deixo o espaço aberto para você deixar um recado para o público brasileiro:
Dr. Ape: Minha mensagem é simples: stay cyco, coma milhões de batatas fritas tóxicas, ouçam Slayer, ouçam Maiden… e ouçam Doctor (risos). Digam a todos os seus amigos que o “Doutor” está chegando na sua cidade em julho. Nos vemos!

Dr. Living Dead é:
Dr. Ape – vocal
Dr. Toxic – guitarra
Dr. Rade – Baixo
Dr. Doink – Bateria

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Confira as datas e locais dos shows no Brasil em: www.myspace.com/doctorlivingdead

Motosierra: cada vez mais suja e agressiva

Posted by revoluta On June - 8 - 2009 ADD COMMENTS

A cena rock and roll uruguaia tem uma representante que não é devidamente reconhecida por lá. Mas aqui no Brasil,a banda mais rock and roll do planeta terra tem público fiel e, de tanto vir a terra brasilis, um de seus integrantes acabou se casando com uma brasileira.  Pronto para receber os seus três amigos uruguaios, que com ele formam a Motosierra, para uma série de shows em São Paulo, o vocalista da banda, Marcos conversou com o Porta Revoluta, pra contar um pouco da história da banda, que está completando dez anos, e sobre a expectativa para os shows da mini-turnê.

Por Deise Santos
Fotos de divulgação


01. Como e quando a banda Motosierra banda começou?
Marcos:
Hum… Tá difícil viu… Em novembro já faz 10 anos e eu ainda não acredito, está parecendo que tudo passou muito depressa.

02. Então, conte um pouco como começou, como foi a idéia de montar uma banda?
Marcos: A banda foi na verdade um produto de uma história de bandas que já estavam rolando no Uruguai, nos anos 90. Produto do underground uruguaio dos 90, que foi muito foda, e muito incompreendido na época, mas foi o que a gente bebeu quando moleques. Nos anos 90 no Uruguai tinham duas bandas muito fodas: Chicos Electricos e Cross.
Chicos Electricos era mais Stooges, MC5, Dead Boys e Cross, mais Black Sabbath, Sicodelia…
A gente era muito fã, assistia a todos os shows dessas bandas. O Walo (baterista) e eu, a gente é do mesmo bairro no Uruguai, El Prado, e tinha banda junto. Daí aconteceu que o Walo foi chamado pra tocar na bateria do Cross. Foi foda, tipo… meu amigo, o cara da banda, tá tocando com os nossos ídolos!!
E lá foi ele… Gravaram um disco juntos, a banda acabou… Tudo acaba lá no Uruguai, daí a outra banda foda de lá, Chicos Electricos, também acabou no ano de 1999 e aí que foi o lance. No ultimo show dos Chicos Electricos, a gente foi junto, o  Walo e eu. Assim que acabou o show, o Walo pegou o baixista dos Electricos, Gabriel Barbieri, e falou pra ele: “isso tudo não pode ficar assim, a gente tem que fazer uma outra banda”. E o Gabriel; “Eu já tenho um guitarrista, o Luis (que se tornou o guitarrista do Motosierra). Vamos lá, fazer um som.
Daí eles começaram a ensaiar, mas não me chamaram!!
Não me deixaram fazer um teste de vocalista, pois eles estavam precisando era de um vocalista, até que 2 meses depois fui chamado (pela minha insistência) pra fazer um teste. Cheguei e tocamos Are you ready? do Turbonegro…  Acho que foi a primeira vez que uma banda tocou Turbonegro lá no Uruguay…  Novembro de 1999… Acabou o ensaio e o Gabriel me falou: “Você está na banda.”. E foi isso.

motosierra1

03. Então nasce a Motosierra em 1999. Como foi a escolha do nome da banda?
Marcos: Foi muito engraçado, porque olha…  A gente estava lá, no porão, ensaiando essa nova banda. Daí a gente nem ligava, só tocava e procurava o nosso som. Coisas que nunca tinham rolado lá no Uruguay e mais, acho que não tinha rolado muito disso na América Latina, olhando pra trás…
The Dwarves, Motörhead, Turbonegro, Zeke, Stooges, Black Flag… Tudo misturado.
A gente tinha a consciência de que ninguém ia sacar porra nenhuma do que a gente ia fazer. então, foi tipo: FODA-SE!!
A nossa cabeça (e a gente não tava tão errada assim…) foi tipo, ninguém vai gostar do que a gente faz. É muito pesado, muito rápido, muito cru. Então vamos nos divertir.
A gente arrumou um show com uma banda que (agora) é muito grande no uruguay, Buenos Muchachos, amigos nossos de muitos, muito anos e o primeiro nome da banda foi: SATANAZIS, ou seja, SATAN + NAZIS (satanistas e nazistas). Uma piada, sacou?? A gente tava tentando chocar e olha que a gente conseguiu! Porque não tem nada pior que misturar hitler com satã. Imagina…nada pior!!
Mas o problema é que a manager dos Buenos Muchachos era judia e ela não gostou nada, mas nada, da piada. Falou pra gente: “olha, vocês com esse senso de humor aí, nao vai dar em nada, faz um favor, e muda de nome, porque com esse nome vocês não vão tocar com a gente”.
Imagina… A gente voltou pro estúdio dando risada. Aí pensamos, vamos procurar um nome…
O que é que a banda parece?? Qual é o som da banda?? Uma motoserra. Pronto: MOTOSIERRA. Três dias antes do primeiro show e assim foi, um acidente, o nome da banda na verdade é SATANAZIS.
04. Já não gosto mais da banda…
Marcos: Dá pra entender, mas no começo, a idéia e que ninguém gostasse da banda, só nós. Mas o que é importa é o que acontece no palco, o que se transmite de lá pra fora, do público pra o palco.

05. Sonoramente vocês são muito bons…
Marcos: Sim, a banda tem bons músicos… Bons músicos fazendo música básica, mas bem forte, o mais forte que a gente pode tocar, isso sempre foi assim, a gente tem orgulho disso.

06. Então a banda fez seu primeiro show… E como chegaram ao primeiro material gravado?
Marcos: A banda tocou um ano… Foi um ano incrível, fazendo qualquer merda, tem muita coisa bizarra lá… Mas com 6 meses de banda, falamos em gravar alguma coisa, pra testar o som da banda, gravamos 4 músicas, em julho ou agosto de 2000, daí continuamos tocando e
já desde o começo, o Motoiserra teve uma característica de tocar com bandas de fora do Uruguay, porque a gente pensava que lá, no Uruguai, ninguém ia gostar da banda, então, a alternativa lógica foi procurar uma saída fora. E já no nosso segundo show tocamos com Killer Dolls, da Argentina.
Bom, no final do ano estávamos procurando uma letra do Turbonegro na iternet, pra fazer um cover, só porque a gente é fã. Daí caímos num site alemão do Turbonegro, de um selo da Alemanha, eles estavam procurando bandas do mundo inteiro pra fazer parte do tributo a banda Turbonegro e era pra enviar material gravado. E o melhor, já tinha participação de bandas fodas que a gente e fã, tipo Supersuckers, Nashville Pussy, Dwarves, Zeke, Queens of the Stone Age e Ratos de Porão!!
Aí a gente pensou, vamos enviar alguma coisa, fomos no estúdio e gravamos um cover do Turbonegro. A gravação deu uns 40 reais, enviamos pra Alemanha… e ficou!! Ficou entre as bandas que a gente curtia, sacou?? Um ano depois da banda começar a ensaiar….
Cara, foi uma coisa mágica. Daí enviamos o cover pro guitarrista e vocalista do Killer Dolls, Chary Lonrenzi, argentino. Ele tem um selo que se chama No Fun Records. Quando ele escutou a gravação, falou: “se vocês conseguem fazer um disco assim, eu edito”. E a gente fez.

07. E então saiu o primeiro álbum…
Marcos: A gente começou a fazer músicas pro disco em fevereiro. Tínhamos um monte de músicas, mas a cada ensaio, cada dia, saíam idéias melhores. Foi um bom momento da banda.
Então em março a banda foi no estúdio, com 4 músicas novas. Gravamos e achamos foda, daí voltamos a ensaiar, criamos 4 músicas mais e gravamos.
Voltamos a ensaiar e gravamos de novo
No total foram 3 meses em blocos e 4 músicas novas por mês, assim foi feito o primeiro disco: XXX.
Logo depois, saiu pela No Fun Records, e vendeu muito bem no underground argentino e europeu, ajudado pela participação no disco Tributo ao Turbonegro. Daí o pessoal do selo alemão Incongnito Records ficou com a idéia de editar o nosso disco em vinil, e a gente fez o nosso primeiro LP, 2 anos depois da banda começar. Foi inacreditável…

motosierra208. O que esse álbum trouxe de retorno pra vocês? Aconteceram shows? tour? por conta desse álbum?
Marcos: Lá no Uruguai nunca tivemos uma resposta do público e nunca vamos ter. Começamos com shows pra 50 pessoas, depois do disco e tal, foram 30… ninguém ligava. Aliás, a gente cantava em inglês… Por que?? Porque sempre achamos que a nossa praia era fora do Uruguai. Lá no Uruguai, é o cemitério…
Só agora, depois de 10 anos, que tem uma molecada nova que liga para o que o Motosierra é e o que o motosierra tentou fazer.
Olha aqui no Brasil é diferente, não estou falando que é melhor, mas é diferente. O Uruguai tem 3 milhões de pessoas. A metade está na capital, Montevideo, que é de onde a banda é… Imagina… é o interior… Aqui é uma outra coisa, tem público, tem mídia, tem grana, tem clubes… Mas não tem rock and roll e só fiquei sabendo disso quando vim morar aqui., isso faz 2 anos.

09. Como foi o contato com o Mozine e a Läjä Rakords?
Marcos: Bom, o Mozine… Como foi que a gente se conheceu?? Eu não sei como foi, na verdade, o lance todo do Brasil é que a gente acabou tocando tanto aqui e editando discos, e eu fiquei casado com uma brasileira…
É muito esquisito, bizarro… Acho que era pra acontecer.
Pensando direito (e olha que estou estou na breja…), foi por causa do Charly Lorenzi, (Killer Dolls) mais uma vez…
Porque ele tinha morado 2 anos em São Paulo, em 19999 e 2000, e tinha tido um contato com Forgotten Boys, Butchers, todas essas bandas daqui… e falou pra gente fazer uma turnê juntos no Brasil. Daí ele nos apresentou selos e bandas. Acho que daí a gente conheceu o Patron(Mozine, Läjä Rakords). Além do Evil Idolls, Forgotten, Butchers… A coisa toda.
O Charly foi um grande catalisador da idéia de fazer um circuito entre São Paulo e Buenos Aires. Isso sempre foi idéia dele e foi feito num momento em que ninguém pensava nisso. Quando a gente começou a fazer tours no Brasil, ninguém aqui tinha conhecimento do que acontecia fora do Brasil, na América Latina e vice-versa. Agora, é uma realidade. Mas o cara leva o crédito e o Motosierra foi o cobaia da história.
A gente faz rock and roll fora de fronteiras, fora dos países, procurando sempre quem gosta do nosso som, seja na Argentina, Uruguai, Brasil ou na puta que pariu.

10. Desde o inicio da banda, tiveram mudanças na formação, o que aconteceu? Quem saiu, quem entrou?
Marcos: Bom… Motosierra tem uma coisa engraçada, porque eu e o pessoal da banda, acabou achando que a banda tem vida própria. Sabe, como o carro, o christine, do filme, sabe o filme?
Bom, então… A banda é maior que os integrantes do Motosierra, é um mostro… é um fuckin monstro.
Virou uma coisa que é maior que nós, não pode parar, sacou?
Aconteceu que saiu o primeiro baixista, o Gabriel Barbieri, que tinha feito todo o esquema da banda, o que a banda é, como funciona, como é o som, a imagem da banda….
Bom, ele saiu em 2006 e a banda não acabou, e mais, o Motosierra pediu mais um disco e a gente fez um disco pro Motosierra. Daí eu conheci a minha esposa, fiquei no Brasil…
E a banda me chamava pra tocar lá, e eu ia, tudo em 2007. Daí o guitarrista, Luis Machado, foi morar na Espanha e o fim, né??
Não!!
O Motosierra continuava a pedir o sangue da gente. Aí a banda arrumou mais um outro guitarrista (já tinha entrado o baixista Leonardo em 2006), entrou pra fazer shows o leroy, irmão menor do Luis e guitarrista da melhor banda uruguaia, Silverados. E daí, a gente continuo a fazer shows. Agora, a banda sou eu nos vocais, o Walo na bateria, o Leo no baixo e o Leroy na guitarra. É isso… A máquina não está a fim de parar…

11. E agora você recebe seus amigos uruguaios no Brasil, na próxima semana, para uma série de shows…
Marcos: Você viu? Coisa louca… O pior é que tenho feito uma reforma na cozinha e no banheiro. Então, estou preocupado, porque eles vão cagar o banheiro novo e a cozinha, minha esposa vai ficar puta. (risos)

motosierra412. E como está a expectativa da banda para esses shows? Para leroy e leo será a primeira vez por aqui?
Marcos: Cara, o Leroy estava nos nossos primeiros ensaios, ele era um moleque cabeludo fã do Nirvana… Sentado num canto, bebendo vinho e virou um puto guitarrista.
Tocou muita vez com a gente, no Uruguai e Argentina, junto com o Luis. Cara, Leroy e o Luis juntos… Isso é pra história!! Uma dupla du c******!!
Mas daí, cada vez que o Luis fazia uma música pra a banda, antes mesmo de apresentar no ensaio, ja ensinava pro Leroy, ou seja, ele conhece as músicas do Motosierra antes que a banda mesmo. Daí quando a gente foi chamada pra tocar no ano passado, em agosto, no MADA Festival, em Natal… O Luis já estava lá, na Espanha, mas não tive dúvidas não… Chamamos o Leroy e eles ensaiaram lá no Uruguay, e a gente em Natal, 2 dias antes do festival, antes de abrir pra O Rappa. E, acredita em mim, a gente acabou com O Rappa. Daí, tocamos no Uruguai também, e na Argentina, com o Leroy, agora vamos repetir em São Paulo

12. Marcos, deixa uma mensagem para as pessoas que irão ler essa entrevista:
Marcos: MARACANÃ 50!! Lembrem-se do Uruguay (risos).

13. O que podemos esperar desses shows do Motosierra?
Marcos: Bom, a gente vai fazer duas músicas de bandas argentinas, só pra tirar sarro: uma música da Sumo, grande banda dos 80 da Argentina, que eu vi no ano de 1986 no Uruguai num festival, junto com o Renatão, ou seja ,a Legião Urbana. Eu vi a legião ao vivo, man!!
E uma música da grande Pappo’s Blues, da Argentina, chama-se Fiesta Cervezal, mas vai ser em português e diz assim:
“eu quero beber um gole de loura gelada pra minha sede
faz muito calor, nesta festa
eu quer beber um gole do licor mó fino
com os meus amigos
faz muito calor, e ainda não tem bebido
(solo de guitarra)”

Agenda dos shows em São Paulo

Dia 11/06 – São Paulo – CB Bar
Dia 12/06 – Santos – Fiesta
Dia 13/06 – Campinas – Bar do Zé
Dia 14/06 – São Jose dos Campos – Hocus Pocus
Discografia

7″

- “Give Me The Money” (7″ single vinilo – Bad Attitude Rcds – 2003 – Finlândia)
- “Son of a Bitch” (7″ single – Bad Attitude Rcds – 2005 – Finlândia).


Split’s

- MOTOSIERRA / EVIL IDOLS – Split CD ( Cd – Laja Rcds – 2003 – Brasil).
- “Hot Music for Hot Chicks split” CD MOTOSIERRA / CULPABLES (Rastrillo Rcds – 2004 – Argentina)
- MOTOSIERRA / FORGOTTEN BOYS – Split CD ( 13 Rcds – 2004 – Brasil)
- “The Battle of Rio de la Plata” split CD MOTOSIERRA/ DOBLE FUERZA (Jimmy Jazz Rcds – 2005 – Polonia)
Álbuns (CDs / LPs)

- XXX (CD – No Fun Records, 2002, NFCD004)
- Rules (CD -Myrmecoleo Rcds, 2003, Japon/ CD – Läjä Rakords, 2003 – Brasil)
- Directo desde el W.C. (CD – Rastrillo Rcds – Argentina)
- Kick Asss RockNRoll (LP – No Brains Records, 2003, NB003)
- XXX (3ª reedição – CD – Laja Rcds – 2004- Brasil)


Coletâneas

- “Alpha Motherfuckers” CD (Hopeless Records, 2001, HR 656) Hobbit Motherfuckers (Turbonegro).
- “A Collection Of Great Dance Tunes” – Vol 3 10″ (HDP Records, 2002, shaw 10.001), Hell Drunkards & Pretty Tattooed Hookers.
- “Rawk ‘N’ Roll Revolution” CD (Myrmecoleo Records, 2002, MLR-006), Hell Drunkards & Pretty Tattooed

Mais sobre a banda em:

www.myspace.com/motosierra

Ação Direta alcança a maioridade

Posted by revoluta On May - 15 - 2009 1 COMMENT

Uma idéia de dois amigos de escola resultou numa das bandas mais respeitadas do cenário independente nacional. Do punk ao metal, o quarteto do ABC paulista, percorreu 21 anos de estrada levando à risca o nome que escolheram: Ação Direta. Seja através da sonoridade (cada vez mais extrema e agressiva), das letras (conscientes e urgentes) e das apresentações contagiantes, a banda vem escrevendo sua história baseada na humildade.
Nesse bate-papo, o quarteto falou um pouco sobre sua trajetória, mas não é só isso, alguns amigos falaram ao Revoluta sobre essa banda que influenciou muita gente em mais de duas décadas de estrada.

Por Deise Santos

foto-lendaria1. Como a banda surgiu?
Gepeto: Surgiu da idéia de dois amigos de escola do início da década de 80. Eu, Gepeto e o meu amigo Panda, ambos envolvidos com rock e suas vertentes mais agressivas e marginais. Os dois, insatisfeitos com os rumos do cenário da época, marcado por guerras tribais entre gangues da região, da capital e do interior de São Paulo resolvemos usar os instrumentos e microfone como meio de comunicação e como ferramenta de expressão.
Foi assim, que em meados de 1987 se iniciaram os ensaios, na época e uma história muito louca, que caminha para os seus 22 anos !!!

2. Em 21 anos de estrada quais foram os momentos mais difíceis para a banda?
Gepeto: Estar numa banda por tanto tempo significa uma grande vitória, pois a carreira é sempre marcada por altos e baixos. Já vivenciamos momentos difíceis, de muita pressão externa, interna, momentos que soubemos enfrentar e superar com muito diálogo, muito respeito e acima de tudo muito trabalho.
Estar numa banda é abrir mão de muitas coisas, é vivenciar um estilo de vida e aceitar todos os desafios de ser um músico num país de terceiro mundo.
Seguir com isso é uma opção, uma escolha.

3. A banda já passou por algumas mudanças na formação. Como foi isso pra banda? Qual a contribuição de cada integrante que passou pela banda?
Gepeto: Passamos por várias formações.
Algumas pessoas passaram pela banda simplesmente, outras vieram e deixaram suas marcas, sua arte.
Hoje estamos com a formação estabelecida há um bom tempo e este time é o que mais produziu para a banda e também o que vivenciou momentos mais intensos até agora.
Sempre que passamos por estas situações de mudanças, procuramos nos reorganizar o mais rápido possível e dar seqüência ao trabalho. Com o tempo as coisas vão se ajustando.
Acho que somos uma boa família e o time atual é o que mais representa a AÇÃO DIRETA na sua essência!!!

galo-river4. Ação Direta conseguiu entrar na cena por mais de uma porta (hardcore/metal), algo não muito comum na década de 80. Como foi que vocês conquistaram o público?
Gepeto:
Como disse no início, temos esse contato com a cena Punk/HC e a cena Metal desde o início da banda, quando na época, já dividíamos ensaios com o HAMMER HEAD e tal.
Conquistamos isso com a nossa própria postura natural, que sempre foi a de respeito e coletividade!!!
No passado enfrentamos tensões por conta disso, da intolerância por parte das minorias, mas hoje temos orgulho de termos nos mantido íntegros e de não termos seguido nenhuma tendência, moda ou radicalismos idiotas.
Também tivemos a iniciativa de junto com outras bandas históricas como os próprios RDP de buscar esse contato, essa união, de propor e quebrar barreiras e pré-conceitos.


5. A banda tem uma discografia recheada de bons álbuns e a evolução é visível (ou diríamos audível?). Como se deu essa transição?
Gepeto:
Foram os anos e anos de estrada que nos moldaram para isso. É estranho, mas nenhum álbum nosso soa parecido com o outro e isso se tornou nosso grande desafio, estar sempre criando e acrescentando algo a nossa música e não repetindo fórmulas.
Hoje temos o nosso próprio estilo e estamos olhando para frente !!! SEMPRE !!!

6- Mais do que um nome que traduz o Do It Yourself, Ação Direta é uma banda muito presente na cena underground. De onde vem essa força e persistência?
Gepeto:
Somos envolvidos com o underground. Nascemos e crescemos dentro da cena !!! Amamos o que fazemos e creditamos na nossa música.
É difícil dizer como estamos nos mantendo por tantos anos nessa correria louca, mas é fato, estamos nós aqui cheios de gás para a temporada 2009 !!!

pancho-river7. Algumas letras da Ação Direta, senão todas, são gritos presos na garganta das pessoas que vocês traduzem em música. Qual a vivência de vocês, de onde vem a inspiração das letras?
Gepeto:
Somos pessoas normais, trabalhadoras, sonhadoras, cidadãos corretos e é através dessa música que colocamos nossas idéias, vontades e expressões para o mundo !!!
Gostamos de misturar o cotidiano com o existencialismo, de abordar temos relacionados ao ser humano e de incentivar as pessoas a refletir, pensar e ter suas próprias convicções.

8. Algumas pessoas envolvidas na cena destacam o profissionalismo da banda e os álbuns são um reflexo disso. Como é o processo de criação de um álbum? Como chegam à sonoridade e à plasticidade do álbum (arte, capa, etc)?
Gepeto:
Tudo surge nas inspirações que nos chegam e que captamos e transformamos em músicas e palavras.
Vamos montando o quebra cabeças aos poucos, parte por parte e lapidando tudo.
Gostamos de trabalhar com liberdade de experimentar e sem pressões externas e assim cada álbum vai surgindo, ganhando forma e tem funcionado bem assim.
Gostamos de fazer parcerias com artistas relacionados a parte gráfica e também gostamos de nos envolver nessa parte. Somar é sempre bom quando todos estão inspirados e trazem idéias também.

09. A banda completou 20 anos, o que mudou e o que continua exatamente igual para vocês na cena?
Pancho:
Bom, somos uma banda underground de 20 anos de história, dedicação e compromisso com a arte, sobretudo com a música então acho que isso sempre foi assim e jamais vai mudar. O AÇÃO DIRETA se criou no meio de uma cena que na época estava começando a se misturar e com a ascensão do hardcore a gente foi crescendo junto, naturalmente, evoluindo e lapidando nossa música mas sem deixar de ser roots e com certeza cada vez mais agressivos. E creio que o que realmente mudou foi em relação a qualidade técnica tanto da banda quanto das condições a nós oferecidas para tocarmos e transmitirmos nosso recado de forma cada vez mais concreta e profissional ainda que dentro de um universo (paralelo) totalmente independente.

marco-riverMarcão: Acho que a cena, ainda bem, mudou bastante de 20 anos pra cá. Em certos pontos tipo organização, os eventos e a estrutura ficaram bem melhor, mas em outro aspecto tem gente que não acompanha a evolução natural que tem que acontecer. Tipo, otários que ainda vão em shows e ficam querendo arrumar treta com outras pessoas que não pensam igual a eles ou não usem o mesmo visual, essas coisas idiotas..

Galo: Acredito que depois de 20 anos, a única coisa que continua a mesma na cena independente é que continua tudo acontecendo na base do Do-It-Yourself, porém vemos muito mais parcerias e menos picuinhas; os selos,organizadores de shows e membros de bandas perceberam com o passar dos anos, que é muito mais fácil conseguir as coisas unindo forças e desenvolvendo parcerias. Hoje é melhor do ponto de vista de estrutura para tocar, os equipamentos são melhores e a qualidade dos shows melhorou com isso. Mas underground é cheio de altos e baixos…

10. Agora vocês fazem parte do cast da 3 Mundos Produções, como foi esse contato e essa decisão de entrar para uma produtora. E o que isso significa para a banda?
Galo:
Nós conhecemos o pessoal há mais ou menos 10 anos por causa do Dead Fish, tocamos juntos uma vez e nos tornamos amigos. Há poucos meses, conversamos com o Alyand e dissemos sobre nosso interesse em trabalhar de forma mais profissional na organização de shows para nos manter afastados de maus produtores e tocar em eventos de melhor qualidade. Ele achou que tinha tudo a ver com a proposta da produtora e iniciamos essa parceria que com certeza trará muito trabalho e diversão

11. Como se deu a volta do Pancho pra banda?
Pancho:
Basicamente, o Gil – o guitarrista que me substituiu – já não estava mais na mesma sintonia de sair para tocar e dedicar o tempo à banda e resolveu sair (isso segundo os caras da banda) e eu estava na fúria, querendo tocar, mas o HATEMOSFEAR não tem muita agenda né, daí rolou que a gente se falou, fez uma reunião e resolvemos voltar à formação clássica (risos).

Marcão: Na verdade ele nunca deveria ter saído, mas foi uma opção dele e a gente aceitou como sempre fizemos na banda. Ficou cerca de 5 anos fora e nesse tempo conseguimos o Gil que fez a banda andar esse tempo sem o Pancho.

gepeto-pbMarcão: A volta foi bem natural, o Gil tava com alguns problemas como tempo/família/trabalho/ noiva, e essas coisa não combinam com estrada, ficar longe de casa e estar sempre tocando. Aí o Pancho foi se aproximando da gente marcamos várias reuniões e em uma dessas ele se lançou e a gente convidou ao mesmo tempo para voltar a tocar com a gente e, é claro, o velho Pancho aceitou na hora .

12. O baterista Marcão agora está dividindo sua agenda entre o Ação Direta e o Dead Fish. E o Pancho voltou pra banda, mas continua com a Hatemosfear. Como vocês estão administrando as agendas?
Pancho:
Cara, o HATEMOSFEAR nem é problema porque a gente mal ensaia quanto mais tocar né… Agora com o Marcão a gente tá se virando assim, fizemos alguns shows com o Edu (baterista do NITROMINDS – que também tem uma agenda super ocupada) e no momento estamos ensaiando com o Kiko (baterista do NECROMANCIA) para eventuais próximas apresentações.

Marcão: No começo tivemos alguns problemas com agenda, pois quando entrei no Dead Fish, a agenda das duas bandas já tinham datas marcadas e o pior no mesmo dia, mas foram uns dois ou três shows, agora já temos o controle da situação pois é a mesma agência que agenda shows pro Ação Direta e pro Dead Fish e assim vamos administrando essa doidera toda. Quanto ao Hatemosfear, funciona bem parecido, mas fica mais fácil porque a banda não é tão ativa e assim temos tempo pra fazer essas logística louca.

13. As produções não param e já está a caminho um “Best of” a ser lançado por aí… Fale um pouco sobre isso:
Pancho:
Sim, tem um “Best Of” pra sair , provavelmente um lançamento SUDAMERICANO e por enquanto estamos selecionando as músicas.

Marcão: Na verdade gostaríamos de regravar algumas faixas de todos os discos até o Intervenção, mas agora fica meio fora de mão pra gente então o Best Of seria a melhor opção.

Galo: Existe um selo Peruano que irá lançar em breve um Best Of do Ação Direta.Serão aproximadamente 25 músicas de todas as fases do Ação.Para ilustrar estamos pensando em cartazes de shows de todas as fases.Em breve teremos novidades a respeito de datas de lançamento.

river-rock-a14.Quais são os próximos planos da banda?
Pancho:
Planos? Poutz, VÁÁÁÁÁRIOS!!! O problema é tempo para fazer tudo né? A gente pretende fazer um disco de covers, regravar alguma coisa do começo da banda, registrar em DVD um show legal, mas acho que primeiro vai sair o Best Of e na sequência um disco novo, que já começamos a trabalhar nas músicas novas.

Marcão: Estamos começando a compor músicas novas, ainda bem no esqueleto, mas o trabalho já está em andamento, e também temos um projeto de um disco de cover, mas no momento está arquivado na gaveta, é bem provável que depois desse tal disco novo venha esse de covers.

Galo: A banda pretende continuar na estrada tocando sempre que possível, sempre que as condições permitirem… Estamos iniciando composições novas, ensaiando com um baterista reserva (risos), pois o Marcão também está tocando com o Dead Fish e com o Música Diablo e quando as datas coincidirem iremos tocar com o Kiko de Castro do Necromancia que já está ensaiando a todo vapor… Pronto pra guerra… Afinal o rock não pode parar…

Ação Direta é:
Gepeto – vocal
Pancho – guitarra
Galo – baixo
Marcão – bateria

Para conhecer mais:
http://www.myspace.com/acaodiretaoficial

Macakongs 2099 – uma década de histórias

Posted by revoluta On April - 8 - 2009 1 COMMENT

A banda Macakongs 2099 acaba de completar uma década de vida, com algumas (várias) mudanças na formação. O envolvimento de seus integrantes com a cena hardcore brasiliense é um dos motivos dessa banda ter surgido, já que ao menos Phu e Robson estão em contato com a cena idnependente de Brasília há duas décadas. O bate-papo com o guitarrista Robson,  revela um pouco da história da banda, as mudanças na cena brasiliense e a oponião sobre o uso da internet como ferramenta de divulgação das bandas.

Por Deise Santos

macakongsComo surgiu a idéia de montar a banda e de onde veio o nome?
Robson:
A idéia de montar a banda veio de uma conversa entre 3 velhos conhecidos da cena HC de Brasília. Eu, o Phu e o Evandro. O Vernon Walters onde eu tocava tinha acabado, o Phu tinha saído do DFC e o Royal Street Flesh do Evandro tinha acabado. Então pela vontade de continuarmos a tocar montamos a banda. E de repente o Evandro apareceu com esse nome, dizendo que tinha lido nos gibis do Wolverine que os homens macaco em 2099 dominariam o mundo e essas coisas… enfim gostamos do nome e aceitamos a proposta.

Quantas mudanças na formação?
Robson: Incontáveis mudanças, somos a banda de Brasília que mais mudou de integrantes. Eu mesmo já sai da banda 2 vezes e voltei, hehehe

Com 3 anos a banda já havia feito 70 shows, ao completar 10 anos você tem noção de quantos shows vocês fizeram e por quantas cidades vocês já passaram?
Robson: Acho que estamos com mais de 500 shows nas costas. Já passamos por todas as capitais do Nordeste, Belém no Norte, tocamos em Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba. Falta tocarmos no Acre, Rondônia, Roraima, Raposa Serra do Sol, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

A Macakongs é uma banda ativa e que vai além do formato CD, videoclipe e shows, tendo inclusive lançado uma revista em quadrinhos, a Macakomics e teve uma de suas músicas na trilha do filme Canibal Maniac. O que você acha que falta a banda fazer?
Robson: Nunca pensamos muito nisso não. Nesse ponto somos meio niilistas, vamos tocando, fazendo música, e gravando discos por diversão e para espantar o tédio. Dinheiro não rola mesmo, pois seria ótimo poder viver só pra música. Mas acho que pra banda seria importante uma tour pela Europa, não é difícil, é só nos organizamos pra isso, mas acredito que em 2010 vai acontecer.

O quarto CD da banda, Tropicanália, chegou cheio de participações ilustres como Gepeto (Ação Direta), X (ex- Câmbio Negro), Túlio (DFC), GOG e Digão (Raimundos), participações essas que supriram a falta de vocalista na banda. Vocês já pensaram em fazer um show com a participação desses amigos?
Robson: Essas participações foram importantíssimas, são amigos que nos deram uma força quando precisamos. Queremos tocar com todos, no lançamento do disco a idéia inicial era de tentar trazer todos para participar mas foi impossível fazer isso. Convidamos o GOG e o Tulio para cantar conosco no show do Porão do Rock de 2008 e foi maravilhoso. Mas conseguir juntar a galera é dificil são compromissos diferentes e as agendas acabam não batendo.

black-metalSabemos que Brasília e o centro-oeste tem bons festivais e já apresentou boas bandas para o resto do Brasil, mas sempre fica aquela curiosidade. Como anda a cena brasiliense?
Robson: Bom, cena como existia nos anos 80 e 90 não existe mais. As pessoas compram poucos discos, os produtores raramente pagam sequer uma garrafa de água pras bandas, shows que atrasam uma eternidade pra começar e isso desestimula as pessoas a irem, além de outras coisas que desanimam. Há excelentes bandas em brasilia como o DFC, Os Maltrapilhos, XLinha de FrenteX, Galinha Preta, More Tools e etc. Mas shows são poucos por falta de espaço e de produção que respeite as bandas. O que acontece atualmente de “melhor” em Brasília em termos de produção acredito que é o Porão do Rock, os shows que o Márcio do Maltrapilhos faz de vez em quando, entre poucos outros.

Como surgiu a idéia de montar um selo independente?
Phu:
Surgiu da falta de selos que quisessem nos lançar. Então criamos o selo para lançar nossos discos e das bandas dos amigos

Qual foi o seu primeiro contato com o rock?
Robson: Quando eu tinha uns 5 ou 6 anos de idade lembro do meu pai ouvindo Creedence, Pink Floyd, Eric Clapton e essas coisas, foi por aí meu primeiro contato com o rock.

Qual o primeiro álbum que você ouviu?
Robson: Na verdade não teve um único primeiro álbum, eu comecei ouvindo um monte de coisas ao mesmo tempo. Quando fui me interessar por música mesmo eu tinha uns 12 ou 13 anos, e comecei ouvindo o Garotos Podres “Mais podres que nunca” , o Ramones “Rocket to Russia”, o AC/DC “Fly on the Wall”, as bandas de Brasília na época como o Detrito Federal que era a minha predileta, entre muitas outras bandas.

30set2006-40São dez anos de bandas, quais seriam as coisas que continuam exatamente iguais dentro da cena undeground e o que mudou?
Robson: O makacongs2099 tem 10 anos mas principalmente eu e o Phu temos 20 anos que tocamos em bandas, e participamos do underground brasiliense. E em todo esse tempo já vimos de tudo como shows feitos improvisados com 1 amplificador pra ligar todos os instrumentos e a voz, bateria com pele rasgada, polícia mandando parar o show, e todas essas coisas que acabam sendo comuns em nosso meio.
Hoje o que continua igual é a capacidade de renovação, sempre tem banda surgindo, sempre tem algum moleque querendo montar banda ou fazer shows.
A coisa que melhorou é a estrutura para show que, apesar de não ser a ideal, está bem melhor. Hoje em dia é comum ter amplificadores marshall, meteoro, baterias de qualidade, operadores de som que sabem operar e isso é uma grande coisa.
E a maior mudança de todas é, sem duvida, a Internet. Na minha opinião ela fez uma verdadeira revolução na música e no modo como a encaramos.
Acabou o monopólio das grandes gravadoras,  hoje qualquer banda grava sua música e/ou o clipe coloca no site e em segundos o mundo inteiro pode conhecer a banda e tudo isso com baixíssimo custo.

Macakongs 2099 é:
Robson [guitarra]
Phú [baixo]
Traidôr [vocal]
Fabricius [guitarra]
Fredvan [bateria]

Para conhecer mais:
www.macakongs2099.com.br
www.myspace.com/macakongs2099
www.fotolog.com.br/m2099

Para entrar em contato:
macakongs2099@hotmail.com (email e msn)

Nueva Etica lança novo álbum e faz mini-turnê pelo Brasil

Posted by revoluta On March - 30 - 2009 1 COMMENT

Os argentinos da banda de hardcore Nueva Etica caminham para onze anos de estrada com 4 álbuns lançados (alguns deles produzidos por nada menos que Tue Madsen), algumas mudanças na formação e turnês pela Europa e América do Sul. A banda desembarca esta semana no Brasil para três apresentações (veja agenda aqui), uma delas para a gravação do DVD no Hangar 110 em SP.
Confira o bate-papo com a banda sobre os anos de estrada, as expecativas para os shows no Brasil e o lançamento no novo álbum 3LIT3.

Por Cremogema*

01. 10 anos de estrada e entre os nomes argentinos no Brasil o que soa mais alto é o do Nueva Etica, o que pensam sobre isso?
Nueva Etica: primeiro quero agradecer a todas as pessoas que nos apoiaram nestes 10 anos de carreira, aos selos que acreditaram na gente, aos nossos familiares já que sem o apoio deles não somos nada. É bom ver como depois de tantos anos de esforço e sacrifícios da banda se ganhe o reconhecimento como referência da cena latina e do mundo.

02. Quando a banda se iniciou a cena straight edge de Buenos Aires estava em decadência ? Foi por este motivo que a banda se iniciou?
NxE: Já não existiam banda que difundissem a filosofia straight-edge nessa época (1998), ao menos não de uma maneira direta, Autocontrol já havia se separado, existia Vieja Escuela, mas faltava uma banda com uma mensagem mais dura e apimentada, por isso nasceu a Nueva Etica e acreditamos que os resultados estão mais do que vistos.

03. “Momento de la verdad” superou as expectativas? Foi definitivamente a
abertura das portas na América do Sul para vocês?

NxE: Acreditamos que “Momento de la Verdad” foi um golpe justo que era necessário para abrir as portas da América do Sul, e dizer ao mundo que na América do Sul ainda existem pessoas que acreditam no straight-edge, mas acreditamos que com “La Venganza de los justos” nós ganhamos o respeito e admiração da América do Sul definitivamente.

nuevaetica2
04. Qual foi a sensação da primeira turnê européia? Houve alguma surpresa inesperada?
NxE:
A melhor sensação do mundo foi poder tocar na Europa, foi algo inesperado pra gente, sendo a primeira banda de hardcore da argentina que cruza o oceano para deixar sua música e mensagem não é uma coisa do cotidiano pra gente. Já estivemos em 2006 fazendo a 2ª turnê na Europa e o bom de tudo isso é que as pessoas se lembram do Nueva Ética depois de 3 anos da última turnê.

05. Conte-nos todos os detalhes de “Inquebrantable”:
Bruno:
Como baterista, gravar Inquebrantable, foi gravar o disco mais importante de toda a minha carreia e para Nueva Etica esse álbum foi um passo muito importante para a o crescimento da banda, creio que fizemos um trabalho muito profissional já que desde o dia em que nos propusemos a compor as músicas e gravar “Inquebrantable” queríamos fazer um disco que falasse na América do Sul e todo o resto do mundo.
O disco foi gravado nos estúdios MCP por Martin Carrizo ( ex-A.N.I.M.A.L.),onde se gravou todas as músicas e a mixagem e masterização ficou por conta de Tue Madsen (Sick of it All, Caliban, The Haunted, Rod Halford, HSB), que se encarregou de fazer com que o disco soasse como uma bomba atômica!

06. Quais as maiores influências da banda?
Bruno: As nossas principais influências vêm do hardcore, mas nossas influências começam com Path of Resistance, passando por Earth Crisis, Madball, Terror até In Flames.

07. Defina straight edge na vida de vocês:
Bruno:
Uma parte muito importante de nossas vidas.

08. Responda rápido:

4 bandas nacionais: Hermetica, Horcas, Orientacion, Knockout.
4 bandas internacionais: Earth Crisis,Hatebreed,Terror, In flames
1 CD: Earth Crisis “Destroy The Machines”
1 livro: Ismael “Daniel Quinn”
Uma frase: Commitment conquer all

09. Como a cena argentina tem correspondido ao mais novo trabalho de vocês?
Bruno:
Muito bem, melhor do que esperávamos , já que este novo disco é um pouco mais pesado que o anterior. O álbum foi muito bem aceito na cena hardcore.

10. O Nueva Etica participa de algum projeto para libertação animal, ajuda Social?
NxE:
Atualmente não estamos participando em nenhum projeto, mas às vezes convidamos para os nossos shows coletivos de libertação animal, que vendem comida e informam o público sobre a libertação animal e o veganismo. Como banda, apoiamos todos os projetos que tenham relação com a liberação animal e humana.

flyer_dvd_nueva_etica111. A gravação do DVD da banda será no hangar 110, qual o motivo da escolha ser no Brasil e não na Argentina? O que mais pesou na hora de decidir?
NxE:
Sempre tivemos uma resposta muito boa do público brasileiro, então pensamos que seria bom fazer o DVD aí. É como uma forma de agradecer a toda a galera pelo apoio durante estes anos. A banda está recolhendo imagens que foram gravadas durante os últimos tempos em todos os shows nos países que visitamos para fazer um DVD que demonstre a grandiosidade da cena latina.


12. Como a banda se porta para não chocarem datas dos projetos paralelos dos integrantes? Nueva ética tem a preferência?
NxE:
Temos sorte de trabalhar com uma pessoa (Ricardo – Burning The Time Booking) que é responsável por organizar os projetos paralelos de todos para não se chocar as bandas e poder tocar sem problemas.

13. Além da gravação do DVD e dos outros dois no Brasil, quais as novidades para 2009?
NxE:
Temos planejado ir a outros países da América do Sul como Peru, Colômbia e Costa Rica. Também pretendemos fazer nossa terceira turnê européia e quem sabe uma turnê pelo México, veremos se dá tudo certo.

14. O que vocês querem dizer quando falam “SEDUCIDOS POR LA DECADENCIA”? De qual decadência as pessoas estão sendo seduzidas ?
NxE:
A decadência do consumismo, da televisão, dos meios viciados, das propagandas, MTV, as drogas e o álcool. A isso nos referimos quando dizemos isso. Costumes que impõe a sociedade, os governos, para manter o povo controlado.

15. O selo Seven Eight Life Recordings tem feito o trabalho esperado pela banda?
NxE:
O Franco nós conhecemos há muito tempo e sempre tivemos uma boa relação com ele, mas não foi quando ele fez a turnê da gente que começamos a ter uma relação banda/selo. A relação com Seven Eight Life começou quando foi realizada a última turnê no Brasil e como tudo saiu muito bem, ficamos muito contentes com o trabalho realizado e daí saiu a proposta de lançar nosso último trabalho já que não tínhamos nenhum selo no Brasil e graça a ajuda do Franco vocês tem 3L1T3 em todo o Brasil e este ano poderemos ir apresentar e gravar nosso DVD. Desde já muito obrigado a Seven Eight Life Recordings por toda ajuda e confiança na gente.

16. 3L1T3 nos traz inovações, mais peso concentrado, essa foi a intenção da banda ao produzir este álbum ?
NxE:
Este disco é muito especial, cremos que mais especial que “Inquebrantable”, não só é um disco mais pesado, mas sem perder o hardcore, pudemos trabalhar com muito mais tranquilidade as composições e a gravação das músicas, escolher o som e fazer os retoques necessários para conseguir superar o som do álbum anterior. Com respeito às composições, é um disco com muito mais metal que os anteriores. É algo que queríamos fazer há bastante tempo. Logo, missão cumprida!

17. Qual a posição das bandas sobre o uso cada vez maior de drogas, bebidas alcoólicas dos jovens ?
NxE:
Cada um é livre para fazer o que quer da sua vida,mas temos que estar conscientes de que essas coisas não são boas para nossos corpos, causam muitos problemas, destroem famílias e provocam mortes, gerando vícios, violência e excessos.
Seria bom se as pessoas tomassem um pouco do tempo pra pensar e refletir que esses excessos não são bons para o nosso corpo, vida e que já outra forma de se divertir e se sentir bem.

18. Vocês acreditam que o hardcore tem o respeito devido dos produtores por onde vocês passam? Os shows são organizados com a estrutura desejada?
NxE:
Ao longo da história da banda a gente tem tocado em lugares gigantes e temos tocado em lugares que são como casas, nunca tivemos problemas com isso já que não somos rockstars, só que às vezes nós dedicamos com muito esforço e dedicação para gravar bons discos e não se preocupam em fazer um bom show para as pessoas que pagaram o ingresso, que acabam escutando as bandas com sons ruins. Nós colocamos a nossa energia para que tudo saia perfeito, mas o produtor também é responsável de dar a melhor estrutura para o público. Essa mentalidade está mudando muito ultimanente e tanto as pessoas como as bandas estão sendo mujito beneficiadas.

19. Mensagem da banda aos leitores e fãs da banda ?
NxE:
Primeiro, muito obrigado a vocês pela entrevista e em nome da banda, muito obrigado a todas as pessoas que assistiram aos shows do Nueva Etica no Brasil em todos esses anos. Esperamos ver toda a galera maluca na gravação do nosso DVD em Abril!!!

NXE 3L1T3 2009.
MUCHAS GRACIAS!

Discografia
Momento de la verdad (1999)
La venganza de los justos (2001)
Inquebrantable (2006)
3L1T3 (2008)

Integrantes
Javier Casas – Guitarra
Gerardo Villalobos – Voz
Bruno Bordon – Bateria
Betoxxx – Voz
Javier Suarez – Bajo
Lisandro Guerra – Guitarra

Mais sobre a banda:
Website: www.xnuevaeticax.com.ar
Myspace: www.myspace.com/xnuevaeticax

Booking Shows
burningthetime@yahoo.com.ar
xnuevaeticax@hotmail.com

Mais sobre o selo:
www.seveneightlife.com

*Cremogema é editor do site Cultura em Peso. Essa enrevista foi originalmente publicada no site Cultura em Peso.

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